quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 28/02/13


QUINTA-FEIRA -28/02/2013





PRIMEIRA LEITURA: Jeremias 17,5-10

• Talvez a causa de que muitos irmãos vivam em um constante naufrágio, cheios de medo e angustias, é o querer construir sua vida e realizar seus projetos com suas próprias forças. Parece que, depois de tantos anos e de tantos intentos fracassados, não percebemos o quão fracos que somos para realizá-lo. Se queremos que nossa vida seja uma vida plena, cheia de paz, de alegria e, sobretudo, de esperança, é necessário que deixemos mais espaço à Deus para trabalhar nela. Hoje, mais que nunca, o homem tem que deixar que seja Deus quem construa sua vida e quem dê impulso a seus projetos, pois, só Deus é poderoso e, capaz de fazer o que para todos nós não é possível. Colocar nossa confiança em Deus resulta em soltar-se, deixar que Deus vá tomando o controle de nossa vida. “Coloque todo teu esforço – dizia um santo – como se tudo dependesse de ti, porém, confia totalmente em Deus como se tudo dependesse Dele”. Este é o segredo para que nossa vida transcorra na paz de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Senhor tu que amas a inocência e a devolve a quem lhe pede, atrai para ti nossos corações e abrasa-os no fogo de teu Espírito, para que permaneçamos firmes na fé e eficazes no trabalhar para o bem. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 16,19-31

Cada vez que Jesus tem uma coisa importante para comunicar, ele cria uma história e conta uma parábola. Assim, através da reflexão sobre uma realidade visível, leva aos ouvintes a descobrir os chamados invisíveis de Deus, presentes na vida. Uma parábola é feita para pensar e refletir. Por isto, é importante prestar atenção a seus mínimos detalhes. Na parábola do evangelho de hoje, aparecem três pessoas: o pobre Lázaro, o rico sem nome e o Pai Abraão. Dentro da parábola, Abraão representa o pensamento de Deus. O rico sem nome representa a ideologia dominante da época. Lázaro representa o grito calado dos pobres do tempo de Jesus e de todos os tempos.
• Lucas 16,19-21: A situação do rico e do pobre. Os dois extremos da sociedade. Por um lado, a riqueza agressiva. Por outro, o pobre sem recursos, sem direitos, coberto de úlceras, impuro, sem ninguém que o acolha, a não ser os cachorros que lambem suas feridas. O que separa os dois é a porta fechada da casa do rico. Por parte do rico não existe acolhida nem piedade para os problemas do pobre que está a sua porta. Porém, o pobre tem nome e o rico não tem. Isto é, o pobre tem se nome inscrito no livro da vida, o rico não. O pobre chama-se Lázaro. Significa Deus ajuda. Através do pobre Deus ajuda os ricos e o rico poderá ter seu nome no livro da vida. Porém, o rico não aceita a ajuda do pobre, pois, mantém fechada sua porta. Este inicio da parábola que descreve a situação é um espelho fiel do que estava ocorrendo no tempo de Jesus e no tempo de Lucas. É o espelho do que acontece hoje no mundo!
• Lucas 16,22: A mudança que revela a verdade escondida. O pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morre também o rico e é enterrado. Na parábola, o pobre morre antes do rico. Isto é um aviso para os ricos. Até que o pobre está a porta, existe salvação para os ricos. Porém, depois que o pobre morre, morre também o único instrumento de salvação para os ricos. Agora, o pobre está no seio de Abraão. O seio de Abraão é a fonte de vida, de onde nasceu o povo de Deus. Lázaro, o pobre, é parte do povo de Abraão, do qual era excluído quando estava diante da porta do rico. O rico que pensa ser filho de Abraão não vai estar no seio de Abraão. Aqui termina a introdução da parábola. Agora começa a revelação de seu sentido, através da conversa entre o rico e o pai Abraão.
• Lucas 16,23-26: A primeira conversa. Na parábola, Jesus abre uma janela sobre o outro lado da vida, o lado de Deus. Não se trata do céu. Trata-se do lado verdadeiro da vida que só a fé abre e que o rico sem fé não percebe. E só sob a luz da morte a ideologia do império se desintegra na cabeça do rico e aparece para ele o que é valor real na vida. Ao lado de Deus, sem propaganda, sem a propaganda enganadora, os papéis mudam. O rico vê Lázaro no seio de Abraão, e lhe pede que seja aliviado de seus sofrimentos. O rico descobre que Lázaro é seu único e possível benfeitor. Mas, agora é demasiado tarde! O rico sem nome é devoto, já que reconhece Abraão e o chama de Pai. Abraão responde e lhe chama de filho. Esta palavra de Abraão, na realidade, está sendo dirigida a todos os ricos vivos. Enquanto vivos, eles têm ainda a possibilidade de tornarem-se filhos, filhas de Abraão, se souberem abrir a porta à Lázaro, o pobre, o único que em nome de Deus pode ajudá-los. A salvação para o rico não é que Lázaro lhe traga uma gota para refrescar sua língua, mas sim, que ele, o rico, abra ao pobre a porta fechada e assim escape do grande abismo.
• Lucas 16,27-29: A segunda conversa. O rico insiste: “Pai, te suplico: manda Lázaro para a casa de minha mãe. Tenho cinco irmãos!”. O rico não quer que seus irmãos cheguem ao mesmo lugar de tormento. Lázaro, o pobre, é o único verdadeiro intermediário entre Deus e os ricos. É o único, porque só pelos pobres os ricos podem devolver aquilo que têm e, assim restabelecer a justiça prejudicada. O rico está preocupado com os irmãos. Nunca esteve preocupado com os pobres. A resposta de Abraão é clara: “Têm a Moisés e aos Profetas: que os ouçam!”. Têm a Bíblia! O rico tinha a Bíblia, a conhecia de memória. Porém, nunca se deu conta de que a Bíblia tinha algo a ver com os pobres. O segredo para que o rico pudesse entender a Bíblia é o pobre sentado a sua porta.
• Lucas 16,30-31: A terceira conversa. “Não, pai, se alguém entre os mortos lhes avisa de algo, eles vão se arrepender”. O rico reconhece que está equivocado, pois, fala de arrependimento, coisa que durante a vida nunca sentiu. Ele quer um milagre, uma ressurreição! Porém, este tipo de ressurreição não existe. A única ressurreição é a de Jesus. Jesus ressuscitado vem até nós na pessoa do pobre, dos que não tem direitos, dos sem terra, dos famintos, dos sem teto, dos que não tem saúde. Em sua resposta final, Abraão é breve e contundente: “Se não ouvem Moisés e aos profetas, tampouco, se convencerão, ainda que, um morto ressuscite”. Fim da conversa. Final da parábola! 
• O segredo para entender o sentido da Bíblia é o pobre Lázaro, sentado à porta. Deus vem a nós em resposta ao pobre, sentado a nossa porta, para ajudar-nos a saltar o abismo insondável que os ricos criaram. Lázaro também é Jesus, o Messias pobre e servo, que não foi aceito, porém cuja morte mudou radicalmente todas as coisas. É a luz da morte do pobre que muda tudo. O lugar do tormento é a situação da pessoa sem Deus. Por mais que o rico pense ter religião e a fé, não existe forma de que possa estar com Deus, pois, não abriu a porta ao pobre, como fez Zaqueu (Lc 19,1-10).




PARA REFLEXÃO PESSOAL


Qual é o tratamento que damos aos pobres? Tem um nome para nós? Nas atitudes que tomo na vida, sou percebido como Lázaro ou como o rico?
• Entrando em contato conosco, os pobres percebem algo diferente? Percebem uma Boa Notícia? Para que lado se inclina meu coração: para o milagre ou para a Palavra de Deus?





ORAÇÃO FINAL 


(SALMO 1,1-2)
• Hoje procurarei a coisa que mais me preocupa e que me agonia e a entregarei ao Senhor, confiando que será Ele quem a resolverá, e se Ele deseja usar-me nessa situação, estarei disponível, porém, com a firme idéia de que é a mão de Deus ocupando-se de minha causa.







quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 27/02/13


QUARTA-FEIRA -27/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Jeremias 18,18-20


• Existem ocasiões em nossa vida nas quais sentimos que tudo é derrubado a nosso redor, nossa saúde fica debilitada, nossos negócios não vão bem, a economia vai para baixo, problemas com a família, com a comunidade, etc. É precisamente nestes momentos nos quais o ser cristão se coloca totalmente manifesto, já que enquanto o comum nas pessoas é o desespero e a procura da solução da crise com suas próprias mãos, o cristão convida Deus para intervir para poder superar juntos tal crise. Isto faz com que a paz permaneça no coração do homem, pois, sabe que Deus é poderoso, sabe que o ama e que não o abandonará jamais. Quando te sentires atribulado e não encontrar solução para teus problemas, clama a Deus como o profeta: “Senhor, atende-me!”. Então será testemunho do poder e da infinita misericórdia de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 


• Senhor guarde tua família no caminho do bem que tu lhe mostraste; e faz que, protegida por tuas mãos, em suas necessidades temporais, tenha com maior liberdade os bens eternos. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Mateus 20,17-28


• O Evangelho hoje fala de três assuntos: o terceiro anuncio da paixão, o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu e a discussão dos discípulos que querem o primeiro posto.
• Mateus 20,17-19: O Terceiro anuncio da paixão. Estão a caminho para Jerusalém. Jesus os precede. Sabe que o matarão. O profeta Isaias já havia anunciado (Is 50,4-6;53,1-10). Por isto, sua morte não é fruto de um plano já preestabelecido, mas sim é conseqüência de um compromisso assumido com a missão recebida do Pai junto com os excluídos de seu tempo. Por isto, Jesus alerta aos discípulos sobre a tortura e a morte que encontrarão em Jerusalém. Pois, o discípulo tem de seguir seu mestre, ainda que, vá sofrer com ele. Os discípulos estão assustados e o acompanham com medo. Não entendem o que está ocorrendo (cf. Lc 18,34). O sofrimento não está de acordo com a idéia que eles têm do messias (cf. Mt 16,21-23). 
• Mateus 20,20-21: O pedido da mãe que pede o primeiro posto para seus filhos. Os discípulos não só não entendem o alcance da mensagem de Jesus, mas continuam com suas ambições pessoais. Jesus insistia no serviço e na entrega, e eles continuavam com suas ambições pessoais e pediam os primeiros postos no Reino. A mãe de Tiago e de João, levando consigo os dois filhos se aproxima de Jesus e pede um lugar na glória do Reino para seus filhos, um a direita e outro a esquerda de Jesus. Os dois não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados somente com seus próprios interesses. Sinal de que a ideologia dominante da época havia penetrado profundamente na mentalidade dos discípulos. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, não haviam renovado sua maneira de ver as coisas. Olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma recompensa pelo fato de seguir Jesus. As mesmas tensões existiam nas comunidades no tempo de Mateus e existem hoje em nossas comunidades.
• Mateus 20,22-23: A resposta de Jesus. Jesus reage com firmeza: “Vocês não sabem o que estão pedindo!”. E pergunta se são capazes de beber o cálice que Ele, Jesus vai beber, e se estão dispostos a receber o batismo que Ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue. Jesus quer saber se eles, ao invés de lugar de primeiro plano, aceitam entregar sua vida até a morte. Os dois respondem: “Aceitamos!”. Parece uma resposta da boca para fora, pois, poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram só na hora do sofrimento (Mc 14,50). Eles não tem muita consciência critica, nem percebem a realidade pessoal. Quanto ao lugar de primeiro plano no Reino ao lado de Jesus, quem o dá é o Pai. O que Jesus tem para oferecer é o cálice e o batismo, o sofrimento e a cruz.
• Mateus 20,24-27: Entre vocês não seja assim. Jesus fala, de novo, sobre o exercício do poder (Cf. 9,33-35). Naquele tempo, os que detinham o poder não prestavam atenção nas pessoas. Agiam conforme o que ouviam (Cf. Mc 6,27-28). O império romano controlava o mundo e o mantinha submetido pela força das armas e assim, através dos tributos, impostos e taxas, conseguia concentrar a riqueza das pessoas em mãos de poucos ali de Roma. A sociedade estava caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus Tem outra proposta. Diz: “Entre vós não deve ser assim! Quem quer ser o maior, seja o servidor de todos”. Ensina contra os privilégios e as rivalidades. Quer mudar o sistema e insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal.
• Mateus 20,28: O resumo da vida de Jesus. Jesus define sua missão e sua vida: “Não vim para ser servido, mas sim para servir!”. Veio dar sua vida em resgate de muitos. Ele é o Messias servo, anunciado pelo profeta Isaias (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Aprendeu de sua mãe, que disse: “Eis aqui a escrava do Senhor!” (Lc 1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Tiago e João pedem favores, Jesus promete sofrimentos. Eu, o que é que peço ao Senhor na oração? Como aceito o sofrimento e as dores que acontecem em minha vida?
• Jesus disse: “Entre vocês não seja assim!”. Minha forma de viver em comunidade está de acordo com esse conselho de Jesus?





ORAÇÃO FINAL 

• (SALMO 31,5-6)
• Hoje orarei à Deus para pedir especialmente por aquelas pessoas que me perseguem, que me molestam, que parecem alegrar-se com meu sofrimento. Levantarei uma oração pedindo ao Pai Celestial que tenha misericórdia deles, e eu mesmo mostrarei misericórdia, a fim de que encontrem a verdadeira vida em Jesus.







terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 26/02/13


TERÇA-FEIRA -26/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Isaías 1,10.16-20

• O convite que Deus nos faz hoje por meio do profeta é muito claro: “aprendam a fazer o bem”. É importante notar que Deus nos conhece e sabe que o ser humano cresce e se desenvolve seguindo processos, e que é muito difícil que as coisas mudem da noite para o dia. Por isso, hoje nos convida a entrar na escola do amor para “aprender a fazer o bem”. É que nesta escola, o mestre e diretor é o Espírito Santo. Assistir a suas aulas é ir dando espaço em nossa vida por meio da oração e dos sacramentos. Aqueles que participam desta escola notarão como dia após dia, o pecado vai desaparecendo de sua vida e a caridade vai se fazendo cada vez mais manifesta e operante. Deus não nos pede mudanças que estão fora de nossas possibilidades, porém, nos pede disposição e cooperação à sua graça; sejamos dóceis e assim evitaremos que o mal nos domine. 




ORAÇÃO INICIAL 


• Oh Deus, que tens preparado bens inefáveis para os que te amam, infunde teu amor em nossos corações, para que, amando-te em tudo e sobre todas as coisas, consigamos alcançar tuas promessas, que superam todo desejo. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Mateus 23,1-12


O evangelho de hoje é parte da longa critica de Jesus contra os escribas e os fariseus. Lucas e Marcos têm apenas uns fragmentos desta crítica contra as lideranças religiosas da época. Só o evangelho de Mateus nos informa sobre o discurso, por inteiro. Este texto tão severo deixa entrever o enorme que era a polêmica das comunidades de Mateus com as comunidades dos judeus daquela época na Galiléia e na Síria.
• Ao ler estes textos fortemente contrários aos fariseus devemos ter muito cuidado para não sermos injustos com o povo judeu. Nós os cristãos, durante séculos, tivemos atitudes anti-judaicas e, por isso mesmo, anti-cristãs. O que importa ao meditar estes textos é descobrir seu objetivo: Jesus condena a incoerência e a falta de sinceridade na relação com Deus e com o próximo. Está falando contra a hipocrisia tanto deles como nossa hoje.
• Mateus 23,1-3: O erro básico: dizem e não fazem. Jesus se dirige à multidão e aos discípulos e critica os escribas e fariseus. O motivo do ataque é a incoerência entre palavra e prática. Falam e não praticam. Jesus reconhece a autoridade e o conhecimento dos escribas. “Estão sentados na cátedra de Moisés. Por isto, fazei e observai tudo que o digam. Porém, não imiteis sua conduta, porque dizem e não fazem!”.
• Mateus 23,4-7: O erro básico se manifesta de muitas maneiras. O erro básico é a incoerência: “Dizem e não fazem”. Jesus enumera vários pontos que revelam uma incoerência. Alguns escribas e fariseus impõem leis pesadas às pessoas. Conheciam bem as leis, porém, não as praticavam, nem usam seu conhecimento para avaliar a carga sobre os ombros das pessoas. Faziam tudo para serem vistos e elogiados, usavam túnicas especiais para a oração, gostavam de ocupar lugares importantes e serem saudados em praça pública. Queriam ser chamados de “Mestres!”. Representavam um tipo de comunidade que mantinha, legitimava e alimentava as diferenças de classes e de posição social. Legitimava os privilégios dos grandes e a posição inferior dos pequenos. Agora, se existe uma coisa que Jesus não gosta são as aparências que enganam.
• Mateus 23,8-12: Como combater o erro básico. Como dever ser uma comunidade cristã? Todas as funções comunitárias devem ser assumidas como um serviço: “O maior entre vós será vosso servidor!”. A ninguém se deve chamar de Mestre (Rabino), nem Pai, nem Guia. Pois, a comunidade de Jesus deve manter, legitimar, alimentar não as diferenças, mas sim a fraternidade. Esta é a lei básica: “Vocês são irmãos e irmãs!”. A fraternidade nasce da experiência de que Deus é Pai, e que faz de todos nós irmãos e irmãs. “Pois, o que se exaltar será humilhado, e o que se humilhar será exaltado!”
• O grupo dos Fariseus. O grupo dos fariseus nasceu no século II antes de Cristo com a proposta de uma observância mais perfeita da Lei de Deus, sobretudo, das prescrições sobre a pureza. Eles eram mais abertos que os saduceus às novidades. Por exemplo aceitavam a fé na ressurreição e a fé nos anjos, coisa que os saduceus não aceitavam. A vida dos fariseus era um testemunho exemplar: rezavam e estudavam a lei durante oito horas ao dia; trabalhavam oito horas para poder sobreviver, descansavam e se divertiam outras oito horas. Por isso, eram considerados grandes líderes entre as pessoas. Deste modo, ao longo dos séculos, ajudaram as pessoas a conservar sua identidade e a não se perder.
• A mentalidade chamada farisaica. Com o tempo, todavia, os fariseus se agarraram ao poder e deixaram de ouvir os chamados das pessoas, nem deixaram as pessoas falarem. A palavra “fariseu” significa “separado”. Sua observância era tão estrita e rigorosa que se distanciavam do convívio com as pessoas. Por isso, eram chamados “separados”. Daí nasce a expressão “mentalidade farisaica”. Eram pessoas que pensavam poder conquistar a justiça através de uma observância escrita e rigorosa da Lei de Deus. Geralmente, são pessoas medrosas, que não têm a coragem de assumir o risco da liberdade e da responsabilidade. Escondem-se atrás da lei e das autoridades. Quando estas pessoas alcançam uma função de comando, se tornam duras e insensíveis para esconder sua imperfeição.
• Rabino, Guia, Mestre, Pai. São os quatro títulos que Jesus não permite que as pessoas usem. E, todavia, hoje na Igreja, os sacerdotes são chamados de “Pai” (padre). Muitos estudam nas universidades da Igreja e obtêm o título de “Doutor” (mestre). Muita gente faz direção espiritual e se aconselha com as pessoas que são chamadas “Diretor Espiritual” (guia). O que importa é que se tenha em conta o motivo que levou Jesus a proibir o uso destes títulos. Se, são usados para que uma pessoa se afirme em uma posição de autoridade e de poder, são mal utilizados e esta pessoa merece a crítica de Jesus. Se, são usados para alimentar a fraternidade e o serviço e para se aprofundar neles, não são criticados por Jesus. 




PARA REFLEXÃO PESSOAL


Quais são as motivações que tenho para viver e trabalhar na comunidade?
• Como a comunidade me ajuda a corrigir e melhorar minhas motivações?





ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 85,9)
• Hoje serei mais sensível ao que existe ao meu redor, sobretudo, ao que vive oprimido; a viúva, o órfão e as situações onde faz falta que brilhe a justiça de Deus. E, além disso, colocarei meu melhor empenho em fazer o bem de uma maneira real e concreta.






segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 25/02/13


SEGUNDA-FEIRA -25/02/2013



PRIMEIRA LEITURA: Daniel 9,4-10 


• Talvez, um dos grandes problemas com qual o qual a conversão enfrenta é o reconhecer, a partir do mais profundo de nosso coração, que somos pecadores. É que não é fácil reconhecer que somos fracos e, por isso, geralmente procuramos DESCULPAR nossas culpas e isto faz que seja difícil sair de nosso pecado ou superar nossas debilidades. Nesta passagem que nos apresenta a Sagrada Escritura, vemos com que humildade e simplicidade o profeta reconhece, não só o pecado pessoal, mas sim o coletivo. Ele sabe que o desterro que padecem é o fruto de seu pecado, porém, ao mesmo tempo sabe que seu Deus é um Deus de misericórdia. Não continuemos mascarando ou justificando nosso pecado e nossa debilidade, sejamos honestos conosco mesmo e declaremos diante de Deus e de seu ministro nossa debilidade. Deus é amor, e por esse amor esse amor nos perdoará, porém, mais ainda, esta ação é a que nos permitirá superar nosso pecado e viver continuamente na graça e no amor de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Senhor Pai Santo, que para nosso bem espiritual nos mandaste dominar nosso corpo mediante a austeridade, ajuda-nos a libertar-nos da sedução do pecado e a entregar-nos ao cumprimento filial de tua santa lei. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 6,36-38

Os três breves versículos do evangelho de hoje constituem a parte final de um breve discurso de Jesus. Na primeira parte deste discurso, ele se dirige aos discípulos e aos ricos proclamando para os discípulos quatro bem-aventuranças e, para os ricos quatro maldições. Na segunda parte, dirige-se a todos os que não ouvem, a saber, aquela multidão imensa de pobres e enfermos, vinda de todos os lados. As palavras que diz a esta multidão e a todos nós são exigentes e difíceis: amar aos inimigos (Lc 6,27), não maldizer (Lc 6,28), oferecer a outra face aos que te golpeiam a rosto e não reclamar quando alguém toma o que é nosso (Lc 6,29). Como entender estes conselhos exigentes? As explicações são dadas por três versículos do evangelho de hoje, de onde tiramos o centro da Boa Nova que Jesus veio nos trazer.
• Lucas 6,36: Ser misericordioso como vosso Pai é misericórdia. As bem-aventuranças para os discípulos e as maldições contra os ricos não podem ser interpretadas como uma ocasião para que os pobres se vinguem dos ricos. Jesus manda ter uma atitude contrária. E diz: “Amai vossos inimigos!” (Lc 6,27). A mudança ou a conversão que Jesus quer realizar em nós não consistem em algo superficial somente para inverter o sistema, pois, assim nada mudaria. Ele quer mudar o sistema. A Novidade que Jesus quer construir vem de nova experiência que tem de Deus como Pai/Mãe cheio de ternura que acolhe a todos, bons e maus, que faz brilhar o sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos (Mt 5,45). O amor verdadeiro não depende do que eu recebo do outro. O amor dever querer o bem do outro independentemente do que ele ou ela fazem por mim. Pois, assim é o amor de Deus por nós. Ele é misericordioso não somente para com os bons, mas sim para com todos, até “com os ingratos e com os maus” (Lc 6,35). Os discípulos e as discípulas de Jesus devem irradiar este amor misericordioso.
• Lucas 6,37-38: Não julgai e não sereis julgados. Estas palavras finais repetem de forma mais clara o que ele havia dito anteriormente: “Assim, pois, tratai aos demais como quereis que eles lhe tratem” (Lc 6,31, conf. Mt 7,12). Se não desejas ser julgado, não julgues! Se não desejas ser condenado, não condenes! Se queres ser perdoado, perdoe! Não fique esperando até que o outro tome a iniciativa, tome você a iniciativa e comece já! E verás que tudo isto ocorre.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

A Quaresma é tempo de conversão. Qual é a conversão que o evangelho de hoje me pede?
• Tem procurado ser misericordioso como o Pai do céu é misericordioso?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 79,9)
• Hoje farei um exame de consciência, colocando maior ênfase nas áreas de minha vida que mais me custa render à Deus; as apresentarei em oração deixando de racionalizar, declarando o que delas é pecado e pedindo perdão de coração.




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 22/02/13


SEXTA-FEIRA -22/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: 1Pedro 5,1-4

• Este texto é claramente dirigido aos pastores da Igreja (sacerdotes e os bispos), é perfeitamente aplicável a todos aqueles que têm a responsabilidade de dirigir uma comunidade: pais de família, empresários, supervisores, mestres, etc. Um dos grandes problemas pelo qual o mundo atravessa hoje é o materialismo e a busca do poder. É difícil encontrar hoje pessoas que façam as coisas pelo prazer de fazê-las bem. No geral está sempre no meio o fator econômico, que em muitas ocasiões não é outra coisa senão a ambição. Para muitos irmãos, as pessoas a seu redor não é outra coisa senão peças de xadrez ou objetos que são importantes na medida em que são úteis. Pedro nos convida hoje, não só à generosidade, mas sim, a trabalhar com alegria e pelo bem dos demais, pelo bem de nossa família, de nossa empresa, de nossa comunidade, e a lembrar que a verdadeira recompensa a receberemos de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Concede-nos, Deus Todo Poderoso, que, purificados pela penitência quaresmal, cheguemos às festas da Páscoa limpos do pecado. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Mateus 16,13-19

O evangelho de hoje fala de três pontos: a opinião das pessoas a respeito de Jesus (Mt 16,13-14), a opinião de Pedro a respeito de Jesus (Mt 16,15-16) e a resposta de Jesus a Pedro (Mt 16,17-19).
• Mateus 16,13-14: A opinião das pessoas a respeito de Jesus. Jesus faz uma pergunta a respeito da opinião das pessoas sobre Ele. As respostas são variadas: João Batista, Elias, Jeremias, um profeta. Ninguém acerta. Hoje também, é grande a variedade de opiniões das pessoas a respeito de Jesus.
• Mateus 16,15-16: A opinião de Pedro a respeito de Jesus. Em seguida, Jesus pede a opinião dos discípulos. Pedro se converte em porta-voz e diz: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. A resposta não é nova. Anteriormente, os discípulos haviam dito o mesmo (Mt 14,33). No evangelho de João, Marta faz a mesma profissão de fé (Jo 11,27). Significa que em Jesus se realizam as profecias do AT.
• Mateus 16,17-19: A resposta de Jesus a Pedro. A resposta tem várias partes: (a)-BEM-AVENTURADO TU PEDRO. Jesus proclama Pedro “Bem-Aventurado!”, porque recebeste uma revelação do Pai. Aqui também a resposta de Jesus não é nova. Anteriormente, Ele havia louvado o Pai por haver revelado o Filho aos pequenos e não aos sábios e inteligentes (Mt 11,25-27) e havia feito a mesma proclamação de felicidade aos discípulos porque estavam vendo e ouvindo as coisas que antes ninguém conhecia (Mt 13,16). (b)-PEDRO É PEDRA. Pedro deve ser pedra, isto é, deve ser fundamento firme para a Igreja para poder resistir contra as portas do inferno. Com estas palavras, de Jesus, Mateus anima as comunidades perseguidas da Síria e da Palestina. Apesar de serem frágeis e perseguidas, as comunidades têm um fundamento firme, garantido pela palavra de Jesus. A pedra, como fundamento da fé, evoca a palavra de Deus ao povo em exílio: “Ouçam-me, os que vão atrás da justiça, vocês, os que buscam o Senhor! Fixem-se na rocha que foram talhados, na pedra de que foram extraídos; fixem-se em seu pai Abrão e em Sara, que os deu a luz: quando ele era apenas um, Eu o chamei, O abençoei e o multipliquei” (Is 51,1-2). Indica um novo começo. (c)- PEDRO, PEDRA. Jesus da um nome a Simão e o chama Pedra (Pedro). Pedro é Pedra de duas formas: fundamento (Mt 16,18) e é pedra de tropeço (Mt 16,23). Em nossa igreja católica insistimos muito em Pedro/pedra-fundamental. Pedro, por um lado, era fraco na fé, dividido, tentou desviar Jesus, teve medo no horto, dormiu e fugiu, não entendia o que Jesus dizia. Por outro lado, era como os pequenos que Jesus proclamou bem-aventurados. Sendo um dos dois, torna-se o porta-voz deles. Mais tarde, depois da morte e da ressurreição de Jesus, sua figura cresceu e se tornou símbolo da Comunidade. Pedro é firme não por mérito próprio, mas sim, porque Jesus rezou por ele, para que sua fé não desfalecesse (Lc 22,31-34). (d)- IGREJA, ASSEMBLÉIA. A palavra Igreja, em grego Eklésia, aparece 105 vezes no NT, quase exclusivamente nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas. Nos evangelhos aparece três vezes, somente em Mateus. A palavra significa literalmente “convocada” ou “escolhida”. Indica “pessoas que se reúnem convocadas pela Palavra e vive a mensagem do Reino que Jesus trás”. A igreja ou a comunidade não é o Reino, e sim um instrumento e uma mostra do Reino. O Reino é maior. Na Igreja, na comunidade tem que aparecer aos olhos de todos, aquilo que acontece quando um grupo humano deixa que Jesus reine e seja o centro de suas vidas. (e)- AS CHAVES DO REINO. Pedro recebe as chaves do Reino. Este mesmo poder de atar e desatar é dado também as comunidades (Mt 18,18) e aos outros discípulos (Jo 20,23). Um dos pontos em que o evangelho de Mateus insiste mais é a reconciliação e o perdão. É uma das tarefas mais importantes dos coordenadores e coordenadoras das comunidades. Imitando Pedro, têm que atar e desatar, isto é, procurar que reinem na reconciliação, na aceitação mútua, na construção da fraternidade.




PARA REFLEXÃO PESSOAL



Quais são as opiniões que existem em nossa comunidade sobre Jesus? Estas diferenças na forma de viver e expressar a fé enriquece a comunidade, ou, prejudicam o caminho e a comunhão? Por quê?
• Quem é Jesus para mim? Quem sou eu para Jesus? 





ORAÇÃO FINAL 


(SALMO 31,2)
• Hoje farei as coisas com um sorriso no rosto, quando “minhas ovelhas” se aproximarem e pedir-me algo ou procurando algo de mim, serei cortês, amável e disposto; além disso, demonstrarei minha generosidade fazendo não só o que me pedem, mas um pouco mais.








quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 21/02/13






QUINTA-FEIRA -21/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Ester 4,17

• A Quaresma nos questiona sobre nosso crescimento e maturidade na fé. É que a maioria de nós diz que somos homens e mulheres de fé, todavia, só quando a crise cala fundo é que realmente podemos saber até onde nossa fé cresceu. Este texto nos mostra uma mulher cuja fé é de total confiança e abandono. É o relato de alguém que ouviu que o Deus de seus pais é um Deus poderoso que não abandona seu povo em situações difíceis. Agora é o momento de experimentá-lo, porém, para isso tem que cofiar cegamente que só Ele pode ajudar. Poderíamos dizer que a fé é como uma conta no banco, da qual poderemos depender no momento da necessidade. Por isso, ainda que, pareça que todos teus atos de piedade, tuas orações e sacrifícios, as horas diante do Santíssimo, a meditação diária da Escritura, etc., ficaram estéreis, lembre que só houve uma inversão que no momento da crise se transformará em graça e luz para tua vida, que te ajudaram a superar todos os obstáculos. Colocar-se nas mãos de Deus também é um exercício que requer prática e a Quaresma se apresenta como um espaço ideal para desenvolvê-lo.




ORAÇÃO INICIAL

• Posto que sem ti nada podemos, concede-nos, Senhor, luz para distinguir sempre o bem e coragem para colocá-lo em prática, a fim de que possamos viver segundo tua vontade. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Mateus 7,7-12

•    O evangelho de hoje cita uma parte do Sermão do Monte, a Nova Lei de Deus que nos foi revelada por Jesus. O Sermão do Monte tem a seguinte estrutura:
• A)-Mateus 5,1-16: A porta de entrada: as bem-aventuranças (Mt 5,1-10) e a missão dos discípulos: ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5,12-16).
• B)-Mateus 5,17 a 6,18: A nova relação com Deus: a nova justiça (Mt 5,17-48) que não procura méritos na prática da esmola, da oração e do jejum (Mt 6,1-18).
• C)-Mateus 6,19-34: A nova relação com os bens da terra: não acumular (Mt 6,19-21), não olhar o mundo com olhos sofredores (Mt 6,22-23), não servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6,24), não preocupar-se pela comida e a bebida (Mt 6,23-34).
• D)-Mateus 7,1-23: A nova relação com as pessoas: não ver o cisco no olho do irmão (Mt 7,1-5): não atirar pérolas aos porcos (Mt 7,6); o evangelho de hoje: não ter medo de pedir coisas à Deus (Mt 7,7-11); e a Regra de Ouro (Mt 7,12); escolher o caminho difícil e estreito (Mt 7,13-14), ter cuidado com os falsos profetas (Mt 7,15-20).
• E)-Mateus 7,21-29: Conclusão; não só falar, mas praticar (Mt 7,21-23); a comunidade construída sobre este fundamento ficará bem firme na tempestade (Mt 7,24-27). O resultado destas palavras é uma nova consciência diante dos escribas e dos doutores (Mt 7,28-29).
• Mateus 7,7-8: As três recomendações de Jesus. Três recomendações: pedir, procurar e chamar à porta: “Pedi e se vos dará, buscai e achareis, chamai e se os abrirá”. Em geral se pede algo à alguém. A resposta depende tanto da pessoa como da insistência do pedido. Procurar se faz orientando-se para um critério. Quanto melhor for o critério, tanto melhor será a certeza de encontrar o que se busca. Chamar à porta se faz com a esperança de que alguém esteja do outro lado da casa. Jesus complementa a recomendação, oferecendo a certeza da resposta: Porque todo aquele que pede recebe; o que procura, encontra; e o que chama, a porta se abrirá. Isto significa que quando pedimos a Deus, Ele atende nosso pedido. Quando buscamos a Deus, Ele se deixa encontrar (Is 55,6). Quando chamamos a porta da casa de Deus, Ele atenderá.
• Mateus 7,9-11: A pergunta de Jesus as pessoas: “Por acaso existe alguém entre vocês que o filho lhe pede pão e vocês lhes dão uma pedra; ou, se pede um peixe, lhes dão uma cobra?”. Falando aos pais e as mães de família, lhes pede que façam referencia à vida de cada dia. Nas entrelinhas, das perguntas se advinha a resposta das pessoas que gritam: “Não!”. Pois ninguém dá uma pedra ao filho que pede pão. Não existe um pai ou uma mãe que dê uma serpente ao filho ou a filha que lhe pede um peixe: “Se, pois, vós sendo maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que esta nós céus dará coisas boas aos que lhe pedirem!”. Jesus nos chama de maus para acentuar a certeza de sermos atendidos por Deus quando lhe pedimos algo. Pois, se nós que não somos santos nem santas, sabemos dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu. Esta comparação tem como objetivo tirar-nos as dúvidas a respeito do resultado da oração dirigida a Deus com confiança. Deus nos atenderá! Lucas acrescenta que Deus nos dará o Espírito Santo (Lc 11,13).
• Mateus 7,12: A Regra de Ouro. “Portanto, tudo quanto quiseres que vos façam os homens, faça-o também vocês a eles; porque esta é Lei e os Profetas”. Este é o resumo de todo o Antigo Testamento, da Lei e dos profetas. É o resumo de tudo o que Deus nos tem que dizer, o resumo de todo ensinamento de Jesus, mas também, de uma maneira ou de outra, em todas as religiões. Responde ao sentimento mais profundo e mais universal do ser humano.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

•    Pedir, procurar, chamar à porta: como você ora e como conversa com Deus?
• Como você vive a Regra de Ouro?





ORAÇÃO FINAL

•    (SALMO 138,2-3)
• Hoje farei uma visita ao Santíssimo e dedicarei alguns momentos ao Senhor para adorá-lo por sua infinita grandeza e bondade.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 20/02/13


QUARTA-FEIRA -20/02/2013



PRIMEIRA LEITURA: Jonas 3,1-10 

• Com esta passagem a escritura nos mostra, através da atitude do Rei de Ninive, o que significa e implica o converter-se de coração. Ao ler a passagem vemos como a primeira coisa que o rei faz é, “levantar-se de seu trono e sentar-se sobre as cinzas”. Com este sinal reconhece que ele não é Deus, e que sua vida (e neste caso, inclusive seu reino) deve ser dirigido pelo único Rei: o próprio Deus. Esta atitude do rei deve servir-nos de exemplo e deixar que Deus sente-se no trono de nosso coração. Isto implica reconhecer que SUA PALAVRA é a única que deve reger nossa vida, a qual não poderá ser realidade se não temos contato com a Sagrada Escritura. Isto nos conduz a um principio de conversão de tomar primeiro a decisão de seguir a palavra de Deus, e tê-la como valor central de nossa vida, e em seguida tomar a decisão de ler e meditar TODOS os dias esta Palavra, com a coragem de obedecer-lhe e fazê-la vida. Que tal te parece tentar? 




ORAÇÃO INICIAL 


• Pedimos-te Senhor, que tua graça continuamente nos preceda e acompanhe, de maneira que estejamos dispostos a trabalhar sempre para o bem. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 11,29-32


O evangelho de hoje nos apresenta uma acusação muito forte de Jesus contra os fariseus e os escribas. Eles queriam que Jesus desse um sinal, pois não acreditavam nos sinais e nos milagres que estava fazendo. Esta acusação de Jesus continua nos evangelhos dos próximos dias. O meditar estes evangelhos, devemos tomar muito cuidado para não generalizar a acusação de Jesus como se fosse dirigida contra o povo judeu. No passado, a ausência desta atenção contribuiu, lamentavelmente, para aumentar nos cristãos o anti-semitismo que tantos males acarretaram à humanidade ao longo dos séculos. Em vez de levantar o dedo contra os fariseus do tempo de Jesus, é melhor olharmos nos espelho dos textos, para perceber neles o fariseu que vive escondido em nossa Igreja e em cada um de nós, e que merece a mesma crítica por parte de Jesus.
• Lucas 11,29-30: O SINAL DE JONAS. “Os ninivitas se levantaram em Juízo com esta geração e a condenaram; porque eles se converteram pela pregação de Jonas, e aqui existe algo mais que Jonas”. Havendo reunido as pessoas, começou a dizer: Esta geração é uma geração malvada; pede um sinal, porém, não lhes será dado outro sinal, senão o sinal de Jonas. O evangelho de Mateus informa que alguns escribas e fariseus: pediram um sinal (Mt 12,38). Queriam que Jesus realizasse para eles um sinal, um milagre, para que pudessem verificar se Ele era mesmo enviado de Deus segundo o que imaginavam. Queriam que Jesus se submetesse aos critérios deles. Não havia neles abertura para uma possível conversão. Porém, Jesus não se submeteu a seus pedidos. O evangelho de Marcos diz que Jesus, diante do pedido dos fariseus, soltou um profundo respiro (Mc 8,12), provavelmente de desgosto e de tristeza diante de tanta cegueira. Porque de nada serve colocar um bonito quadro diante de alguém que não quer abrir os olhos. O único sinal é o sinal de Jonas. “Porque assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o será o Filho do Homem para esta geração”. Como será este sinal do Filho do Homem? O Evangelho de Mateus responde: “Porque da mesma maneira que Jonas esteve no ventre da baleia três dias e três noites, assim também o Filho do Homem estará no seio da terra três dias e três noites” (Mt 12,40). O único sinal será a ressurreição de Jesus. Este é o sinal que, no futuro se dará aos escribas e aos fariseus. Jesus, condenado por eles a uma morte de cruz, será ressuscitado por Deus e continuará ressuscitando de muitas maneiras naqueles que acreditam Nele. O sina que converte não são milagres, mas sim, o testemunho de vida!
• Lucas 11,31: SALOMÃO E A RAINHA DO MEIO DIA. A alusão a conversão das pessoas de Ninive associa e faz lembrar a conversão da Rainha do Meio Dia: “A rainha do Meio Dia se levantará em Juízo com os homens desta geração e os condenará: porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, mostra como se usava a Bíblia naquele tempo. Era por ocasião. A interpretação principal era esta: “A Bíblia se explica pela Bíblia”. Até hoje, esta é uma das normas mais importantes para a interpretação da Bíblia, sobretudo, para a Leitura Orante da Palavra de Deus. 
• Lucas 11,32: AQUI EXISTE ALGO MAIOR QUE JONAS. Depois do afastamento de Salomão e da Rainha do Meio Dia, Jesus volta a falar do sinal de Jonas: “Os ninivitas se levantaram em Juízo com esta geração e a condenaram; porque eles se converteram pela pregação de Jonas, e aqui existe algo maior que Jonas”. Jesus é maior que Jonas, maior que Salomão. Para os cristãos, é o principal segredo para a Escritura (2Cor 3,14-18).




PARA REFLEXÃO PESSOAL


Jesus critica os escribas e os fariseus que chegavam a negar a evidência tornando-se incapazes de reconhecerem o chamado de Deus nos acontecimentos. E nós, os cristãos de hoje, e eu: merecemos esta mesma critica de Jesus?
• Ninive se converteu diante da pregação de Jonas. Os escribas e os fariseus não se converteram. Hoje, o que acontece provoca mutações e conversões nas pessoas do mundo inteiro: ameaça ecológica, a urbanização desumanizada, o consumismo que massifica e aliena, as injustiças, a violência, etc. Muitos cristãos vivem alheios a estes clamores de Deus que vêm da realidade.





ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 113,1-2)
• Hoje me aproximarei daquela pessoa que ofendi e lhe pedirei perdão de coração, deixando que o Espírito de Deus seja quem ilumine meus passos para agir com amor.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 19/02/13


TERÇA-FEIRA -19/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Isaías 55,10-11

• Esta semana, a liturgia da palavra nos apressa a valorizar o poder salvífico e reconciliador da Palavra de Deus. É triste constatar o pouco que muitos de nossos irmãos dão à Sagrada Escritura; é raro ver Bíblias em nossas reuniões, inclusive de evangelização. Apesar de que a Sagrada Escritura é, como diz o salmista: “luz para nossos passos”, muitos, jamais têm lido. É comum encontrar Bíblias de “Primeira Comunhão” e de “Matrimônio” em perfeito estado, intactas; Bíblias que foram recebidas só como um formalismo, porém, que não têm sido jamais abertas. Hoje, o profeta Isaias nos diz como a palavra de Deus fecundará nossa vida. Para isso é necessário que encharque nosso coração. A Quaresma é um tempo ideal para iniciar nosso trato com a Sagrada Escritura, para iniciar a leitura de nossa Bíblia. Sugiro iniciar com o Evangelho de Lucas e ao terminar, ler o livro dos Atos dos Apóstolos. Lembre o que dizia são Jerônimo: “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo”. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Senhor olhe com amor tua família e aos que moderam seu corpo com a penitência, aviva em seu espírito o desejo de possuir-te. Por Nosso Senhor... 



REFLEXÃO

Mateus 6,7-15

As duas reações do Pai Nosso: Lucas (Lc 11,1-4) e Mateus (Mt 6,7-13). Em Lucas, o Pai Nosso é mais curto. Lucas escreve para as comunidades que vieram do paganismo. Procura ajudar às pessoas que estão iniciando o caminho da oração. Em Mateus, o Pai Nosso está situado no Sermão do Monte, naquela parte onde Jesus orienta aos discípulos na prática das três obras de piedade: esmola (Mt 6,1-4), oração (Mt 6,5-15) e jejum (Mt 6,16-18). O Pai Nosso é parte de uma catequese para os judeus convertidos. Eles já estavam acostumados a rezar, porém, tinham certos vícios que Mateus procura corrigir.
• Mateus 6,7-8: Os vícios que precisam ser corrigidos. Jesus critica às pessoas para quem a oração é uma repetição de fórmulas mágicas, de palavras fortes, dirigidas a Deus para obrigar-lhe a atender suas necessidades. A acolhida da oração por parte de Deus não depende da repetição de palavras, mas sim, da bondade de Deus que é o Amor e Misericórdia. Ele quer nosso bem e conhece nossas necessidades antes que expressamos nossas preces.
• Mateus 6,9ª: As primeiras palavras: “Pai Nosso” Abba, Pai, é o nome que Jesus usa para dirigir-se a Deus. Revela a nova relação com Deus que deve caracterizar a vida das comunidades (Gl 4,6; Rm 8,15). Dizemos “Pai Nosso” e não “Meu Pai”. O adjetivo “nosso” acentua a consciência de que todos pertencemos à grande família humana de todas as raças e credos. Rezar ao Pai e entrar na intimidade com Ele, é também colocar-se em sintonia com os gritos de todos os irmãos e irmãs pelo pão de cada dia. É procurar o Reino de Deus em primeiro lugar. A experiência de Deus como nosso Pai é o fundamento da fraternidade universal.
• Mateus 6,9b: Três pedidos pela causa de Deus: o Nome, o Reino, a Vontade. Na primeira parte do Pai Nosso, pedimos para que seja restaurada nossa relação com Deus. SANTIFICAR O NOME. O nome Iahwe significa “Estou contigo”. Deus conosco. Neste Nome Deus se deu a conhecer (Ex 3,11-15). O Nome de Deus é santificado quando é usado com fé e não com magia; quando é usado conforme seu verdadeiro objetivo, isto é, não para a opressão, mas para a libertação do povo e para a construção do Reino. A VINDA DO REINO: o único Dono e Rei da vida humana é Deus (Is 45,21;46,9). A vinda do Reino é a realização de todas as esperanças e promessas. É a vida plena, a superação das frustrações sofridas com os reis e com os governos humanos. Este Reino acontecerá, quando a vontade de Deus se realize plenamente. FAZER A VONTADE: a vontade de Deus se expressa em sua Lei. Faça-se sua vontade, assim na terra como no céu. No céu, o sol e as estrelas obedecem às leis de suas órbitas e criam a ordem do universo (Is 48,12-13). A observância da lei de Deus será fonte de ordem e de bem estar para a vida humana. 
• Mateus 6,11-13: Quatro pedidos para a causa dos irmãos: Pão, Perdão, Vitória, Liberdade. Na segunda parte do Pai Nosso pedimos que seja restaurada a relação entre as pessoas. Os quatro pedidos mostram como devem ser transformadas as estruturas da comunidade e da sociedade para que todos os filhos e as filhas de Deus vivam com igual dignidade. PÃO DE CADA DIA: no êxodo, cada dia, as pessoas recebiam o maná no deserto (Ex 16,35). A Providência Divina passava pela organização fraterna, pelo compartilhar. Jesus nos convida para realizar um novo êxodo, uma nova convivência fraterna que garanta o pão para todos (Mt 6,34-44; Jo 6,48-51). PERDÃO PARA AS DÍVIDAS: cada 50 anos, o Ano Jubilar obrigava à todos o perdão das dívidas. Era um novo começo (Lv 25,8-55). Jesus anuncia um novo Ano Jubilar, “um ano de graça de parte do Senhor” (Lc 4,19). O Evangelho quer recomeçar tudo de novo! NÃO CAIR EM TENTAÇÃO: no êxodo, o povo foi tentado e caiu (Dt 9,6-12). Murmurou e quis voltar atrás (Ex 16,3;17,3). No novo êxodo, a tentação será superada pela Força que o povo recebe de Deus (1Cor 10,12-13). LIBERTAÇÃO DO MALIGNO: o Maligno é Satanás, que afasta de Deus e é motivo de escândalo. Conseguiu entrar em Pedro (Mt 16,23) e tentou Jesus no deserto. Jesus o venceu (Mt 4,1-11). Ele nos disse: “Coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
• Mateus 6,14-15: Quem não perdoa não será perdoado. Rezando o Pai Nosso, pronunciamos a frase que nos condena ou absolve. Rezamos: “Perdoa nossas dividas, assim como nós perdoamos nossos devedores” (Mt 6,12). Oferecemos a Deus a medida do perdão que queremos. Se perdoarmos muito Ele nos perdoará muito. Se perdoarmos pouco, Ele tampouco não poderá nos perdoar.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus disse “perdoa nossas dívidas”. Em alguns paises se traduz “perdoa nossas ofensas”. O que é mais fácil: perdoar ofensas ou perdoar dívidas? 
• As nações cristãs do hemisfério norte (Europa e USA) rezam todos os dias: “Perdoa-nos nossas dívidas assim como também nós perdoamos a nossos devedores”. Porém, elas não perdoam a divida externa dos países pobres do Terceiro Mundo. Como explicar esta terrível contradição, fonte de empobrecimento de milhões de pessoas?





ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 34,4-5)
• Hoje lerei o salmo 119 e meditarei na importância da palavra de Deus em minha vida.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 18/02/13



SEGUNDA-FEIRA -18/02/2013

PRIMEIRA LEITURA: Levítico 19,1-2.11-18

• Poderíamos dizer que toda a lei e todos os preceitos que Deus tem dado a seu povo têm como único fim conduzi-los a santidade, de maneira que a observância destes manifesta o estado de santidade que Deus quer de cada um de nós. Nesta primeira semana da Quaresma, a liturgia nos convida a preparar e a trabalhar sobre um projeto de vida que nos conduzirá à santidade ou que faça que esta continue desenvolvendo-se em nós. É por isso, que nesta leitura nos é proposto o que está ou deve estar na base de toda a vida cristã, e que é o cumprimento da Lei de Deus. Não podemos aspirar às coisas maiores quando o mínimo, o básico, não está sendo capaz de cumprir. É, pois, necessário que antes de realizar qualquer projeto vejamos onde estamos com respeito aos mandamentos que não estamos observando possam ser vividos na alegria de Deus. Lembre que a Quaresma é um tempo de trabalho espiritual que nos tem de levar a viver de uma maneira mais plena a vida evangélica. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Converte-nos a ti, Deus nosso Salvador; ilumina-nos com a luz de tua palavra, para que a celebração desta Quaresma produza em nós seus melhores frutos. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Mateus 25,31-46

• O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como o novo Moisés. Como Moisés, Jesus promulgou a Lei de Deus. Como na antiga Lei, assim a nova lei dada por Jesus tem cinco livros ou discursos. O Sermão do Monte (Mt 5,1 a 7,27), o primeiro discurso, se abre com as oito bem-aventuranças. O Sermão da Vigilância (Mt 24,1 a 25,46), o quinto e último se encerra com a descrição do Juízo Final. As bem-aventuranças descrevem a porta de entrada para o Reino de Deus, enumerando oito categorias de pessoas: os pobres de espírito, os mansos, os aflitos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os de coração limpo, os promotores da paz e os perseguidos por causa de justiça (Mt 5,3-10). A parábola do Juízo Final conta os que devemos fazer para poder tomar posse do Reino: acolher aos famintos, aos sedentos, aos estrangeiros, aos desnudos, aos enfermos e presos (Mt 25,35-36). Tanto no começo como no final da Nova Lei, estão os excluídos e os marginalizados.
• Mateus 25,31-33: Abertura do Juízo Final. O Filho do Homem reúne ao seu redor as nações do mundo. Separa as pessoas como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. O pastor sabe discernir. Ele não se equivoca: as ovelhas a direita, os cabritos à esquerda. Ele sabe discernir os bons e os maus. Jesus não julga, nem condena (cf. Jo 3,17;12,47). Ele apenas separa. É a própria pessoa que julga ou se condena pela maneira como se porta em relação com os pequenos e os excluídos.
• Mateus 25,34-36: A sentença para os que estão a direita do Juiz. Os que estão a sua direita são chamados: “Benditos de meu Pai!”, isto é, recebem a benção que Deus prometeu à Abraão e a sua descendência (Gn 12,3). Eles são convidados a tomar posse do Reino, preparado para eles desde a fundação do mundo. O motivo da sentença é este: “Tive fome e sede, era estrangeiro, estava nu, enfermo e preso, e vocês me acolheram e me ajudaram”. Esta frase nos faz saber quem são as ovelhas. São as pessoas que acolheram o Juiz quando este estava faminto, sedento, estrangeiro, desnudo, enfermo e preso. “E pelo modo de falar: “meu Pai” e Filho do Homem”, sabemos que o Juiz é o próprio Jesus. Ele se identifica com os pequenos!
• Mateus 25,37-40: Uma demanda de esclarecimento e a resposta do Juiz: Os que acolhem os excluídos são chamados “justos”. Isto significa que a justiça do Reino não se alcança observando normas e prescrições, mas, acolhendo aos necessitados. Porém, o curioso é que os justos não sabem quando foi que acolheram a Jesus necessitado. Jesus responde: “Toda vez que o fizestes a um destes meus pequenos irmãos, a mim o fizestes!”. Quem são estes meus irmãos pequenos? Em outras passagens do Evangelho de Mateus, as expressões “meus irmãos” e “pequenos” indicam os discípulos (Mt 10,42;12,48-50; 18,6.10.14;28,10). Indicam também aos membros mais abandonados da comunidade, aos desprezados que não têm para onde ir e que não são bem recebidos (Mt 10,40). Jesus se identifica com eles. Mas, não só isto. No contexto tão amplo desta parábola final, a expressão “meus irmãos pequenos” se alarga e inclui a todos aqueles que na sociedade não têm lugar. Indica todos os pobres. E os “justos” e os “benditos de meu Pai” são todas as pessoas de todas as nações que acolhem ao outro em total gratidão, independentemente do fato de ser cristão ou não.
• Mateus 25,41-43: A sentença para os que estão a sua esquerda. Os que estão do outro lado do Juiz são chamados “malditos” e são destinados ao fogo eterno, preparados pelo diabo e aos seus. Jesus usa a linguagem simbólica comum daquele tempo para dizer que estas pessoas não vão entrar no Reino. E aqui também o motivo é um só: não acolheram a Jesus faminto, sedento, estrangeiro, desnudo, enfermo e preso. Não é Jesus que nos impede entrar no Reino, mas sim, nossa prática de não acolher ao outro, a cegueira que nos impede ver Jesus nos pequenos.
• Mateus 25,44-46: Um pedido de esclarecimento à resposta do Juiz. O pedido de esclarecimento mostra que se trata de gente que se porta bem, pessoas que têm a consciência em paz. Estão seguras de haver praticado sempre o que Deus lhes pedia. Por isso estranham quando o Juiz diz que não o acolheram. O Juiz responde: “Todas as vezes que não fizeram isto a um destes pequenos, comigo deixastes de fazê-lo!”. A omissão! Não fizeram mais! Apenas deixaram de praticar o bem aos pequenos e acolher aos excluídos. E continua a sentença final: estes vão para o fogo eterno, e os justos vão para a vida eterna. Assim termina o quinto livro da Nova Lei!




PARA REFLEXÃO PESSOAL

O que é que mais tem chamado atenção na parábola do Juízo Final?
• Pare e pense: se o Juízo Final fosse hoje, você estaria do lado das ovelhas ou dos cabritos?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 19,9)
• Neste dia terei mais vigilância para meus pensamentos, emoções e ações para detectar e erradicar aquelas que não expressam o Senhorio de Jesus em minha vida.






terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 12/02/13


TERÇA-FEIRA -12/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Gênesis 1,20-2,4


• A riqueza de nosso texto não nos deixará oportunidade de comentar todos seus elementos em uma pequena reflexão. Por isso, só centraremos nossa atenção em um dos elementos da criação do homem. Temos lido que “Deus criou o homem a sua imagem e semelhança; homem e mulher (no texto original se lê: Varão e Varoa). Com isto o autor sagrado nos faz ver a igualdade que existe entre os dois sexos”. Um não é mais importante que o outro. Entretanto, é claro que não são iguais: Um é o varão e outro é a varoa. Com isso nos indica que a diferença entre eles não está somente nas diferenças sexuais, mas sim, nas funções. Isto é muito importante hoje em dia onde, com o impulso de alguns movimentos, se tem criado uma verdadeira inconformidade com as funções estabelecidas para os diferentes sexos, com uma série de implicações sociais e morais que ameaçam gravemente a estabilidade social. É triste que algumas mulheres pensam que é menos digno o educar uma família e dedicar todo seu tempo, seus talentos, e seu esforço com isso, que o alcançar uma posição importante em uma empresa. Não permitamos que as tendências de nosso mundo moderno continuem desintegrando nossos lares. Deus nos criou iguais, e ao mesmo tempo diferentes. Aceitemos e amemos estas diferenças, pois, são brindes de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Protege Senhor, com amor minha família, defenda-a sempre, já que só em ti foi colocada sua esperança. Por nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 7,1-13


• O Evangelho de hoje fala dos costumes religiosos daquele tempo e dos fariseus que ensinavam estes costumes as pessoas. Por exemplo, come sem lavar as mãos, ou, como eles diziam, comer com as mãos impuras. Muitos destes costumes estavam desligados da vida e haviam perdido seu sentido. Todavia, conservavam-se ou por medo ou por superstição. O Evangelho nos trás algumas instruções de Jesus a respeito destes costumes.
• Marcos 7,1-2: Controle dos fariseus e liberdade dos discípulos. Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, observavam como os discípulos de Jesus comiam com mãos impuras. Aqui existem três pontos que merecem ser assinalados: (a)-Os escribas eram de Jerusalém, da capital! Significa que haviam vindo para observar e controlar os passos de Jesus. (b)-Os discípulos não lavavam as mãos para comer! Significa que a convivência com Jesus os valorizou para transgredir as normas que a tradição impunha as pessoas, porém, estas normas haviam perdido seu sentido para a vida. (c)-O costume de lavar as mãos, que existe até hoje, e, continua sendo uma norma importante de higiene, tinha para eles um significado religioso que servia para controlar e discriminar as pessoas.
• Marcos 7,3-4: A Tradição dos Antigos. “A Tradição dos Antigos” transmitia as normas que deviam ser observadas pelas pessoas para conseguir a pureza exigida pela lei. A observância da pureza era um assunto muito sério para as pessoas daquele tempo. Eles pensavam que uma pessoa impura não podia receber a benção prometida por Deus a Abraão. As normas de pureza eram ensinadas para abrir o caminho até Deus, fonte de paz. Na realidade, no entanto, em vez de ser uma fonte de paz, as normas era uma prisão, um cativeiro. Para os pobres, era praticamente impossível observar muitas normas, os costumes e as leis. Por isto, eles eram desprezados como pessoas ignorantes e malditos que não conheciam a lei (Jo 7,49).
• Marcos 7,5: Escribas e fariseus criticam o comportamento dos discípulos de Jesus. Os escribas e fariseus perguntam a Jesus: “Por que é que teus discípulos não vivem conforme a tradição dos antepassados, mas sim, comem com mãos impuras?”. Eles fingem que estão interessados em conhecer o “porque” do comportamento dos discípulos. Na realidade, criticam Jesus porque permite que os discípulos não cumpram com as normas de pureza. Os fariseus formavam uma espécie de irmandade, cuja principal preocupação era a de observar todas as leis de pureza. Os escribas eram os responsáveis pela doutrina. Ensinavam as leis relativas à observância de pureza.
• Marcos 7,6-13: Jesus critica a incoerência dos fariseus. Jesus responde citando Isaias: Este povo me honra só com os lábios, porém seu coração continua longe de mim (cf. Is 29,13). Insistindo nas normas de pureza, os fariseus esvaziavam o conteúdo dos mandamentos da lei de Deus. Jesus cita um exemplo concreto. Eles diziam: a pessoa que oferece ao templo seus bens, não pode usá-los para ajudar os pais necessitados. Assim, em nome da tradição esvaziava de conteúdo o quarto mandamento que manda “amar pai e mãe”. Estas pessoas pareciam muito observantes, porém, só eram por fora. Por dentro, seu coração ficava longe de Deus! Como diz o canto: “Seu nome é Senhor e passa fome, e clama pela boca do faminto, e muitos que o vêm passam longe, às vezes, para chegar primeiro ao Templo!”. No tempo de Jesus, as pessoas, em sua sabedoria, não concordavam com tudo o que se ensinava. Esperavam que um dia o messias viesse indicar outro caminho para alcançar a pureza. Em Jesus se realiza esta esperança.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Conhece algum costume religioso de hoje que já não tem muito sentido, porém, continua sendo ensinado?
• Os fariseus eram judeus praticantes, porém, sua fé ativa era desligada da vida das pessoas. Por isso, Jesus os criticou. E hoje, Jesus nos criticaria? Em quê?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 8,2.4-5)
• Hoje observarei como me comporto com o gênero oposto ao meu e procurarei como nossas diferenças podem ser de ajuda.








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 11/02/13


SEGUNDA-FEIRA -11/02/2013

PRIMEIRA LEITURA: Gênesis 1,1-19


• Um dos grandes problemas que a Igreja tem afrontado é a relação que existe entre fé e ciência ou fé e razão. Antigamente pensava-se que a Sagrada Escritura continha inclusive a verdade sobre a ciência, crença que se manteve até faz alguns poucos séculos. Baseados na Escritura, assim os homens da ciência pensavam que a Terra era o centro do universo e que o sol e a lua gravitavam ao redor dela. Hoje sabemos que não é assim e é por isso que hoje a Igreja reconhece que a ciência tem seu próprio caminho, o mesmo que a ciência bíblica e em geral a fé. É que a Bíblia nos fala de um projeto de criação e salvação de Deus, para o qual tem usado as figuras e elementos que têm a mão dos escritores quando escrevem sobre este projeto de Deus. Esta passagem concretamente não busca dar-nos dados concretos de como se realizou a criação do universo, mas sim, simplesmente fazer-nos conscientes de que tudo é obra de Deus, que Ele, por meios e tempos que melhor lhe pareceram, criou e deu forma a tudo quanto existe. É o convite a crer no Deus onipotente e excelso a cuja voz tudo tomou forma e figura. Fé e Razão, Fé e Ciência, não se opõem, ambas provêm da sabedoria e do amor infinito de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Protege Senhor, com amor minha família, defenda-a sempre, já que só em ti foi colocada sua esperança. Por nosso Senhor...



REFLEXÃO

Marcos 6,53-56

O texto do evangelho de hoje é parte final do conjunto mais amplo de Marcos 6,45-56 que compreende três assuntos diferentes: (a)-Jesus sobre sozinho à montanha para rezar (Mc 6,45-46). (b)-Em seguida, ao caminhar sobre as águas, vai ao encontro dos discípulos que lutam contra as ondas do mar (Mc 6,47-52). (c)- Agora, no evangelho de hoje, já estando em terra as pessoas procuram Jesus para que cure suas enfermidades (Mc 6,53-56).
• Marcos 6,53-56. As pessoas buscam. Terminada a travessia, chegaram à terra de Genesaré e atracaram. Apenas desembarcaram, e as pessoas o reconheceram e em seguida, toda aquela região começou a trazer enfermos em camas para onde ouviam que Jesus estava. E em qualquer lugar que entrava nas cidades ou aldeias, as pessoas colocavam seus enfermos nas praças e lhe pediam que lhe tocassem a orla de seu manto; e todos os que o tocavam ficavam curados. As pessoas que procuravam Jesus eram numerosas. Vinham de todos os lados, carregando os enfermos. O que chama a atenção é o entusiasmo das pessoas que reconhecem Jesus e começam a segui-lo. O que impulsiona esta busca não é somente o desejo de encontrar ou de estar com Ele, mas sim, o desejo de que Ele cure suas enfermidades. Onde quer que estivesse, em povoados, cidades ou aldeias, colocavam os enfermos nas praças e pediam que tocassem as orlas de seu manto, e quando o tocavam ficavam curados. O evangelho de Mateus comenta e ilumina este fato citando a figura do Servo de Yahvé, do qual disse Isaias: “Carregou sobre si todas as nossas enfermidades” (Is 53,4 e Mt 8,16-17).
• Ensinar e curar, curar e ensinar. Desde o começo de sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galiléia para falar as pessoas sobre o Reino de Deus que está para chegar (Mt 1,14-15). Ali onde não encontra pessoas para ouvi-lo, fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os enfermos, em qualquer lugar: nas sinagogas durante a celebração da Palavra aos sábados (Mc 1,21;3,1;6,2); em reuniões informais nas casas de amigos (Mc 2,1.15;7,17;9,28;10,10); andando pelo caminho com os discípulos (Mc 2,23); ao longo do mar na praia, sentado em um barco (Mc 4,1); no deserto onde se refugia e onde as pessoas o buscam (Mc 1,45;6,32-34); na montanha, onde proclama as bem-aventuranças (Mc 5,1), nas praças das aldeias e cidades, onde as pessoas carregam os enfermos (Mc 6,55-56); no Templo de Jerusalém, na ocasião das romarias, diariamente, sem medo (Mc 14,49). Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (2,13;4,1-2;6,34). Era o que sempre fazia (Mc 10,1). As pessoas ficavam admiradas (Mc 12,37; 1,22,27;11,18) e o procuravam.
• Na raiz desse grande entusiasmo que as pessoas estavam, por um lado, Jesus, que chamava e atraia, e, por outro, o abandono das pessoas que eram como ovelhas sem pastor (cf. Mc 6,34). Em Jesus, tudo era revelação daquilo que o animava por dentro! E não somente falava sobre Deus, mas ainda, o revelava. Comunicava algo daquilo que Ele mesmo vivia e experimentava. Não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele próprio era uma prova, uma testemunha viva do Reino. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa que Deus reine em sua vida. O que vale não são só suas palavras, mas, todo o testemunho, o gesto concreto. Esta é a Boa Nova do Reino que atrai!




PARA REFLEXÃO PESSOAL

O entusiasmo das pessoas na busca de Jesus, na busca de um sentido para a vida e uma solução para seus males. Onde existe isso hoje? Existe em você, ou nas pessoas?
• O que chama a atenção é a atitude carinhosa de Jesus para os pobres e os abandonados. E eu, como me comporto com as pessoas excluídas da sociedade?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 104, 24.35)
• Hoje me deterei alguns minutos diante de alguma obra tua (o céu, a chuva, as nuvens, as montanhas, as árvores, etc.) e te darei graças, comprometendo-me a cuidar do meio ambiente, porque tudo é teu.






sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 08/02/13





SEXTA-FEIRA -08/02/2013

PRIMEIRA LEITURA: Hebreus 13,1-8


• Como em todos os tempos, o cristão tem que ter atenção em três aspectos fundamentais d vida: Por um lado, estar sempre aberto aos demais e exercer a caridade com grande alegria, tendo sempre presente àqueles que sofrem, especialmente aos que sofrem por causa do Evangelho, se nossa fé hoje é pouco valorizada é porque deixamos de lado a atenção aos pobres e marginalizados e nos temos tornado cada vez mais egoístas pensando sé em nós e em nossos problemas. Por outro lado, é necessário estar sempre alerta contra o pecado, pois, é o único que nos pode levar à morte eterna; não podemos baixar a guarda nem um só momento, lembre que somos fracos, que o espírito está pronto, porém, a carne é fraca. E, finalmente, a confiança plena e total em Deus, se bem que hoje passamos por momentos difíceis no ambiente econômico mundial, isto não é exclusivo desta época. O cristão sabe que tem um Pai amoroso que sempre cuida dele, por esta razão vive em paz e com alegria. Irmão não deixe estas coisas para trás, ouvimos hoje a voz do Senhor que nesta cara fala a nosso coração e nos convida a ser para o mundo luz e sal: responda-lhe com alegria.




ORAÇÃO INICIAL

• Senhor conceda-nos amar-te com todo o coração e que nosso amor se estenda, também, a todos os homens. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Marcos 6,14-29

•    O evangelho de hoje descreve como João Batista foi vítima da corrupção e da prepotência do Governo de Herodes. O matarão sem processo, durante um banquete de Herodes com os grandes do reino. O texto traz muita informação sobre o tempo em que Jesus vivia e sobre como os poderosos da época exerciam o poder. Desde o começo do evangelho de Marcos tudo fica como em um suspense. Foi dito: “Depois que levaram João preso, Jesus foi a província da Galiléia e começou a proclamar a Boa Nova de Deus” (Mc 1,14). No evangelho de hoje, quase de repente, nos inteiramos de que Herodes havia matado João Batista. Assim, na cabeça do leitor surge a pergunta: “E o que fará com Jesus?”. “Terá o mesmo destino?”. Além disso, ao fazer um balancete das opiniões das pessoas e de Herodes sobre Jesus, Marcos propõe outra pergunta: “Quem é Jesus?”. Esta última pergunta vai crescendo ao longo do evangelho até receber a resposta definitiva pela boca do centurião aos pés da Cruz: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus!” (Mc 15,39).
• MARCOS 6,14-16. Quem é Jesus? O texto começa expondo as opiniões das pessoas e de Herodes sobre Jesus. Alguns associavam Jesus com João Batista e com Elias. Outros o identificavam como um Profeta, isto é, como alguém que falava em nome de Deus, que tinha o valor de denunciar as injustiças dos poderosos e que sabia animar a esperança dos pequenos. As pessoas compreendiam Jesus partindo das coisas que elas mesmas conheciam, acreditavam e esperavam. Queriam enquadrá-lo dentro dos critérios familiares do Antigo Testamento com suas profecias e esperanças, e da Tradição dos Antigos com suas leis. Porém, eram critérios insuficientes. Jesus não cabia ali dentro. Ele era maior!
• Marcos 6,17-20. A causa do assassinato de João. Galiléia, terra de Jesus, era governada por Herodes Antipas, filho do rei Herodes, o Grande, desde o ano 4 antes de Cristo até o ano 39 depois de Cristo. Quarenta e três anos ao todo! Durante todo o tempo que Jesus viveu, não houve mudança no Governo da Galiléia! Herodes Antipas era dono absoluto de tudo e não prestava conta a ninguém, fazia o que queria. Prepotência, falta de ética, poder absoluto, sem controle por parte das pessoas. Agora, quem mandava na Palestina, desde o ano 63 antes de Cristo, era o Império Romano. Herodes, para não ser deposto, procurava agradar Roma em tudo. Insistia, sobretudo, em uma administração eficiente que proporcionava dinheiro ao Império. Sua preocupação, era sua própria promoção e segurança.. Por isto, reprimia qualquer tipo de subversão. Flavio Josefo, um escritor daquela época, informa que o motivo da prisão de João Batista era o medo que Herodes tinha de um levante popular. Herodes gostava de ser chamado de “benfeitor” do povo, porém, na realidade era um tirano (cf. Lc 22,25). A denuncia de João contra ele (Mc 6,18), foi a gota que fez transbordar o copo, e João foi levado preso.
• Marcos 6,21-29: A trama do assassinato. Aniversário e banquete de festa, com danças e orgias! Era o ambiente em que se maquinavam as alianças. A festa contava com a presença “dos grandes da corte, dos oficiais e das pessoas importantes da Galiléia”. E este é o ambiente no qual se trama o assassinato de João Batista, o profeta, era uma denuncia viva deste sistema corrompido. Por isto, foi eliminado sob o pretexto de um problema de vingança pessoal. Tudo isto revela a fraqueza moral de Herodes. Tanto poder acumulado nas mãos de um homem sem controle de si mesmo! No entusiasmo da festa e do vinho, Herodes fez um juramento leviano a uma jovem bailarina. Supersticioso como era, pensava que devia manter este juramento. Para Herodes, a vida dos súditos não valia nada. Dispunha deles como dispunha da posição das poltronas de sua sala. Marcos conta o fato tal qual e deixa para as comunidades a tarefa de tirar conclusões.




PARA REFLEXÃO PESSOAL


•    Você conhece casos de pessoas que foram mortas vitimas da corrupção e do domínio dos poderosos? E em nossa comunidade e em nossa igreja, existem vítimas do autoritarismo?
• Herodes, o poderoso que pensava ser o dono da vida e da morte das pessoas, era um grande supersticioso, com medo diante de João Batista. Era um covarde diante dos grandes. Um homem corrompido diante da jovem. Superstição, covardia e corrupção marcavam o exercício do poder de Herodes. Compará-lo com o exercício do poder religioso e civil nos vários níveis da sociedade e da Igreja.




ORAÇÃO FINAL

•    (SALMO 18,31)
• Hoje irei a algum necessitado – preso ou enfermo – e atenderei sua necessidade, pensando que é a Jesus que estou atendendo.