quinta-feira, 30 de maio de 2013

Lectio Divina - 30/05/13

QUINTA-FEIRA -30/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Gênesis 14,18-20 

• Muitos biblistas vêem nessa passagem um argumento em apoio da dinastia davídica e sua assimilação de deveres sacerdotais. É verdade que Malki-Sédeq era visto como protótipo do rei davídico ideal (Sl 110,4), mas dizer que a aceitação da bênção de Malki-Sédeq por Abraão sugere que os descendentes de Abraão aceitarão a dinastia davídica vai além do texto. É provável que a inclusão da passagem reflita o interesse do autor em ligar Abraão com Jerusalém e seu rei-sacerdote e na identificação do Senhor com o Deus em nome de quem Abrão é abençoado.






ORAÇÃO INICIAL 

• Concede-nos tua ajuda, Senhor, para que o mundo progrida, segundo teus desígnios; gozem as nações de uma paz estável e tua igreja se alegre de poder servir-te com uma entrega confiada e pacífica. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Lucas 9,11b-17

“Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha" (1 Cor 11, 26).
• Com estas palavras, São Paulo recorda aos cristãos de Corinto que a "ceia do Senhor" não é apenas um encontro de convívio, mas também e, sobretudo, o memorial do sacrifício redentor de Cristo. Quem nele participa explica o Apóstolo une-se ao mistério da morte do Senhor, aliás, faz-se "anunciador" da mesma.
• Portanto, existe um relacionamento muito estreito entre o "fazer a Eucaristia" e "o anunciar Cristo". Entrar em comunhão com Ele, no memorial da Páscoa, significa ao mesmo tempo tornar-se missionário do evento que tal rito atualiza; num certo sentido, significa torná-lo contemporâneo de todas as épocas, até que o Senhor volte.
Caríssimos Irmãos e Irmãs, revivemos esta maravilhosa realidade na hodierna solenidade do Corpus Christi, em que a Igreja não apenas celebra a Eucaristia, mas também a leva de forma solene em procissão, anunciando publicamente que o Sacrifício de Cristo é para a salvação do mundo inteiro.
• Reconhecido por este dom imenso, ela reúne-se em redor do Santíssimo Sacramento, porque ali estão a fonte e o ápice do próprio ser e agir. Ecclesia de Eucharistia vivit! A Igreja vive da Eucaristia e sabe que esta verdade não exprime apenas uma experiência cotidiana de fé, mas encerra de modo sintético o núcleo do mistério que ela mesma é (cf. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 1).
• Desde que, com o Pentecostes, o Povo da Nova Aliança "iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança" (Ibidem).
"Dai-lhes vós mesmos de comer" (Lc 9, 13).
• A página evangélica que acabamos de escutar oferece uma imagem eficaz do vínculo íntimo que existe entre a Eucaristia e esta missão universal da Igreja. Cristo, "pão vivo que desceu do Céu", é o único que pode saciar a fome do homem de todos os tempos e em todas as regiões da terra.
• Porém, ele não quer fazê-lo sozinho, e assim, como na multiplicação dos pães, envolve também os discípulos: "Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os deu-os aos discípulos para que os distribuíssem à multidão" (Lc 9, 16).
• Este sinal milagroso é figura do maior mistério de amor que se renova cada dia na Santa Missa: mediante os ministros ordenados, Cristo dá o seu Corpo e o seu Sangue pela vida da humanidade. E quantos se nutrem dignamente à sua Mesa, tornam-se instrumentos vivos da sua presença de amor, de misericórdia e de paz.
• Com íntima emoção, ouvimos ressoar no coração este convite ao louvor e à alegria. 
• Contemplando Maria, compreenderemos melhor a força transformadora que a Eucaristia possui. Colocando-nos à escuta dela, encontraremos no mistério eucarístico a coragem e o vigor para seguir Cristo Bom Pastor e para O servir nos irmãos.





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Que parte do texto chamou mais sua atenção? Por quê?
• Jesus disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu”. O que significa isto? 
• O que nos diz o texto sobre a pessoa de Jesus: títulos, funções, etc.?
• De que modo este texto nos ajuda a entender melhor o significado da Eucaristia?


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 109,110)
• Senhor Jesus, damos-te graças por tua Palavra que nos tem feito ver melhor a vontade do Pai. Faz com que Teu Espírito ilumine nossas ações e nos dê força para seguir o que Tua Palavra nos tem feito ver. Faz com que nós como Maria tua Mãe, possamos não só ouvir, mas também colocar em prática a Palavra. Tu que vives e reina com o Pai na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.





quarta-feira, 29 de maio de 2013

Lectio Divina - 29/05/13

QUARTA-FEIRA -29/05/2013



PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 36,1-2.5-6.13-19


• Estamos lendo uma bela passagem que nos mostra a idéia que tinha o povo de Israel sobre seu Deus. Era um Deus terno, compassivo, um Deus que cumpre suas promessas, que dá à cada mais do que merecem suas obras, um Deus atento às suplicas dos humildes. Jesus nos revelou em seu Evangelho que todas estas idéias não só são corretas, mas, que têm que ser superadas, pois, ele próprio nos revelou que este Deus é um PAI. Quando o cristão consegue entender em seu coração que Deus é SEU pai, toda sua existência se transforma como produto da confiança infinita que nasce do saber que Deus é seu Paizinho (como lhe chamava Jesus: Abba). É a partir desse momento quando se estabelece uma relação de confiança total que faz com que nos possamos colocar como diz o Pe. Carlos de Focalud, “em suas mãos com uma confiança INFINITA”. Peça ao Espírito Santo em tua oração diária, que te faça conhecer interiormente que Deus é teu PAI, e que te faça experimentar seu amor.






ORAÇÃO INICIAL 

• Concede-nos tua ajuda, Senhor, para que o mundo progrida, segundo teus desígnios; gozem as nações de uma paz estável e tua igreja se alegre de poder servir-te com uma entrega confiada e pacífica. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Marcos 10,32-35

• O evangelho de hoje apresenta o terceiro anuncio da paixão e, novamente, como nas vezes anteriores, mostra a incoerência dos discípulos (Cf. Mc 9,30-37). Enquanto Jesus insistia no serviço e na entrega de sua vida, eles continuavam discutindo sobre os primeiros postos no Reino, um a direita e outro a esquerda do trono. E tudo isto indica que os discípulos continuavam cegos! Sinal de que a ideologia dominante da época havia penetrado profundamente em sua mentalidade. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, todavia não havia renovado sua maneira de ver a s coisas. Olhavam para Jesus com o antigo olhar. Queriam uma retribuição pelo fato de seguir Jesus.
• Marcos 10,32-34: O terceiro anuncio da paixão. Eles vão a caminho de Jerusalém. Jesus os precede. Tem pressa. Sabe que vão matá-lo. O profeta Isaias já havia anunciado (Is 50,4-6;53,1-10). Sua morte não é fruto de um destino cego ou de um plano já preestabelecido, mas, é a conseqüência do compromisso assumido com a missão que recebeu do Pai ao lado dos excluídos de seu tempo. Por isto, Jesus alerta aos discípulos sobre a tortura e a morte à que vai enfrentar, ali em Jerusalém. Pois, o discípulo tem que seguir seu mestre, ainda que for para sofrer com ele. Os discípulos estavam espantados, e os que o seguiam estavam com medo. Não entendiam o que estava acontecendo. O sofrimento não combinava com a idéia que eles tinham do messias.
• Marcos 10,35-37: Pedem o primeiro posto. Os discípulos não só não entendiam, mas, continuavam com suas ambições pessoais. Tiago e João pedem um lugar preferencial na glória do Reino, um a direita e outro a esquerda de Jesus. Querem adiantar-se a Pedro! Não entendem a proposta de Jesus. Estavam preocupados só com seus próprios interesses. Isto reflete o enfrentamento e as tensões que existiam nas comunidades, no tempo de Marcos, e que existem até hoje em nossas comunidades. No evangelho de Mateus é a mãe de Tiago e de João que pede para os filhos (Mt 20,20). Provavelmente, diante da difícil situação de pobreza e da falta de emprego crescente naquela época, a mãe intercede pelos filhos e tenta garantir que tenham um emprego na vinda do Reino que Jesus tanto falava.
• Marcos 10,38-40: A resposta de Jesus. Jesus reage com firmeza: “Não sabeis o que pedis”. E pergunta se são capazes de beber o cálice que Ele, Jesus, beberá, e se estão dispostos a receber o batismo que Ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue! Jesus quer saber se eles, em vez de lugar de destaque, aceitam entregar a vida até morte. Os dois respondem: “Podemos!”. Parece uma resposta da boca para fora, pois, poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram só na hora do sofrimento (Mc 14,50). Eles não têm muita consciência crítica, nem percebem sua realidade pessoal. Quanto ao lugar de destaque, de honra, no Reino ao lado de Jesus, quem o dá é o Pai. O que Ele Jesus tem para oferecer é o cálice e o batismo, o sofrimento e a cruz.
• Marcos 10,41-44: Entre vós não seja assim. No final da instrução sobre a Cruz, Jesus fala, de novo, sobre o exercício de poder (Mc 9,33-35). Naquele tempo, os que detinham o poder no Império Romano não tinham em conta as pessoas. Agiam segundo entendiam (Mc 6,17-29). O Império Romano controlava o mundo e o mantinha submetido pela força das armas e assim através de tributos, impostos e taxas, conseguia concentrar a riqueza das pessoas nas mãos de poucos lá em Roma. A sociedade estava caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus tinha outra proposta. Disse: “Entre vós não deverá ser assim! E quem quer ser grande entre vós, será vosso servidor”. Ele ensina contra os privilégios e contra a rivalidade. Inverte o sistema e insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal. A comunidade tem que apresentar uma alternativa para a convivência humana.
• Marcos 10,45: O resumo da vida de Jesus define sua missão e sua vida: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas sim, para servir e dar a vida como resgate por muitos”. Jesus é o Messias Servo, anunciado pelo profeta Isaias (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Aprendeu de sua mãe que disse ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor!” (Lc 1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo. Nesta frase na qual Ele define sua vida, aparecem os três títulos mais antigos, usados pelos primeiros cristãos para expressar e comunicar aos demais, o que Jesus queria indicar ao usá-los: Filho do Homem, Servo de Yahweh, Resgate dos excluídos (libertador, salvador). Humanizar a vida, Servir aos irmãos e as irmãs, Acolher os excluídos. 





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Tiago e João pediram o primeiro posto no Reino. Hoje muita gente reza a Deus pedindo dinheiro, promoção, cura, êxito. Eu, o que é que procuro em minha relação com Deus e o que peço em minha oração?
• Humanizar a vida, Servir aos irmãos e as irmãs, Acolher os excluídos. É o programa de Jesus, e nosso programa. Como estou fazendo isso?



ORAÇÃO FINAL 

• (SALMO 98,2-3)
• Hoje viverei em constante ação de graças por todos os dons e bens que Deus me tem dado, por pura generosidade sua.






terça-feira, 28 de maio de 2013

Lectio Divina - 28/05/13

TERÇA-FEIRA -28/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 35,1-15

• A lei é uma palavra que merece estar em constante luta contra o valor absoluto das sociedades atuais: a liberdade. Quando o homem é convidado ou impedido a cumprir a lei, este se sente manchado no mais sagrado de seu interior, sente que é vitima no templo de sua sacralidade. Porém, a lei é algo próprio do homem, precisamente porque é sujeito de direitos. A lei nasce, antes de tudo, para proteger os direitos que os homens ganharam desde o momento de seu nascimento. Todavia, devido a estes direitos, corremos o risco de esquecer que outras pessoas têm os mesmos direitos que nós e é por isso que nossas liberdades se vêem podadas pelo direito do outro. Deus não procura limitar nossas liberdades, só espera que nós recordemos que os demais são irmãos nossos que querem respeito, atenção, cuidado e afeto e que assim como eles podem ter alguma necessidade, eu também posso encontrar alguma ocasião em seu lugar, por isso, a Deus agrada que os demais renunciem um pouco a nossa egolatria e sejamos um pouco generosos com os demais.






ORAÇÃO INICIAL 

• Concede-nos tua ajuda, Senhor, para que o mundo progrida, segundo teus desígnios; gozem as nações de uma paz estável e tua igreja se alegre de poder servir-te com uma entrega confiada e pacífica. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 10,28-31

• No evangelho de ontem, Jesus falava da conversão que tem que existir na relação dos discípulos com os bens materiais: desprender-se das coisas, vender tudo, dar aos pobres e seguir Jesus. Isto é, como Jesus, viver em uma total gratuidade, entregando a própria vida a Deus e colocando-a em suas mãos a serviço dos irmãos e das irmãs. No evangelho de hoje, Jesus explica melhor como deve ser esta vida de gratuidade e de serviço daqueles que abandonam tudo por Jesus e pelo Evangelho.
• Marcos 10,28-31: Os cem por um, porém, com perseguições. Pedro observa: “Já o vês, nós deixamos tudo e te seguimos”. É como se dissesse: “Fizemos o que o Senhor pediu ao jovem rico. Deixamos tudo e te seguimos. Explica-nos como deve ser nossa vida?”. Pedro quer que Jesus explicite um pouco mais o novo modo de viver com espírito de gratuidade e de serviço. A resposta de Jesus é bonita, profunda e simbólica: “Eu vos asseguro: ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou fazenda por mim e pelo Evangelho ficará sem receber os cem por um: agora, no presente, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e fazenda, com perseguições; e no mundo vindouro, vida eterna”. O tipo de vida que resulta da entrega de tudo é o que Jesus quer realizar: (a)-alarga a família e cria comunidade, pois aumenta cem vezes o número de irmãos e irmãs. b)-Faz com que os bens se compartilhe, pois, todos terão cem vezes mais casas e campos. A providência divina se encarna e passa pela organização fraterna, onde tudo é de todos e não haverá mais necessitados. Eles cumprem a lei de Deus que pede “entre vós não haja pobres” (Dt 15,4-11). Foi o que fizeram os primeiros cristãos (Hb 2,42-45). É a vivência perfeita do serviço e da gratuidade. c)-Não devem esperar nenhuma vantagem em troca, nem segurança, nem promoção de nada. Pelo contrário, nesta vida terá tudo isto, porém, com perseguições. Pois, os que neste mundo organizado a partir do egoísmo e dos interesses de grupos e pessoas, vivem a partir do amor gratuito e da entrega de si, estes, como Jesus, serão crucificados. d)-Serão perseguidos neste mundo, porém, no mundo futuro terão a vida eterna da qual falava o jovem rico.
• Jesus a opção pelos pobres. Um duplo cativeiro marcava a situação das pessoas na época de Jesus: o cativeiro da política de Herodes, apoiada pelo Império Romano e mantida por todo um sistema bem organizado de exploração e de repressão, e o cativeiro da religião oficial, mantida pelas autoridades religiosas da época. Por isto, o clã, a família, a comunidade, estava se desintegrando e uma grande parte das pessoas vivia excluída, marginalizada, sem teto, sem religião, sem sociedade. Por isto havia vários movimentos que, como Jesus, procurava uma nova maneira de viver e conviver em comunidade: essênios, fariseus e, mais tarde, os zelotes. Dentro da comunidade de Jesus, entretanto, havia algo novo que marcava a diferença com os outros grupos. Era a atitude diante dos pobres e excluídos. As comunidades dos fariseus viviam separadas. A palavra “fariseu” quer dizer “separado”. Viviam separadas do povo impuro. Muitos fariseus consideravam o povo como ignorante e maldito (Jo 7,49), lugar de pecado (Jo 9,34). Jesus e sua comunidade, pelo contrário, viviam mesclados com as pessoas excluídas, consideradas impuras: publicanos, pecadores, prostitutas, leprosos. Jesus reconhece a riqueza e o valor que os pobres possuem (Mt 11,25-26). Os proclama felizes porque o Reino é deles, dos pobres (Lc 6,20). Define sua própria missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4,18). Ele mesmo vive como pobre. Não possui nada seu, nem sequer uma pedra onde reclinar a cabeça. E quem quer seguir-lhe para viver com Ele, manda escolher: ou Deus ou o dinheiro! Manda fazer a opção pelos pobres. A pobreza que caracterizava a vida de Jesus e dos discípulos, caracterizava também a missão. Ao contrário dos outros missionários, os discípulos e as discípulas de Jesus não podiam levar nada, nem ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem sacola, nem sandálias. Deviam confiar na hospitalidade (Lc 9,4). E no caso de serem acolhidos pelas pessoas, deviam trabalhar como todo mundo e viver do que recebiam em troca. Além disso, deviam ocupar-se dos enfermos e necessitados (Mt 10,8). Então, podiam dizer as pessoas: “O Reino de Deus está chegando!” (Lc 10,9).





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Em tua vida, como acolhe a proposta de Pedro: “Deixamos tudo e te seguimos?”.
• Compartilhar, gratuidade, serviço, acolhida aos excluídos são sinais do Reino. Como eu vivo isso hoje?



ORAÇÃO FINAL 

• (SALMO 98,3-4)
• Hoje brindarei minha ajuda, tempo e atenção quem eu veja que necessita.





segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lectio Divina - 27/05/13

SEGUNDA-FEIRA -27/05/2013




PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 17,20-28

• Um dos livros cheios de conselhos sobre como viver a vida de fidelidade a Deus, é o livro do Eclesiástico, também conhecido como livro de Sirácida. A passagem que nos propõe hoje a liturgia centra sua atenção na conversão, a qual não é algo que acontece em um momento, mas sim, é um processo que se inicia em um momento e se prolonga durante toda a vida. Este processo se chama em grego: “METANÓIA”, que significa: “MUDAR DE RUMO”. Ao finalizar os tempos fortes da Páscoa e da Quaresma, a igreja nos convida a retomar nosso caminho de conversão, o qual, procura diante de tudo quitar os obstáculos que nos impedem viver na graça e no amor de Deus. Deus nos tem presenteado seu Espírito para que em nossa vida brilhe sua luz e seu amor se faça manifesto aos demais. Tem-nos dado, junto com isto, a força para que evitemos (sempre em um processo) tudo o que nos afasta de Jesus. Retoma com ânimo renovado teu caminho de perfeição no Senhor.






ORAÇÃO INICIAL 

• Concede-nos tua ajuda, Senhor, para que o mundo progrida, segundo teus desígnios; gozem as nações de uma paz estável e tua igreja se alegre de poder servir-te com uma entrega confiada e pacífica. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 10,17-27

• O evangelho de hoje narra duas coisas: (a)-conta a história do homem rico que pergunta pelo caminho da vida eterna, e (b)-Jesus chama a atenção sobre o perigo das riquezas. O homem rico não aceitou a proposta de Jesus, pois, era muito rico. Uma pessoa rica esta protegida pela segurança que a riqueza lhe dá. Tem dificuldade em abrir a mão e deixar escapar esta segurança. Agarrada às vantagens de seus bens vive defendendo seus próprios interesses. Uma pessoa pobre não costumava ter esta preocupação. Porém, pode ter uma cabeça de rico. Então, o desejo de riqueza cria nela uma dependência e faz que esta pessoa se torne escrava do consumismo. Existe gente que tem tantas atividades que já não tem tempo para dedicar-se ao serviço do próximo. Com esta problemática na cabeça, tanto das pessoas como dos países, vamos meditar o texto do homem rico. 
• Marcos 10,17-19: A Observância dos mandamentos e da vida eterna. Alguém chega próximo de Jesus e lhe pergunta: “Bom Mestre, o que é que devo fazer para ter por herança a vida eterna?”. O evangelho de Mateus informa que se trata de um jovem. (Mt 19,20.22). Jesus responde bruscamente: “Por que é que me chamas de bom? Ninguém é bom, mas sim, somente Deus!”. Jesus afasta a atenção sobre si mesmo e aponta para Deus, pois, o que importa é fazer a vontade de Deus, revelar o Projeto do Pai. Em seguida, Jesus afirma: “Já conhece os mandamentos: Não matar, não cometer adultério, não roubar, não levantar falso testemunho, não ser injusto, honrar pai e mãe”. É importante olhar bem a resposta de Jesus. O jovem havia perguntado pela vida eterna. Queria viver próximo de Deus! Mas, Jesus não menciona os três primeiros mandamentos que definem nossa relação com Deus. Lembra os mandamentos que falam do respeito à vida próxima do próximo! Para Jesus, só conseguimos estar bem com Deus, se estamos bem com o próximo. Não serve de nada enganar-se. A porta para chegar a Deus é o próximo.
• Marcos 10,20: Observar os mandamentos, para que serve? O homem responde dizendo que já observava os mandamentos desde a sua juventude. O que é curioso é o seguinte. Ele havia perguntado pelo caminho da vida. Agora, o caminho da vida era e continua sendo: fazer a vontade de Deus expressa nos mandamentos. Quer dizer, que ele observava os mandamentos sem saber a que serviam. Do contrário, não haveria feito a pergunta. É como ocorre a muitos católicos de hoje: não sabem dizer para que é que serve ser católico. “Nasci em um país católico, por isto sou católico!”. Coisa de costumes!
• Marcos 10,21-22: Compartilhar os bens com os pobres e seguir Jesus. Ouvindo a resposta do jovem: “Jesus fixando nele seus olhos, o chamou e disse: Uma coisa te falta, ande quanto tens vende-os e dê aos pobres e terás um tesouro no céu, depois, vem e segue-me!”. A observância dos mandamentos é apenas o primeiro degrau de uma escada que vai mais além e mais alto. Jesus pede mais! A observância dos mandamentos prepara a pessoa para que possa chegar a entrega total de si a favor do próximo. Jesus pede muito, porém, o pede com muito amor. O jovem não aceitou a proposta de Jesus e se foi “porque tinha muitos bens”.
• Marcos 10,23-27: O camelo e o buraco da agulha. Depois que o jovem se foi, Jesus comentou sua decisão: “É difícil que aqueles que tenham riquezas entrem no Reino dos Céus! É mais fácil que um camelo passe pelo buraco da agulha, que um rico entrar no Reino de Deus”. A expressão “entrar no Reino” indica não só e em primeiro lugar a entrada no céu depois da morte, mas sim, também e, sobretudo, a entrada na comunidade ao redor de Jesus. A comunidade é e deve ser uma mostra do Reino. A alusão à impossibilidade de que um camelo passe pelo buraco da agulha vem de um provérbio popular da época usado pelo povo para dizer que uma coisa era humanamente impossível. Os discípulos ficaram desconcertados diante da afirmação de Jesus e se perguntavam uns aos outros: “Quem poderá se salvar?”. Sinal de que não haviam entendido a resposta de Jesus ao jovem rico: “Vai, vende todos seus bens e dê aos pobres, depois vem e segue-me!”. O jovem havia observado os mandamentos desde sua juventude, mas, sem entender porque da observância. Algo semelhante estava acontecendo com os discípulos. Eles já haviam abandonado todos os bens segundo havia pedido Jesus ao jovem rico, porém, sem entender o porquê do abandono! Se não houvessem entendido não haveriam ficado assombrados diante da exigência de Jesus. Quando a riqueza ou o desejo de riqueza ocupam o coração e os olhos, a pessoa deixa de perceber o sentido do evangelho. Só Deus pode ajudar! Jesus olha para os discípulos e diz: “Para os homens é impossível, porém, não para Deus. Porque tudo é possível para Deus!”. 





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Uma pessoa que vive preocupada com sua riqueza ou que vive adquirindo as coisas da propaganda da televisão, pode libertar-se de tudo para seguir Jesus e viver em paz em uma comunidade cristã? É possível? O que você pensa? Como você faz?
• Conhece alguém que conseguiu deixar tudo pelo Reino? O que é que significa hoje para nós: “Vai, vende tudo, dê aos pobres?”. Como entender e praticar hoje os conselhos que Jesus deu ao jovem rico? 




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 111,1-2)
• Hoje viverei em um constante regressar a Deus e merecerei seu perdão, perdoando a quem me tenha ofendido.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Lectio Divina - 22/05/13


QUARTA-FEIRA -22/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 4,12-22


• A sabedoria que vem de Deus supõe um esforço da parte do homem para encontrá-la, para submeter-se a ela e para permitir que lhe guie em todos os campos de sua vida. Este princípio tem a ver diante de tudo, com a obediência a Deus, pois neste caso sabedoria se identifica com docilidade à Palavra de Deus, a suas leis e a sua aliança. Quem permanece fiel a Deus em todos os momentos de sua vida, pode-se dizer que é uma pessoa “sábia”. Diante desta sabedoria se mantém as mesmas atitudes que devemos manter diante de Deus: procurá-la, amá-la, servi-la escutá-la, obedecer-lhe, confiar nela. E uma vez que o homem se deixa guiar por esse dom divino, é que o homem gozará de todas as bênçãos que Deus lhe dá.






ORAÇÃO INICIAL 

• Deus todo poderoso e eterno: conceda a teu povo que a meditação assídua de tua doutrina lhe ensine a cumprir de palavra e de trabalho, o que a ti compraz. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 9,38-40

• Hoje o evangelho nos apresenta um belo e atual exemplo da pedagogia de Jesus. Mostra-nos que Ele ajudava seus discípulos a perceber e a superar a “levedura dos fariseus e de Herodes”.
• Marcos 9,38-40: A mentalidade da exclusão: “não está conosco!”. Alguém que não era da comunidade usava o nome de Jesus para expulsar os demônios. João, o discípulo, vê e proíbe: “Vamos impedi-lo, porque não está conosco!”. Em nome da comunidade impede que o outro possa fazer uma boa ação! Por ser discípulo, ele pensa ter o monopólio sobre Jesus e, por isto, quer proibir que outros usem o nome de Jesus para realizar o bem. Era a mentalidade fechada e antiga do “Povo eleito, Povo separado!”. Jesus responde: “Não o impeça, pois não existe ninguém que opere um milagre invocando meu nome e que logo seja capaz de falar mal de mim. Pois, o que não está contra nós, está a nosso favor” (Mc 9,40). Dificilmente é possível encontrar uma afirmação mais ecumênica que esta afirmação de Jesus. Para Jesus, o que importa não é se a pessoa faz ou não faz parte da comunidade, porém se faz ou não o bem que a comunidade deve realizar. 
• Um retrato de Jesus como formador de seus discípulos. Jesus, o Mestre, é o eixo o centro e o modelo de formação dada aos discípulos. Por suas atitudes, é uma mostra do Reino, encarna o amor de Deus e o revela. Muitos pequenos gestos refletem este testemunho de vida com que Jesus marcava sua presença na vida dos discípulos e das discípulas, preparando-os para a vida e a missão. Era sua maneira de dar forma humana à experiência que Ele próprio tinha de Deus como Pai. Eis aqui um retrato de Jesus como formador de seus discípulos:
• Os envolve na missão (Mc 6,7;Lc 9,1-2;10-1),
• Ao voltar, faz revisão com eles (Lc 10,17-20),
• Os corrige quando se equivocam e querem ser os primeiros (Mc 9,33-35;10,14-15),
• Espera o momento oportuno para corrigir (Lc 9,46-48; Mc 10,14-15).
• Os ajuda a discernir (Mc 9,28-29),
• Os interpela quando são lentos (Mc 4,13;8,14-21),
• Os prepara para o conflito (Jo 16,33;Mt 10,17-25),
• Os manda observar a realidade (Mc 8,27-29; Jo 4,35; Mt 16,1-3),
• Reflete com eles sobre as questões do momento (Lc 13,1-5),
• Os confronta com as necessidades das pessoas (Jo 6,5),
• Ensina-lhes que as necessidades das pessoas estão acima das prescrições rituais (Mt 12,7.12),
• Tem momentos só com eles para poder instruí-los (Mc 4,34;7,17;9,30-31;10,10;13,3),
• Sabe ouvir, ainda quando o diálogo é difícil (Jo 4,7-42),
• Os ajuda a aceitarem-se a si mesmos (Lc 22,32),
• É exigente e pede que deixem tudo por amor a Ele (Mc 10,17-31),
• É severo com a hipocrisia (Lc 11,37-53),
• Faz mais perguntas que dar respostas (Mc 8,17-21),
• É firme e não se deixa desviar pelo caminho (Mc 8,33; Lc 9,54), 
• Os prepara para o conflito e para a perseguição (Mt 10,16-25).
• A formação não era, em primeiro lugar, a transmissão de verdades que tinham que aprender de memória, mas sim, uma comunicação da nova experiência de Deus e da vida que irradiava de Jesus para seus discípulos e discípulas. A comunidade que se formava ao redor de Jesus era a expressão desta nova experiência. A formação levava as pessoas a ter outros olhos, outras atitudes. Fazia nascer nelas uma nova consciência a respeito da missão e, a respeito de si mesma. Fazia que fossem colocando os pés ao lado dos excluídos. Produzia, depois de pouco tempo, uma “conversão” como conseqüência da aceitação da Boa Nova (Mc 1,15).





PARA REFLEXÃO PESSOAL

O que é que significa hoje, no século XXI, para mim, para nós, a afirmação de Jesus que diz: Quem não está contra nós, está a nosso favor?
• Como acontece a formação de Jesus em minha vida?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 103,1-2)
• Hoje deixarei que o Espírito Santo me lembre as palavras de Jesus a respeito do amor, serviço e solidariedade para com meu irmão.





terça-feira, 21 de maio de 2013

Lectio Divina - 21/05/13


TERÇA-FEIRA -21/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 2,1-13

• Apenas no principio deste livro, o autor, um homem versado no trato com Deus, adverte a seus leitores que o serviço do Senhor não é fácil. Jesus já havia advertido seus discípulos. “O que quiser seguir-me que negue a si mesmo e tome sua cruz”. O caminho do Senhor, isto é, o caminho evangélico, é um caminho de renuncia, o que faz, como o próprio Jesus disse, que seja um caminho estreito e que só os aguerridos o conquistem. Ser cristão, isto é, um amante de Deus, nunca foi fácil, pois, a maneira de viver de quem fez a opção definitiva por Cristo, é tal que faz que os demais o vejam e o tratem como um ser estranho e que, em não poucas vezes, se tenha que se ver envolto por calunias, intrigas, etc. Jesus advertiu seus discípulos: vão perseguir-vos, inclusive haverá vezes em que serão condenados, as pessoas, pensarão que estão fazendo um serviço ao Senhor. Certamente, irmãos, seguir Cristo, ser um cristão de pé e cabeça, não é fácil, por isso, quem empreende essa aventura com o Senhor, deverá estar realmente preparado à sofrer por Ele, a ser rejeitado pelo mundo, pelos amigos, inclusive até por aqueles que tanto amamos. Entretanto, como diz o mesmo autor: quem é que confiou no Senhor e ficou desapontado? Quem é que perseverou em seu santo temor e foi abandonado? Quem é que o invocou e não foi atendido? Com essa confiança é que nós os cristãos, encaramos a aventura e o privilégio de haver sido chamados a ser testemunhos do Ressuscitado.






ORAÇÃO INICIAL 

• Deus todo poderoso e eterno: conceda a teu povo que a meditação assídua de tua doutrina lhe ensine a cumprir de palavra e de trabalho, o que a ti compraz. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 9,30-37

• O evangelho de hoje apresenta o segundo anuncio da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Como no primeiro anuncio, os discípulos ficam espantados e com medo. Não entendem a palavra sobre a cruz, porque não capazes de entender nem de aceitar um Messias que se faça servo dos irmãos. Eles continuam sonhando com um messias glorioso e mostram, além disto, uma grande incoerência. Enquanto Jesus anuncia sua Paixão e Morte, eles discutem entre si quem deles é o maior. Jesus quer servir, eles só pensam em mandar! A ambição os leva a auto promover-se à custa de Jesus. Até hoje, aqui e ali, o mesmo desejo de autopromoção aparece em nossas comunidades.
• Tanto na época de Jesus, como na época de Marcos, havia a “levedura” da ideologia dominante. Hoje também, a ideologia das propagandas do comércio, do consumismo e das novelas influi profundamente na maneira de pensar e agir das pessoas. Na época de Marcos, nem sempre as comunidades eram capazes de manter uma atitude critica frente à invasão do Império Romano. E hoje?
• Marcos 9,30-32: O anuncio da Cruz. Jesus caminha pela Galiléia, porém, não quer que as pessoas saibam, pois, está ocupado com a formação dos discípulos e conversa com eles sobre a Cruz. Diz que, conforme a profecia de Isaias (Is 53,1-10), o Filho do Homem devia ser entregue e condenado à morte. Isto indica que Jesus desejava se orientar pela Bíblia, tanto na realização de sua própria missão, como na formação dada aos discípulos. Ele tirava seu ensinamento das profecias. Como no primeiro anuncio (Mc 8,32), os discípulos o escutavam, porém, não entendiam a palavra sobre a cruz. Mas, tampouco, pedem esclarecimentos. Têm medo de deixar transparecer sua ignorância!
• Marcos 9,33-34: A mentalidade de competição. Ao chegar a casa, Jesus pergunta: “O que é que discutiam pelo caminho?”. Eles não respondem. É o silêncio de quem se sente culpado, “pois pelo caminho haviam discutido entre si quem era o maior”. Jesus é bom pedagogo. Não intervém imediatamente. Sabe esperar o momento para lutar contra a influência da ideologia em seus formandos. A mentalidade de competição e de prestígio, que caracterizava a sociedade do Império Romano, já se infiltrava na pequena comunidade que estava a ponto de começar! Aqui aparece o contraste, a incoerência: enquanto Jesus se preocupa em ser Messias Servo, eles só pensam em ser o maior! Jesus procura descer. E eles querem subir! 
• Marcos 9,35-37: Servir, em vez de mandar. A resposta de Jesus é um resumo do testemunho de vida que Ele próprio vinha dando desde o começo: Quem que ser o primeiro, seja o último de todos, o servo de todos. Pois, o último não ganha premio nem recompensa. É um servo inútil (cf. Lc 17,10). O poder tem que ser usado não para subir e dominar, mas sim, para descer e servir. Este é ponto em que Jesus mais insistia e do qual mais deu testemunho (cf. Mc 10,45; Mt 20,28; Jo 13,1-16). Em seguida, Jesus coloca uma criança no meio deles. Uma pessoa que só pensa subir e dominar, não prestaria grande atenção nos pequenos. Porém, Jesus inverte tudo! Diz: O que recebe a um destes pequenos em meu nome, a mim é que recebe. Quem me recebe, recebe àquele que me enviou. Ele se identifica com as crianças. Quem acolhe aos pequenos em nome de Jesus, acolhe o próprio Deus.
• Não pelo fato de que uma pessoa “siga Jesus” já é santa e renovada. No meio dos discípulos, novamente, a “levedura de Herodes e dos fariseus” levantava a cabeça. No episódio do evangelho de hoje, Jesus aparece como o mestre que forma seus seguidores. “Seguir” era um termo que fazia parte do sistema educativo da época. Era usado para indicar a relação entre discípulo e mestre. A relação mestre-discípulo é diferente na relação professor-aluno. Os alunos assistem as explicações do professor sobre uma determinada matéria. Os discípulos “seguem” o mestre e convivem com ele, vinte e quatro horas por dia. Foi nesta “convivência” de três anos com Jesus, que os discípulos e as discípulas receberam sua formação. O evangelho de amanhã nos dará outro exemplo muito concreto de como Jesus formava seus discípulos. 





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus quer descer e servir. Os discípulos querem subir e dominar. Você? Qual é a motivação mais profunda do seu “eu” desconhecido?
• Seguir Jesus e estar com Ele, vinte e quatro horas ao dia, e deixar que seu modo de viver se torne meu modo e viver e conviver. Está acontecendo isto comigo?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 19,15)
• Hoje se experimentar algum temor, dor ou sofrimento, direi com o coração na mão: “Pai, me coloco em tuas mãos. Faz de mim o que quiseres!”.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lectio Divina - 20/05/13


SEGUNDA-FEIRA -20/05/2013

PRIMEIRA LEITURA: Eclesiástico 1,1-10

• A reflexão do autor sagrado em relação a sabedoria se centra primeiro em sua Fonte, o próprio Deus que a convoca à existência. A sabedoria existe porque Deus é sábio e sua sabedoria consiste não em ciência, mas sim no amor a suas criaturas, a todos aqueles que Ele chamou à vida e à existência. A sabedoria é uma conotação de Deus porque Ele olha o interior de suas criaturas, porque seu conhecimento chega ao coração das coisas criadas. Porém, sua sabedoria não é conhecimento “intelectual”, mas, antes de tudo, é amor por quanto chama para a vida, mas, esse amor é comunicado àqueles que o procuram e lhes são fiéis, porque quem procura Deus é dócil a Ele, e gozará de sua própria vida e da existência de tudo quanto saiu da mão de Deus. E esse amor divino chega a tal profundidade que nada escapa de seu olhar amoroso. Dirá o livro da Sabedoria: porque Deus na suas criaturas as chamou à vida. Essa característica do amor de Deus que chama à vida e que mantém e sustenta a vida com interesse delicado fará com que as primeiras comunidades identifiquem à Jesus com essa Sabedoria divina; é a Palavra pela qual Deus convoca à vida todas as criaturas e por Jesus é que Deus mantém a existência a tudo quanto existe.






ORAÇÃO INICIAL 

• Deus todo poderoso e eterno: conceda a teu povo que a meditação assídua de tua doutrina lhe ensine a cumprir de palavra e de trabalho, o que a ti compraz. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 9,14-29

• O evangelho de hoje informa que os discípulos de Jesus não foram capazes de expulsar o demônio do corpo do menino. O poder do mal foi maior que sua capacidade. Hoje também, existem muitos males que são maiores que nossa capacidade de enfrentá-los: violência, drogas, guerra, dores, falta de emprego, terrorismo, etc. Fazemos um grande esforço, porém, parece que ao invés de melhorar o mundo fica pior ainda. Para que serve lutar? Com esta pergunta na cabeça vamos ler e meditar o evangelho de hoje.
• Marcos 9,14-22: A situação das pessoas: desesperança sem solução. Ao descer do monte da Transfiguração, Jesus encontra muita gente ao redor dos discípulos. Um pai estava desesperado, pois, um espírito mudo havia se apoderado de seu filho. Com muitos detalhes, Marcos descreve a situação do menino possuído, a angústia do pai, a incapacidade dos discípulos e a reação de Jesus. O que mais chama a atenção são duas coisas: por um lado, a confusão e a impotência das pessoas e dos discípulos diante do fenômeno da possessão e, por outro, o poder de Jesus e o poder da fé em Jesus diante da qual o demônio perde toda sua influência. O pai havia pedido aos discípulos que expulsassem o demônio do menino, porém, eles não foram capazes. Jesus ficou impaciente e disse: “Oh geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei que suporta-los? Trazei-o!”. Jesus pergunta a respeito da doença do menino. Pela resposta do pai, Jesus se intera de que o menino, “desde pequeno”, tinha uma enfermidade grave que o colocava em perigo de vida. O pai pede: “Se algo pode, ajude-nos, compadece-te de nós!”. A frase do pai expressa a situação bem real das pessoas: (a)-têm fé, (b)-está sem condições para resolver os problemas, porém (c)-têm muita boa vontade para acertar.
• Marcos 9,23-27: A resposta de Jesus: o caminho da fé. O pai havia dito: “Se algo pode,...!”. Jesus não gostou desta afirmação: “Se o senhor puder...”. Esta condição não podia colocar-se, pois, “tudo é possível àquele que tem fé”. O pai responde: Eu creio Senhor, ajuda minha pouca fé! A resposta do pai ocupa um lugar central neste episódio. Mostra como tem que ser a atitude do discípulo que, apesar de seus limites e dúvidas, quer ser fiel. Vendo que vinha muita gente, Jesus agiu rapidamente. Ordenou ao espírito que saísse do menino e não voltasse “nunca mais!”. Sinal do poder de Jesus sobre o mal. Sinal também de que Jesus não queria propaganda populista.
• Marcos 9,28-29. Aprofundamento com os discípulos. Em casa, os discípulos querem saber por que não foram capazes de expulsar o demônio. Jesus responde: esta classe com nada pode ser afastada, a não ser com a oração. Fé e oração andam juntas. Uma sem a outra, não existe. Os discípulos haviam piorado. Antes eles haviam sido capazes de expulsar demônios (cf. Mc 6,7.13). Agora, não conseguem mais. O que é que lhes falta? Fé ou oração? Por que esta falta? São perguntas que saem do texto e entram em nossa cabeça para que também nós façamos uma revisão de nossa vida.
• A expulsão dos demônios no evangelho de Marcos. No tempo de Jesus, muita gente falava de Satanás e de expulsão de demônios. Havia muito medo, e havia pessoas que exploravam o medo das pessoas. O poder do mal tem muitos nomes. Demônio, Diabo, Belzebu, Príncipe dos demônios, Satanás, Dragão, Dominações, Poderes, Potestades, Soberanias, Besta-Fera, Lúcifer, etc. Hoje, entre nós, o poder do mal tem também muitos nomes. Basta consultar um dicionário na palavra Diabo ou Demônio. Hoje também, muita gente desonesta se enriquece, explorando o medo que os outros têm do demônio. Um dos objetivos da Boa Nova de Jesus é, precisamente, ajudar as pessoas a libertarem-se desde medo. A chegada do Reino de Deus significa a chegada de um poder mais forte. O homem forte era uma imagem para designar o poder do mal que mantinha o povo dentro do cárcere do medo (Mc 3,27). O poder do mal oprime as pessoas e as aliena de si. Faz com que vivam com medo e na morte (cf. Mc 5,2). É um poder tão forte que ninguém consegue agarrá-lo (cf. Mc 5,4). O império romano, com suas “Legiões”, isto é, com seus exércitos, era um instrumento usado para manter esta situação de opressão. Porém, Jesus é um homem mais forte que vence, agarra e expulsa o poder do mal! Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo faz uma enumeração de todos os possíveis poderes ou demônios que poderia ameaçar-nos, e resume tudo da seguinte maneira: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem os poderes, na a altura, nem a profundidade, nem criatura alguma nos separarão do amor de Deus que se manifestou em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rm 8,38-39). Nada! As primeiras palavras de Jesus depois da ressurreição são estas: “Não temas! Alegrai-vos! Não tenhais medo! A paz esteja convosco!” (Mc 16,6; Mt 28,9.10; Lc 24,36; Jo 20,21). 





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Já viveste uma experiência de impotência diante do mal e da violência? Foi uma experiência só tua ou também da comunidade? Como a venceste e te reencontraste a ti mesmo?
• Qual é a classe de poder do mal que, hoje, pode ser tirada só com muita oração?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 19,8)
• Hoje olharei com olhos ternos à quantos convivem a meu lado, para descobrir neles, o cuidado amoroso que Deus lhes mostra e tratarei de imitar Deus em seu cuidado por suas amadas criaturas.






sexta-feira, 17 de maio de 2013

Lectio Divina - 17/05/13


SEXTA-FEIRA -17/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Atos 25,13-21

• Paulo pediu para ver “César”, isto é, pediu para ver o maior governante para expor-lhe a fé em Cristo, como o próprio Senhor lhe pediu. É muito importante que nossos governantes não só conheçam Jesus, mas que procurem viver de acordo com seu evangelho. Não faz muito tempo foi aprovado no México o aborto, coisa que em um país cujo censo revela que 96% da população é “cristã” não deveria ter existido nem sequer como iniciativa de lei. Se isto acontece é porque muitos dos governantes (não só no México, mas na maioria dos paises) não foram profundamente evangelizados. Certamente não é fácil chegar a essas cúpulas, porém, é dever nosso procurar os meios (ainda que seja com nossa oração diária), para que o Evangelho toque seus corações e assim evitar todas as injustiças e desordens morais que vêm por falta de conversão de muitos daqueles que dirigem nossa sociedade. Tornemos público o Evangelho, busquemos os meios para que todos, sobretudo, os que estão em nossa esfera social, conheçam e amem Jesus. 






ORAÇÃO INICIAL 

• Oh Deus, que pela glorificação de Jesus Cristo e a vinda do Espírito Santo nos abriu as portas de teu reino, faz que a recepção de dons tão grandes nos leve a dedicar-nos com maior empenho a teu serviço e a viver com maior plenitude as riquezas de nossa fé. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

João 21,15-19

• Estamos nos últimos dias de Pentecostes. Durante a Quaresma, a seleção dos evangelhos do dia continua a antiga tradição da Igreja. Entre a Páscoa e Pentecostes, a preferência é para o evangelho de João. Assim, nestes últimos dois dias antes de Pentecostes, os evangelhos diários apresentam os últimos versículos do evangelho de João. Logo retomamos o Tempo Comum, e voltaremos ao evangelho de Marcos. Nas semanas do Tempo Comum, a liturgia diária faz a leitura continua do evangelho de Marcos, de Mateus e de Lucas.
• Os evangelhos de hoje e de amanhã apresentam o último encontro de Jesus com seus discípulos. Foi um reencontro de celebração, marcado pela ternura e pelo carinho. No final, Jesus chama Pedro e lhe pergunta três vezes: “Me amas?”. Somente depois de haver recebido, por três vezes, a mesma resposta afirmativa, Jesus dá a Pedro a missão de cuidar das ovelhas. Para que possamos trabalhar na comunidade Jesus não pergunta se sabemos muitas coisas. O que pede é que tenhamos muito amor!
• João 21,15-17: O amor no centro da missão. Depois de uma noite de pesca no lago sem pegar nenhum peixe, ao chegar as margens da praia, os discípulos descobrem que Jesus havia preparado um comida com pão e pescado assado sobre as brasas. Terminada a comida, Jesus chama Pedro e lhe pergunta três vezes: “Me amas?”. Três vezes, porque foi por três vezes que Pedro negou Jesus (Jo 18,17.25-27). Depois de três respostas afirmativas, Pedro também se volta para o “Discípulo Amado” e recebe a ordem de cuidar das ovelhas. Jesus não pergunta a Pedro se havia estudado exegese, teologia, moral ou direito canônico. Só lhe pergunta: “Me amas?”. O amor em primeiro lugar. Para as comunidades do Discípulo Amado a força que as sustenta e que as mantém unidas não é a doutrina, mas sim o amor.
• João 21,18-19: A previsão da morte. Jesus disse a Pedro: Em verdade, em verdade te digo: quando era jovem, tu mesmo te cingias, e ias onde querias, porém quando ficar velho estenderá tuas mãos e outro te cingirá e te levará aonde você não quer ir. Ao longo da vida, Pedro e todos nós vamos envelhecendo. A prática do amor irá se estabelecendo na vida e a pessoa deixa de ser dona de si mesma. O serviço de amor aos irmãos e irmãs nos ocupará do todo e nos conduzirá. Outro te cingirá e te levará aonde não quer ir. Este é o sentido do seguimento. O evangelista comenta: “Com isto indicava a classe de morte com que Pedro ia glorificar a Deus”. E Jesus acrescentou: “segue-me!”.
• O amor em João – Pedro, me amas? – O Discípulo Amado. A palavra amor é uma das palavras que mais usamos, hoje em dia. Por isto mesmo, é uma palavra muito desgastada. Mas, é com esta palavra que as comunidades do Discípulo Amado manifestavam sua identidade e seu projeto. Amar é antes de tudo uma experiência profunda de relação entre pessoas, onde existe uma mescla de sentimentos e valores com alegria, tristeza, sofrimento, crescimento, renuncia, entrega, realização, doação, compromisso, vida, morte, etc. Esse conjunto na Bíblia se resume em uma única palavra em língua hebraica. Esta palavra é “Hesed”. É uma palavra de difícil tradução para nossa língua. Em nossas Bíblias geralmente se traduz por caridade, misericórdia, fidelidade ou amor. As comunidades do Discípulo Amado procuram viver esta prática de amor em toda sua radicalidade. Jesus a revela aos seus em seus encontros com as pessoas, com sentimentos de amizade e de ternura, como por exemplo, em sua relação com a família de Marta em Betânia: “Jesus amava Marta a sua irmã e a Lázaro”. Chora diante da tumba de Lázaro (Jo 11,5.33-36). Jesus sempre encarnou sua missão como uma manifestação de amor: “Havendo amado aos seus os amou até o fim” (Jo 13,1). Neste amor Jesus manifesta sua profunda identidade com o Pai. Para as comunidades não havia outro mandamento se não este: “Agir com agia Jesus” (1Jo 2,6). Isto envolve “amar aos irmãos”(1Jo 2,7-11; 3,11-24; 2Jo 4-6). Sendo um mandamento tão central na vida da comunidade, os escritos joaninos definem assim o amor: “Nisto conhecemos o Amor: quem o deu sua vida por nós. Nós também devemos dar nossa vida pelos irmãos e irmãs”. Por isto não devemos “amar só de palavra, mas sim, dar a vida pelos nossos irmãos” (1Jo 3,16-17). Quem vive o amor o manifesta em suas palavras e atitudes e se torna também Discípula Amada, Discípulo Amado.





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Olhe dentro de ti e de qual é o motivo mais profundo que te leva a trabalhar em comunidade. É o amor ou as idéias te preocupam?
• A partir das relações que temos entre nós, com Deus e com a natureza, que tipo de comunidade nós estamos construindo?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 103,1-2)
• Hoje procurarei nas notícias cinco situações importantes em meu pais e entidades e farei uma oração especifica por cada uma delas, além disso, verei se existe algo que eu possa colaborar.





quinta-feira, 16 de maio de 2013

Lectio Divina - 16/05/13


QUINTA-FEIRA -16/05/2013


PRIMEIRA LEITURA: Atos 22,30;23,6-11

• Jesus havia anunciado no momento da Ascensão que o Evangelho haveria de ser anunciado a todo mundo. Paulo, que foi chamado pelo Senhor a ser seu testemunho, terá agora que ir até ao berço do Império para aí, diante do imperador, dar testemunho de Jesus. É importante nesta passagem dar-nos conta que se no princípio Paulo evangelizava por iniciativa própria e ia onde ele queria, agora é o próprio Senhor, que valendo-se das circunstâncias, o envia à Roma. Pensemos quantas vezes, Deus nos envia à diferentes cidades, trabalhos, ambientes e nos desestabiliza, para com isso levar-nos a uma nova oportunidade de pregar e de ser seu testemunho. O que muitas vezes consideramos uma “tragédia” ou uma situação desagradável pode ser o converter-se na ocasião que Deus nos propõe para que nosso testemunho se faça visível e desta maneira atrair para Ele outras pessoas, que de outra maneira possivelmente nunca o haveriam conhecido. Saibamos descobrir em tudo a mão amorosa de Deus que nos convida a ser seus testemunhos, até os últimos confins do mundo.






ORAÇÃO INICIAL 


• Que teu Espírito Senhor, nos penetre com sua força, para que nosso pensamento te seja grato e nosso trabalho concorde com tua vontade. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

João 17,20-26

• O evangelho de hoje nos apresenta a terceira e última parte da Oração Sacerdotal, na qual Jesus olha para o futuro e manifesta seu grande desejo de unidade entre nós, seus discípulos, e para a permanência de todos no amor que unifica, pois, sem amor e sem unidade não merecemos credibilidade.
• João 17,20-23: Para que o mundo acredite que tu me enviaste. Jesus alarga o horizonte e reza ao Pai: Não rogo só por estes, mas também por aqueles que, por meio de sua palavra, acreditaram em mim, para que todos sejam um. Como tu, Pai, em mim e Eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo acredite que tu me enviaste. Aqui aflora a grande preocupação de Jesus pela união que deve existir nas comunidades. Unidade não significa uniformidade, mas sim, permanecer no amor, apesar de todas as tensões e de todos os conflitos. O amor que unifica a ponto de criar entre todos, ma profunda unidade, como aquela que existe entre Jesus e o Pai. A unidade no amor revelada na Trindade é o modelo para as comunidades. Por isto, através do amor entre as pessoas, as comunidades revelam ao mundo a mensagem mais profunda de Jesus. Como as pessoas diziam aos primeiros cristãos: “Olhem como se amam!”. É trágica a atual divisão entre as três religiões nascidas de Abraão: judeus, cristãos e muçulmanos. Mais trágica, todavia, é a divisão entre os cristãos que dizem que acreditam em Jesus. Divididos, não merecemos credibilidade. O Ecumenismo está no centro da última oração de Jesus ao Pai. É seu testamento. Ser cristão e não ser ecumênico é um contra senso. Contradiz a última vontade de Jesus.
• João 17,24-26: Que o amor que Tu me amaste esteja neles. Jesus não quer ficar só. Diz: Pai, os que tu me deste, quero que onde eu esteja também estejam comigo, para que contemplem minha glória, a que me tens dado, porque me amou antes da criação do mundo. A felicidade de Jesus é que todos nós estejamos com Ele. Quer que seus discípulos tenham a mesma experiência que Ele teve do Pai. Quer que conheçam o Pai como Ele o conheceu. Na Bíblia, a palavra conhecer não se reduz a um conhecimento teórico racional, mas envolve a experiência e a presença de Deus na conivência de amor com as pessoas na comunidade. 
• Que sejam um como nós! (Unidade e Trindade no evangelho de João). O evangelho de João nos ajuda muito na compreensão do mistério da Trindade, a comunhão entre as pessoas divinas: O Pai, o Filho e o Espírito. Dos quatro evangelhos, João é o que acentua a profunda unidade entre o Pai e o Filho. Pelo texto do Evangelho (Jo 17,6-8) sabemos que a missão do Filho é a suprema manifestação do amor do Pai. E é justamente esta unidade entre o Pai e o Filho que faz proclamar Jesus: Eu e o Pai somos uma só coisa (Jo 10,30). Entre Ele e o Pai existe uma unidade tão intensa que quem vê o rosto de um, vê também o rosto do outro. Cumprindo esta missão de unidade recebida do Pai, Jesus revela o Espírito. O Espírito da Verdade vem do Pai (Jo 15,26). O Filho pede (Jo 14,16), e o Pai envia o Espírito a cada um de nós para que permaneça em nós, dando-nos ânimo e força. O Espírito nos vem do Filho também (Jo 16,7-8). Assim, o Espírito da Verdade, que caminha conosco, é a comunicação da profunda unidade que existe entre o Pai e o Filho (Jo 15,26-27). O Espírito não pode comunicar outra verdade que não seja a Verdade do Filho. Tudo o que se relaciona com o mistério do Filho, o Espírito o dá a conhecer (Jo 16,13-14). Esta experiência da unidade em Deus foi muito forte nas comunidades do Discípulo Amado. O amor que une as pessoas divinas Pai e Filho e Espírito nos permite experimentar Deus através da união com as pessoas em uma comunidade de amor. Assim, também, era a proposta da comunidade, onde o amor deveria ser o sinal da presença de Deus no meio da comunidade (Jo 13,34-35). E este amor construiu a unidade dentro da comunidade (Jo 17,21). Eles olhavam a unidade em Deus para poder entender a unidade entre eles.





PARA REFLEXÃO PESSOAL

Dizia o bispo Dom Pedro Casaldáliga: “A Trindade é ainda melhor que a comunidade”. Na comunidade na qual é membro, percebe algum reflexo humano da Trindade Divina?
• Ecumenismo. Você é ecumênico?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 16,11)
• Hoje farei uma recontagem de situações difíceis em minha vida e vou pensar como posso dar um melhor testemunho de minha fé nesses casos que, no futuro, quando tornar a passar por alguma circunstância semelhante, possa dar um verdadeiro testemunho.





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lectio Divina - 15/05/13


QUARTA-FEIRA -15/05/2013

PRIMEIRA LEITURA: Atos 20,28-38


• A última recomendação de Paulo para a comunidade de Éfeso, seria: “Os recomendo a Deus e a sua Palavra salvadora, A QUAL TEM FORÇA, para que todos os consagrados a Deus cresçam no espírito e alcancem a herança prometida”. Paulo sabe bem que nossa força, como já o havia dito o Senhor, não está em nossos argumentos, mas sim, em sua Palavra, a qual é “viva e eficaz”. É, pois, necessário meus amados irmãos, que se realmente queremos crescer no Espírito e alcançar a estatura de Cristo, temos que ter tempo para a leitura da Sagrada Escritura, nela está a força que constrói uma nova sociedade, uma sociedade não regida pelos critérios humanos, mas, pela caridade do Espírito. Na Sagrada Escritura encontrará os critérios com os quais se devem guiar a vida do cristão, conselhos para os amigos, instrução para os filhos, consolo para os aflitos, e, sobretudo, a feliz noticia, que se repete à cada momento: Deus te ama, tem te amado e te amará sempre.




ORAÇÃO INICIAL 

• Pai cheio de amor conceda a tua igreja, congregada pelo Espírito Santo, dedicar-se plenamente a teu serviço e viver unida no amor, segundo tua vontade. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

João 17,11b-19

• Estamos na novena de Pentecostes, esperando a vinda do Espírito Santo. Jesus diz que dom do Espírito Santo se dá só a quem o pede em oração (Lc 11,13). No cenáculo, durante nove dias, desde a ascensão até Pentecostes, os apóstolos perseveraram na oração junto com Maria a mãe de Jesus (Hb 1,14). Por isto, conseguiram em abundância o dom do Espírito Santo (Hb 2,4). O evangelho de hoje continua colocando diante de nós a Oração Sacerdotal de Jesus. É um texto bem apto para preparar-nos nestes dias à vinda do Espírito Santo em nossas vidas.
• João 17,11-12: CUIDÁ-LOS EM TEU NOME. Jesus transforma sua preocupação em oração: “Cuidá-los em teu nome, o nome que tu me deste, para sejam um como nós!”. Tudo o que Jesus fez em sua vida, o fez em Nome de Deus. Jesus é a manifestação do Nome de Deus. O Nome de Deus é Yavhé, JHWH. No tempo de Jesus, este Nome era pronunciado como Adonai, Kyrios, Senhor. No sermão de Pentecostes, Pedro diz que Jesus, por sua ressurreição, foi constituído Senhor: “Que toda casa de Israel saiba, portanto, com maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes Deus o constitui Senhor e Cristo” (At 2,36). E Paulo diz que isto se fez: “para que toda língua proclame, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Fl 2,11). É o “Nome sobre todo nome” (Fl 2,9), JHWH ou Yavhé, o Nome de Deus, recebeu um rosto concreto em Jesus de Nazaré. E é ao redor deste nome que precisamos construir a unidade: Guarda-os em teu nome, o nome que tu me deste, para que sejam um como nós. Jesus quer a unidade das comunidades, para que possam resistir diante do mundo os odeia e persegue. O povo unido ao redor do Nome de Jesus jamais será vendido!
• João 17,13-16: QUE EM SI MESMOS MINHA ALEGRIA SEJA PLENA. Jesus está se despedindo. Dentro de pouco irá. Os discípulos continuam no mundo, serão perseguidos, terão aflições. Por isto estão tristes. Jesus quer que tenham alegria plena. Eles terão que continuar no mundo sem ter parte com o mundo. Isto significa, concretamente, viver no sistema do império, seja romano ou neoliberal, sem deixar-se contaminar por ele. Igualmente Jesus e com Jesus, devem viver no mundo sem ser do mundo.
• João 17,17-19: COMO TU ME ENVIASTE, EU OS ENVIO AO MUNDO. Jesus pede que sejam consagrados na verdade. Isto é, que sejam, capazes de dedicar toda sua vida para testemunhar suas convicções a respeito de Jesus e de Deus Pai. Jesus se santificou na medida em que, em sua, foi revelando o Pai. Pede que seus discípulos entrem no mesmo processo de santificação. Sua missão é a mesma que a de Jesus. Eles se santificam na mesma medida em que, vivendo o amor, revelam Jesus e o Pai. Santificar-se significa voltar a ser humano, como foi Jesus. Dizia o Papa Leão Magno: “Jesus foi tão humano, mas tão humano, como só Deus pode ser humano”. Por isto, devemos viver no mundo, sem ser do mundo, pois, o sistema desumaniza a vida humana e a torna contrária às intenções do Criador.



PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus viveu no mundo, mas, não era do mundo. Viveu no sistema sem seguir o sistema, e por isto foi perseguido e condenado à morte. Você vive hoje como Jesus fez no seu tempo, ou se adapta ao sistema?
• Preparação para Pentecostes. Invocar o dom do Espírito Santo, o Espírito que animou Jesus. Nesta novena de preparação à Pentecostes é bom reservar um tempo para pedir o dom do Espírito de Jesus.



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 16,7-8)
• Hoje buscarei algum princípio bíblico para colocá-lo em prática em minha casa, outro em meu trabalho e outro com minhas amizades. Não ensinarei, mas, o colocarei em prática para que vá renovando pouco a pouco o ambiente onde me desenvolvo.



terça-feira, 14 de maio de 2013

Lectio Divina - 14/05/13


TERÇA-FEIRA -14/05/2013



PRIMEIRA LEITURA: Atos 1,15-17.20-26

• Uma das coisas que mais chama atenção na primeira comunidade é a oportunidade que davam continuamente para que o Espírito Santo agisse em suas vidas e em suas decisões. Não havia praticamente nada que não se colocasse primeiro a oração, de maneira que a decisão ou a ação fosse confirmada. É triste que hoje, muitos de nós tenhamos perdido este contato e, sobretudo, fechado o espaço para que seja o próprio Deus quem dirija nossas vidas e nossas decisões. Vejam quantas das decisões importantes em tua vida você consultou a Deus (noivado, matrimônio, escolha da carreira, chegada de um novo filho na família, etc.). É, pois, necessário que regresse à oração e que nela oremos a Jesus, que prometeu estar sempre conosco para que, guiados por seu Espírito, o Espírito da Verdade, possamos novamente deixar que o próprio Deus aja em todas as áreas de nossa vida. Se fizermos isto veremos como as nossas decisões serão sempre tomadas com paz e com alegria. Não espere pelo amanhã, faça a prova hoje mesmo.






ORAÇÃO INICIAL 


• Senhor Deus todo poderoso, que, sem mérito algum de nossa parte, nos tem feito passar da morte para a vida e da tristeza para a alegria, não nos negue seus dons, nem cesses de realizar tuas maravilhas em nós, e conceda à quem já foi justificado pela fé a força necessária para perseverar sempre nela. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

João 15,9-17


• O evangelho de hoje é de apenas três versículos que arrojam mais luz para aplicar a comparação da videira à vida das comunidades. A comunidade é como uma videira. Passa por momentos difíceis. É no momento da poda, momento necessário para que produza mais fruto.
• João 15,9-11: Permanecer no amor, fonte da perfeita alegria. Jesus permanece no amor do Pai observando os mandamentos que Dele recebeu. Nós permanecemos no amor de Jesus observando os mandamentos que Ele nos deixou. E devemos observá-los do mesmo modo que Ele observou os mandamentos do Pai: “Se guardais meus mandamentos, permanecereis em meu amor, como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço em seu amor”. E nesta união de amor do Pai e de Jesus está a fonte da verdadeira alegria: “Os tenho dito isto, para que minha alegria esteja em vós, e vossa alegria seja completa”.
• João 15,12-13: Amar os irmãos como Ele nos amou. O mandamento de Jesus é um só: “Amar-nos uns aos outros como Ele nos amou!” (Jo 15,12). Jesus supera o Antigo Testamento. O critério antigo era: “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Lev 18,19). O novo critério é: “Amar-nos uns aos outros como Eu vos tenho amado”. Aqui Jesus disse a frase: “Não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seus irmãos!”.
• João 15,14-15: Amigos e não servos. “Sereis meus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que Eu os mando”, a saber, a prática do amor até o dom total de si. Em seguida, Jesus coloca um ideal para a vida dos discípulos e das discípulas. E lhes diz: “Já não os chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz seu amo, a vós chamarei amigos, porque tudo o que tenho ouvido meu Pai lhes dei a conhecer”. Jesus não tinha segredos para seus discípulos e suas discípulas. Tudo o que ouvia do Pai lhes contava. É este o bonito ideal da vida em comunidade: chegarmos a total transparência, a ponto de não ter segredos entre nós e de podermos confiar totalmente um no outro, de podermos compartilhar a experiência que temos de Deus e da vida e, assim, enriquecermos mutuamente. Os primeiros cristãos conseguiram realizar este ideal durante alguns anos. Eles “eram um só coração e uma só alma” (At 4,32). 
• João 15,16-17: Foi Jesus quem nos escolheu. Não fomos nós que escolhemos Jesus. Foi Ele que nos encontrou, nos chamou e nos deu a missão de ir e dar fruto, fruto que permaneça. Nós necessitamos Dele, mas também Ele quer precisar de nós e de nosso trabalho para poder continuar fazendo hoje o que Ele fez para o povo da Galiléia. A última recomendação: “Isso vos mando: que vos ameis uns aos outros!”.
• O símbolo da Videira na Bíblia. O povo da Bíblia cultivava vinhas e produzia um bom vinho. A colheita da uva era uma festa, com cantos e danças. Foi daí que teve origem o canto da vinha, usado pelo profeta Isaias. Ele compara o povo de Israel com uma vinha. Antes dele, o profeta Oséias já havia comparado Israel com uma vinha exuberante que quanto mais frutos produzia, mais multiplicava suas idolatrias (Os 10,1). Este tema foi também utilizado por Jeremias, que comparou Israel a uma vinha bastarda (Jr 2,21), de lá que iam ser arrancados os ramos. Jeremias usa estes símbolos porque ele próprio teve uma vinha que foi pisada e devastada pelos invasores (Jr 12,10). Durante o cativeiro da Babilônia, Ezequiel usou o símbolo da videira para denunciar a infidelidade do povo de Israel. Contou três parábolas sobre a videira:a)-A videira queimada que já não serve para nada (Ez 15,1-8); b)-A videira falsa plantada e protegida pelas águas, símbolos dos reis da Babilônia e do Egito, inimigos de Israel (Ez 17,1-10); c)-A videira destruída pelo vento oriental, imagem do cativeiro da Babilônia (Ez 19,10-14). A comparação da videira foi usada por Jesus em várias parábolas: os trabalhadores da vinha, os dois filhos que devem trabalhar na vinha; os que aniquilaram a vinha, não pagaram o dono, espantaram seus servos e mataram seu filho; a figueira estéril plantada na vinha; a videira e os sarmentos.





PARA REFLEXÃO PESSOAL


Somos amigos e não servos. Como vivo isto em minha relação com as pessoas?
• Amar como Jesus nos amou. Como cresce em mim este ideal de amor?



ORAÇÃO FINAL 


• (SALMO 96,2-3)
• Durante este dia, para fazer-me consciente da importância e prioridade de Jesus em minhas decisões, perguntarei verbalmente ao Senhor sobre cada coisa que ocorra, desde as mais simples até as mais sérias.








segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lectio Divina - 13/05/13


SEGUNDA-FEIRA -13/05/2013



PRIMEIRA LEITURA: Atos 19,1-8

• A grande novidade do Novo Testamento é o “dom do Espírito Santo”, isto é, a “habitação de Deus em nós”. A partir de “Pentecostes”, a ação de Deus no homem não é a partir de fora, mas sim de dentro. Todavia, dado que sua presença é espiritual, só a podemos reconhecer por sua ação. Esta é talvez, a razão pela qual na igreja primitiva um dos “sinais sensíveis” que indicavam a presença do Espírito Santo no coração daqueles que acreditava é o que se chama “Dom de Línguas”, ou, o começar a falar em línguas desconhecidas. Esta manifestação, a encontraremos ao longo do livro dos Atos e está sempre associada com o batismo e com a oração. No meio deste mundo incrédulo que vivemos, esta manifestação é de novo um dom manifesto em muitos cristãos, associado hoje em dia ao batismo, que se recebe de pequeno, com a “aceitação pessoal da salvação de Cristo” e o compromisso de viver conforme o Evangelho. Por isso, em muitas reuniões de oração, como na primeira comunidade, se “ouve os cristãos orar em línguas que só os anjos conhecem”. Como todos os dons na Igreja, este também dever ser discernido para não enganar-nos na vida espiritual. Deixe que o Espírito manifeste sua presença viva em você.






ORAÇÃO INICIAL 


• Derrama Senhor, sobre nós a força do Espírito Santo, para que possamos cumprir fielmente tua vontade e darmos testemunho de ti com nossas obras. Por Nosso Senhor...





REFLEXÃO

João 16,29-33

• O contexto do evangelho do hoje continua sendo o ambiente da Última Ceia, ambiente de convivência e de despedida, de tristeza e de expectativa, na qual se reflete a situação das comunidades da Ásia Menor dos finais do primeiro século. Para poder entender bem os evangelhos, não podemos nunca esquecer que não relatam as palavras de Jesus como se fossem gravadas em um CD para transmiti-las literalmente. Os evangelhos são escritos pastorais que procuram encarnar e atualizar as palavras de Jesus nas novas situações em que se encontram as comunidades na segunda metade do primeiro século na Galiléia (MATEUS), na Grécia (LUCAS), na Itália (MARCOS) e na Ásia Menor (JOÃO). No evangelho de João, as palavras e as perguntas dos discípulos não são somente dos discípulos, mas dessas perguntas afloram também a os problemas e as perguntas das comunidades. São espelhos, nos quais as comunidades, tanto as daquele tempo como as de hoje, se reconhecem com suas tristezas e angustias, com suas alegrias e esperanças. Encontram luz e força nas respostas de Jesus.
• João 16,29-30: AGORA ESTAS FALANDO CLARAMENTE. Jesus havia dito aos discípulos: pois o Pai mesmo os quer, porque me quereis a mim e acreditais que vim de Deus. Sai do Pai e vim ao mundo. Agora deixo outra vez o mundo e volto para o Pai (Jo 16.27-28). Ao ouvir esta afirmação de Jesus, os discípulos respondem: Agora sabemos que fala claro, e não diz nenhuma parábola. Sabemos agora que sabes tudo e não necessitas que ninguém te pergunte. Por isto acreditamos que veio de Deus. Os discípulos pensavam que o entendiam em tudo. Sim, realmente, eles captaram uma verdadeira luz para aclarar seus problemas. Porém, era uma luz ainda muito pequena. Captaram a semente, porém, de momento não conheciam a árvore. A luz ou a semente era uma intuição básica da fé: Jesus é para nós a revelação de Deus como Pai: por isto acreditamos que tenhas saído de Deus. Mas, isto não era o começo, da semente. O próprio Jesus era e continua sendo uma grande parábola ou revelação de Deus para nós. Nele Deus chega até nós e nos é revelado. Porém, Deus não cabe em nossos esquemas. Supera tudo, desarma nossos esquemas e nos traz surpresas inesperadas que, às vezes, são muito dolorosas.
• João 16,31-32: DEIXARAM-ME SÓ, PORÉM, EU NÃO ESTOU SÓ. O PAI ESTÁ COMIGO. Jesus pergunta: “Agora acreditam? Ele conhece seus discípulos. Sabe que falta muito para a compreensão total do mistério de Deus e da Boa Nova de Deus. Sabe que, apesar da boa vontade e apesar da luz que acabaram de receber naquele momento, eles tinham que enfrentar, todavia, a surpresa inesperada e dolorosa da Paixão e da Morte de Jesus. A pequena luz que captaram não era o bastante para vencer a escuridão da crise: Olhem que chega a hora (e já chegou) em que dispersareis cada um para um lado e me deixareis só. Porém, eu não estou só, porque o Pai esta comigo. Esta é a fonte da certeza de Jesus e, através de Jesus, esta é e será a fonte da certeza de todos nós: o Pai está comigo. Quando Moisés foi enviado para a missão para libertar o povo da opressão do Egito, recebeu esta certeza: “Vá, Eu estou contigo” (Ex 3,12). A certeza da presença libertadora de Deus expressa no nome de Deus assumiu na hora de iniciar o Êxodo e libertar seu povo: JHWH, Deus conosco: Este é meu nome para sempre (Ex 3,15). Nome que está presente mais de seis mil vezes só no Antigo Testamento.
• João 16,33: CORAGEM! EU VENCI O MUNDO. E vem agora a última frase de Jesus que antecipa a vitória e que será fonte de paz e de resistência tanto para os discípulos daquele tempo como para todos nós, até hoje: Tenho-vos dito estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo tereis tribulação. Porém, coragem: eu venci o mundo!. “Com seu sacrifício por amor, Jesus vence o mundo e a Satanás. Seus discípulos são chamados a participar da luta e da vitória. Sentir a coragem que Ele infunde já é ganhar a batalha”. 





PARA REFLEXÃO PESSOAL


Uma pequena luz ajudou os discípulos a dar um passo, porém, não iluminou todo o caminho. Você já teve uma experiência assim em tua vida?
• Coragem. Eu venci o mundo! Esta frase de Jesus te ajudou alguma vez na vida?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO: 16,1-2,5)
• Quando fizer oração, pessoal ou em comunidade, pedirei ao Senhor que vá habilitando meu coração para receber os dons que Ele quer manifestar através de mim e colocá-los a serviço da Igreja.