quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lectio Divina - 31/10/13


QUINTA-FEIRA -31/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: Romanos 8,31-35.37-39


Esta é uma das expressões mais fortes do apóstolo em relação à fé e a confiança que tem em Cristo. Quem nos separará do seu amor? Absolutamente nada… pois, com o amor de Deus em nosso coração venceremos todas as dificuldades que se apresentem ao longo da vida. Nossa existência no mundo vem sempre acompanhada de problemas, inclusive de perseguições, e vemos com muitos cristãos se deixam vencer por elas, tem medo e não as abandonam. A ação poderosa de Deus está sempre presente conosco, ainda que não notemos. Por isso, não devemos ter medo de apresentar-nos como autênticos seguidores de Cristo, de levar nossas bíblias e lê-las no trabalho (sem descuidar de nossas tarefas) ou, aonde sejamos convidados. Devemos sentir-nos orgulhosos de sermos cristãos, inclusive por sermos perseguidos e mal vistos. Nada, nada nos poderá afastar do amor de nosso amado Jesus, pois, para isso deu sua vida, para “estar conosco até a consumação dos tempos”. Por isso, no meio de tuas enfermidades e de todas as vicissitudes da vida, nada devemos temer, pois, nada tirará o que Cristo ganhou para nós na cruz. Se permanecermos Nele e buscarmos com todas nossas forças adequar nossa vida ao Evangelho, podemos estar seguros que sua paz e sua alegria jamais nos abandonarão.



ORAÇÃO INICIAL 

Deus todo poderoso e eterno, aumenta nossa fé, esperança e caridade, e, para conseguir tuas promessas, concede-nos amar teus preceitos. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 13,31-35

O evangelho de hoje nos faz sentir o contexto ameaçador e perigoso em que Jesus vivia e trabalhava. Herodes, o mesmo que havia matado João Batista, quer matar Jesus.

Lucas 13,31: O AVISO DOS FARISEUS A JESUS. “Naquele momento aproximaram-se alguns fariseus e lhe disseram: Saia e vá embora daqui, porque Herodes quer matar-te”. É importante notar que Jesus recebeu o aviso de parte dos fariseus. Algumas vezes, os fariseus estão juntos com o grupo de Herodes querendo matar Jesus (Mc 3,6;12,13). Porém aqui, se solidarizam com Jesus e querem evitar que morra. Naquele tempo, o poder do rei era absoluto. Não prestava conta a ninguém de sua maneira de governar. Herodes havia matado João Batista e agora está querendo terminar com Jesus.

Lucas 13,32-33: A RESPOSTA DE JESUS. “Jesus disse: Ide dizer a essa raposa: Eu expulso demônios e levo à cabo curas hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado”. A resposta de Jesus é muito clara e corajosa. Chama Herodes de “raposa”. Para o anuncio do Reino Jesus não depende de permissão das autoridades políticas. Manda um recado informando que vai continuar seu trabalho “hoje e amanhã” e que continuará até depois de amanhã, isto é, o terceiro dia. Nesta resposta se percebe a liberdade de Jesus diante do poder que queria impedir-lhe de realizar a missão recebida do Pai. Pois, quem determina os prazos e a hora é Deus e não Herodes! Ao mesmo tempo, na resposta se deixa ver um certo simbolismo relacionado com a morte e a ressurreição no terceiro dia em Jerusalém. É para dizer que não morrerá na Galiléia, mas sim, em Jerusalém, capital de seu povo, e que ressuscitará ao terceiro dia.

Lucas 13,34-35: LAMENTO DE JESUS SOBRE JERUSALÉM. “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja aos que lhe são enviados. Quantas vezes, quis reunir teus filhos, como uma galinha sua ninhada sob as asas, e não tens querido”. Este lamento de Jesus sobre a capital de sua gente evoca a longa e triste história da resistência das autoridades aos chamamentos de Deus que lhes chegavam através dos profetas e dos sábios. Em outro lugar Jesus fala dos profetas perseguidos e mortos desde Abel até Zacarias (Lc 11,51). Chegando a Jerusalém justo antes de sua morte, olhando para a cidade a partir do alto do Monte das Oliveiras, Jesus chora sobre ela, porque reconheceu o tempo que Deus veio visitá-la (Lc 19,44).




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus qualifica o poder político com “raposa”. O poder político de seu país, merece esta qualificação?
Jesus procurou muitas vezes de converter as pessoas de Jerusalém, porém, as autoridades religiosas resistiam. Eu, quantas vezes tenho resistido?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 105,4-5)
A quem eu ver que está angustiado, sofrendo ou passando alguma dificuldade específica lhe direi que Deus me colocou em seu caminho para ajudar-lhe, e verei a maneira de apoiá-lo no momento, na medida de minhas possibilidades, ou, ao menos orar com ele.






quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lectio Divina - 30/10/13


QUARTA-FEIRA -30/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: Romanos 8,26-30

Esta passagem, que de alguma maneira resume o pensamento de Paulo sobre a graça e a ação do Espírito em nossa vida, contêm uma profundidade que numas poucas linhas não poderíamos explicar. Por isso, só tomemos para nossa reflexão pessoal o fato de que nossa oração deve ser feita “no Espírito”. Isto obedece a que nossa frágil humanidade está debilitada pelo pecado, o que nos faz ter muita facilidade para o egoísmo. O que se transforma, em não poucas ocasiões, em pedidos que pouco contribui ao nosso crescimento e ao de nossos irmãos. Por isso, Paulo convida aos fiéis a deixar que seja o próprio Espírito, que não só conhece nossos corações, mas, conhece o projeto de amor de Deus, quem ore em nós. Certamente isto não é algo que se adquire facilmente, é necessário orar e aprender pouco a pouco a ouvir a voz silenciosa do Espírito que se move em nosso coração. Esta oração não somente dá glória ao Pai, mas atrai para o que ora a abundância da graça. Exercita-te na oração e verás por experiência própria ao que se refere Paulo.

ORAÇÃO INICIAL 

Deus todo poderoso e eterno, aumenta nossa fé, esperança e caridade, e, para conseguir tuas promessas, concede-nos amar teus preceitos. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 13,22-30

O evangelho de hoje nos relata um episódio acontecido durante o longo caminho de Jesus desde a Galiléia até Jerusalém, cuja descrição ocupa mais de uma terça parte do evangelho de Lucas (Lc 9,51 a 19,28).

Lucas 13,22: O CAMINHO DE JERUSALÉM. “Atravessava cidades e povoados ensinando, enquanto caminhava para Jerusalém”. Mais de uma vez Lucas disse que Jesus está à caminho para Jerusalém. Nos dez capítulos que descrevem a viagem até Jerusalém (Lc 9,51 a 19,28), Lucas constantemente, lembra que Jesus está a caminho para Jerusalém (Lc 9,51.53.57; 10,1.38; 11,1; 13,22.33; 14,25; 17,11; 18,31; 18,37; 19,1.11.28). E o que é claro e é definido desde o começo é o destino da viagem: Jerusalém, a capital, onde Jesus será condenado à morte (Lc 9,31-51). Raramente, informa sobre o percurso e os lugares por onde Jesus passava. Só no começo da viagem (Lc 9,51), no meio (Lc 17,11) e no final (Lc 18,35;19,1), sabemos algo a respeito do lugar por onde Jesus estava passando. Deste modo, Lucas sugere o seguinte ensinamento: temos que ter claro o objetivo de nossa vida, e assumi-lo decididamente como fez Jesus. Devemos caminhar. Não podemos deter-nos. Porém, nem sempre é claro e é definido por onde passamos. O que é certo é o objetivo: Jerusalém, onde nos espera o “êxodo” (Lc 9,31), a paixão, a morte e a ressurreição. 

Lucas 13,23: A PERGUNTA SOBRE OS POUCOS QUE SE SALVAM. Ao longo do caminho para Jerusalém acontece de tudo: informações sobre os massacres e os desastres (Lc 13,1-5), parábolas (Lc 13,6-9.18-21), discussões (Lc 13,10-13) e, no evangelho de hoje, perguntas das pessoas: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”. Sempre a mesma pergunta ao redor da salvação!

Lucas 13,24-25: A PORTA ESTREITA. Jesus disse que a porta é estreita: “Lutai para entrar pela porta estreita, porque, vos digo, muitos pretenderão entrar e não poderão”. Jesus disse isto para encher-nos de medo e obrigar-nos a observar a lei como ensinavam os fariseus? O que é que significa esta porta estreita? Do que é que se trata? No Sermão da Montanha Jesus sugere que a entrada no Reino tem oito portas. São as oito categorias de pessoas das bem-aventuranças: (a)-pobres de espírito, (b)-mansos, (c)-aflitos, (d)-famintos e sedentos de justiça, (e)-misericordiosos, (f)-puros de coração, (g)-construtores da paz e (h)-perseguidos por causa da justiça (Mt 5,3-10). Lucas as reduz a quatro: (a)-pobres, (b)-famintos, (c)-tristes e (d)-perseguidos (Lc 6,20-22). Somente entram no Reino os que pertencem a uma destas categorias enumeradas nas bem-aventuranças. Esta é a porta estreita. É a nova olhada sobre a salvação que Jesus nos informa. Não existe outra porta! Trata-se da conversão que Jesus nos pede. Insiste no seguinte: “Lutai para entrar pela porta estreita, porque, vos digo, muitos pretenderão entrar e não poderão. Quando o dono da casa levantar e fechar a porta, os que estão fora chamarão dizendo: Senhor abra-nos a porta. E Ele responderá: Não sei quem são vocês”. O tempo até a hora do juízo, é tempo favorável para a conversão, para mudar nossa visão sobre a salvação e entrar em uma destas oito categorias.

Lucas 13,26-28: O TRÁGICO MAL ENTENDIDO. Deus responde aos que chamam à porta: “Não sei quem são vocês”. Porém, eles insistem e argumentam: “Comemos e bebemos contigo e tens nos ensinado!”. Não basta haver convivido com Jesus, não basta haver participado na multiplicação dos pães e haver ouvido seus ensinamentos nas praças das cidades e nos povoados. Não basta haver ido à igreja e haver participado nas instruções do catecismo. Deus responderá: “Não sei quem são vocês! Afastem de mim, todos os malfeitores!”. Trágico mal entendido e falta total de conversão, de compreensão. Jesus declara injustiça, aquilo que os demais consideram ser coisa justa e agradável a Deus. É uma visão totalmente nova sobre a salvação. A porta é realmente estreita.

Lucas 13,29-30: A CHAVE QUE EXPLICA O MAL ENTENDIDO. “E virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e se colocarão à mesa no Reino de Deus. Pois os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. Trata-se de uma grande mudança que aconteceu com a vinda de Deus até nós em Jesus. A salvação é universal e não só do povo judeu. Todos os povos terão acesso e poderão passar pela porta estreita. 


PARA REFLEXÃO PESSOAL

Ter o objetivo claro e caminhar para Jerusalém: meus objetivos são claros ou deixo-me levar pelo vento do momento? 
A porta é estreita. Que idéia tenho de Deus, da vida, da salvação?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 145,10-11)
Hoje considerarei todo serviço prestado ao irmão um modo de mostrar meu amor ao Pai. 






terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lectio Divina - 29/10/13


TERÇA-FEIRA -29/10/2013


PRIMEIRA LEITURA: Romanos 8,18-25


“DESTINADOS À GLÓRIA”. Nossa vida é tão efêmera que vale a pena colocar a frase com a qual Paulo inicia esta passagem no centro de nosso coração, da mesma maneira que fez um hospital em Los Angeles, onde a entrada do mesmo lembra a todos os enfermos que nossa esperança não está nesta terra, a qual, submetida a desordem, causa em nossa vida enfermidade, dor, angustias, etc. Todavia, tudo o que sofremos, por mais difícil que nos pareça este sofrimento, não se compara em nada a “glória que manifestará em nós”. Lembro uma frase de P. Carlos de Focauld que dizia: “A vida nesta terra é como uma noite dormida em um mau hotel”. É, pois, muito reconfortante lembrar, sobretudo, quando nos encontramos no meio de uma situação de dor ou de enfermidade, que a vida termina nos braços amorosos do Pai. Nisto se baseia a esperança cristã, que em nosso interior estejamos seguros que no final de nossos sofrimentos estará Jesus esperando-nos para introduzir-nos no céu para viver com Ele toda a eternidade.


ORAÇÃO INICIAL 

Deus todo poderoso e eterno, aumenta nossa fé, esperança e caridade, e, para conseguir tuas promessas, concede-nos amar teus preceitos. Por Nosso Senhor...


REFLEXÃO

Lucas 13,18-21

O CONTEXTO. Ao longo do caminho que conduz à Jerusalém, Jesus estava rodeado por “milhares de pessoas” (11,29) que se amontoavam a seu redor. O motivo desta atração de multidões é a Palavra de Jesus. No capítulo 12 aparece a sucessão alternada dos destinatários da Palavra: aos discípulos (12,1-112), a multidão (vv. 13,2-12), aos discípulos (vv.22-53) a multidão (vv.54-59). Todavia, em Lc 13.1-35 o tema dominante é o escândalo da morte. Na primeira parte se fala da morte de todos (vv. 1-9), enquanto que na segunda fala da morte de Jesus (vv.31-35) e da morte poupada dos pecadores para que possam dispor-se à conversão. Porém, ao lado do tema existe outro: a salvação oferecida aos homens. A cura da mulher encurvada: uma filha de Abraão a qual Satanás mantinha atada fazia dezoito anos, é libertada por Jesus. Além disso, no coração deste capítulo 13, encontramos duas parábolas que formam uma unidade temática: o reino de Deus comparado com o “grão de mostarda” e com o “fermento”.

O Reino de Deus é semelhante a uma semente de mostarda. Esta semente é muito comum na Palestina, de modo particular junto ao lago da Galiléia. É conhecida por sua singular pequenez. Em Lc 17,6. Jesus usa esta imagem para expressar sua esperança de que seus discípulos tenham um mínimo de fé: “Se tivéreis fé como um grão de mostarda...”. Esta parábola tão simples compara dois momentos da história da semente: quando é enterrada (o início modesto) e quando se torna uma árvore (o milagre final). Portanto, a função do relato é explicar o crescimento extraordinário de uma semente que se enterra no próprio jardim, e que tem um crescimento assombroso ao tornar-se uma árvore. Como esta semente, o Reino de Deus tem também sua história: o Reino de Deus é a semente enterrada no jardim, lugar que o Novo Testamento indica o lugar da agonia e da sepultura de Jesus (Jo 18,1.26;19.41); acontece depois o momento do crescimento na qual chega a ser uma árvore aberta à todos.

O REINO DE DEUS É SEMELHANTE AO FERMENTO. O fermento se esconde em três medidas de farinha. Na cultura hebréia, o fermento era considerado um fator de corrupção, até o ponto de ser eliminado nas casas para não contaminar a festa da Páscoa, que justamente começava na semana dos ázimos. O uso deste elemento negativo para descrever o Reino de Deus era um motivo de perturbação para os ouvidos dos judeus. Porém, o leitor percebe sua força convincente: é suficiente por uma pequena quantidade de fermento em três medidas de farinha para conseguir uma grande quantidade de massa. Jesus anuncia que este fermento, escondido ou desaparecido nas três medidas de farinha, depois de um tempo, faz crescer a massa.

EFEITOS DO TEXTO. O que é que nos diz estas duas parábolas? O Reino de Deus, comparado por Jesus a uma semente que se converte em árvore, nos aproxima da história de Deus como a história de sua Palavra: está escondida na história humana e vai crescendo; Lucas pensa na Palavra de Jesus (o reino de Deus está no meio de nós) que já está crescendo, mas, que, todavia, ainda não se converteu em árvore. Jesus e o Espírito Santo estão dando suporte a este crescimento da palavra. A imagem do fermento completa o quadro da semente. O fermento é o Evangelho que age no mundo, na comunidade eclesial e em cada cristão.


PARA REFLEXÃO PESSOAL

Você é consciente de que o Reino de Deus está presente no meio de nós e que cresce de maneira misteriosa difundindo-se na história de cada homem, na Igreja? 

O Reino é uma realidade humilde, escondida, pobre e silenciosa, mesclado com as lutas e prazeres da vida. Você tem aprendido nas parábolas que só verás o reino em ti se adotares uma atitude de serviço humilde e de escuta silenciosa? 


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 128,1-2)
Cada problema, enfermidade ou sofrimento que se apresentar, eu o oferecerei ao Senhor e o colocarei como degrau em meu caminho para a glória de Deus.




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Lectio Divina - 28/10/13


SEGUNDA-FEIRA -28/10/2013


PRIMEIRA LEITURA: Efésios 2,19-22

Um pequeno fragmento de uma das cartas mais repletas de formação cristã nos deixa ver desde o início dois elementos fundamentais de nossa relação com Deus e de nosso destino final. Somos “co-cidadãos dos santos”, isto é, já vivemos no céu, nossa vida está destinada a ser SANTA. Por isso não podemos conformar-nos com menos, pois, somos chamados a viver eternamente no céu, onde este, é só a prolongação de nossa vida na terra vivida no amor de Jesus e através de seu Evangelho. Por outro lado, e talvez de maneira ainda mais importante, ressalta o fato de nossa filiação divina, pois, somos “membros da família de Deus”. Cada vez que penso nisto não posso sair de meu assombro ao pensar que sou filho de Deus, que Deus é meu pai e que Jesus é meu irmão, que Maria é minha mãe e que nesta família eu também sou importante. Que maravilha saber que nosso Pai nos ama e tem criado para nós tudo quanto existe, que nos tem dado como premio, e que só espera a oportunidade de presentear-nos sua paz e sua alegria para que sejamos imensamente felizes neste mundo, e um dia abraçar-nos no céu junto com os demais membros desta incrível família. Não desperdice a oportunidade de fortalecer teus laços de amor com cada um dos membros da Família celestial, lembre que a melhor maneira de fazê-lo é VIVER SANTAMENTE.






ORAÇÃO INICIAL 

Deus todo poderoso e eterno, aumenta nossa fé, esperança e caridade, e, para conseguir tuas promessas, concede-nos amar teus preceitos. Por Nosso Senhor...




REFLEXÃO

Lucas 6,12-19



O evangelho de hoje traz dois assuntos: a eleição dos doze apóstolos (Lc 6,12-16) e a multidão enorme de pessoas querendo encontrar-se com Jesus (Lc 6.17-19). O evangelho de hoje nos convida a refletir sobre os Doze que foram escolhidos para conviver com Jesus, como apóstolos. Os primeiros cristãos recordaram e registraram os nomes destes Doze e de alguns outros homens e mulheres que seguiram Jesus e que depois da ressurreição foram criando comunidades para o mundo. Hoje também, todo mundo lembra o nome de algum catequista ou professora que foi significativo para sua formação cristã.

Lucas 6,12-13: A ELEIÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS. Antes de proceder a eleição dos doze apóstolos, Jesus passou uma noite inteira em oração. Rezou para saber a quem escolher e escolheu aos Doze, cujos nomes estão nos evangelhos e que receberam o nome de apóstolos. Apóstolo significa “enviado, missionário”. Foram chamados para realizar uma missão, a mesma que Jesus recebeu (Jo 20.21). Marcos concretiza mais e diz que Deus os chamou para estar com Ele e enviá-los em missão (Mc 3,14).

Lucas 6,14-16: OS NOMES DOS DOZE APÓSTOLOS. Com pequenas diferenças os nomes dos Doze são iguais nos evangelhos de Mateus (Mt 10,2-4), Marcos (Mc 3,16-19) e Lucas (Lc 6,14-16). Grande parte destes nomes vem do AT. Por exemplo, Simão é o nome de um dos filhos do patriarca Jacó (Gn 29,33). Tiago é o mesmo que Jacó (Gn 25,26). Judas é o nome de outro filho de Jacó (Gn 35,23). Dos doze apóstolos, sete tem o nome que vem do tempo dos patriarcas: duas vezes Simão, duas vezes Tiago, duas vezes Judas, e uma vez Levi! Isto revela a sabedoria e a pedagogia do povo. Através dos nomes de patriarcas e matriarcas, dados as seus filhos e filhas, mantiveram viva a tradição dos antigos e ajudaram seus filhos a não perder a identidade. Que nome damos hoje a nossos filhos e filhas?

Lucas 6,17-19: JESUS DESCE DA MONTANHA E A MULTIDÃO O PROCURA. Ao descer do monte com os doze, Jesus encontra uma multidão de pessoas que procurava ouvir sua palavra e tocar-lhe, porque Dele saia uma força de vida. Nesta multidão havia judeus e estrangeiros, gente da Judéia e também de Tiro e Sidon. E as pessoas estavam desorientadas, abandonadas. Jesus acolhe a todos os que o buscam. Judeus e pagãos. Este é um dos temas preferidos por Lucas!

Estas doze pessoas, chamadas por Jesus para formar a primeira comunidade, não eram santas. Eram pessoas comuns, como todos nós. Tinham suas virtudes e seus defeitos. Os evangelhos informam muito pouco sobre a forma de ser o caráter de cada uma delas. Porém, o pouco que informa é motivo de consolação para nós. 

Pedro era uma pessoa generosa e entusiasta ( Mc 14,29.31;Mt 14,28-29), porém, na hora do perigo e da decisão, seu coração continua encolhido e volta atrás (Mt 14,30; Mc 14,66-72). Chega a ser satanás para Jesus (Mc 8,33). Jesus lhe deu o apelido de Pedra (Pedro). Pedro, por si mesmo, não era Pedra. Tornou-se pedra (rocha), porque Jesus rezou por ele (Lc 22,31-32),

Tiago e João estavam dispostos a sofrer com Jesus e por Jesus (Mc 10,39), porém, eram muito violentos (Lc 9,54). Jesus os chama “filhos do trovão” (Mc 3,17).João parecia ter certos zelos. Queria Jesus só para seu grupo (Mc 9,38).

Felipe tinha uma forma de ser acolhedora. Sabia colocar os demais em contato com Jesus (Jo 1,45-46), porém, não era muito prático em resolver os problemas (Jo 12,20-22;6,7). Às vezes era meio ingênuo. Houve momentos em que Jesus perdeu a paciência com ele: “Mas, Felipe, tanto tempo que estou contigo, e ainda não me conheces?” (Jo 14,8-9).

André irmão de Pedro e amigo de Felipe, era o mais prático. Felipe recorre a ele para resolver os problemas (Jo 12,21-22). Foi André quem chamou Pedro (Jo 1,40-41), e foi André quem encontrou o menino com os cinco pães e dois peixes (Jo 6,8-9).

Bartolomeu parece ser o mesmo que Natanael. Este era bairrista, e não podia admitir que nada bom pudesse vir de Nazaré (Jo 1,46).

Tomé foi capaz de sustentar sua opinião, uma semana inteira, contra o testemunho de todos os demais (Jo 20,24-25). Mas, quando viu que estava equivocado, não teve medo em reconhecer seu erro (Jo 20,26-28). Era generoso, disposto a morrer com Jesus (Jo 11,16).

Mateus ou Levi era publicano, cobrador de impostos, como Zaqueu (Mt 9,9; Lc 19,2). Eram pessoas comprometidas com o sistema opressor da época.

Simão, ao contrário, parece haver sido do movimento que se opunha radicalmente ao sistema que o império romano impunha ao povo judeu. Por isso tinha o apelido de “Zelote” (Lc 6,15). O grupo dos Zelotes chegou a provocar uma rebelião armada contra os romanos.

Judas era o que se ocupava do dinheiro do grupo (Jo 13,29). Chegou a trair Jesus. 

Tiago de Alfeu e Judas Tadeu, destes dois os evangelhos só informam o nome.








PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus passou a noite inteira em oração para saber quem escolher, e escolheu estes doze. Qual é a lição que você tira daqui?
Os primeiros cristãos lembravam os nomes dos doze apóstolos que estavam na origem de suas comunidades. E você lembra os nomes das pessoas que estão na origem da comunidade a que pertence? Lembra o nome de algum catequista que foi significativo para sua formação cristã? O que é que mais lembra dela: o conteúdo do que te ensinou ou o seu testemunho de vida?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 100,5)

Sabendo que um dia no céu poderei abraçar a cada membro da Família celestial, hoje abraçarei as pessoas possíveis, estando consciente de que elas também são partes ou podem ser integrantes desta Família.





sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Lectio Divina - 18/10/13


SEXTA-FEIRA -18/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: 2Timóteo 4,10-17b

Do mesmo modo que se queixou de solidão em 1,15-18, o autor novamente faz uma declaração bem pessoal. Mas essa passagem é igualmente notável por nos dar uma visão da expansão geográfica da Igreja primitiva: Tessalônica, Dalmácia, Galácia, Trôade e Roma. Era relativamente fácil viajar, as viagens eram freqüentes e o cristianismo movia-se com facilidade e rapidez nessa sociedade instável. É difícil avaliar a lista de pessoas mencionadas. Os nomes em si eram muito comuns no mundo antigo e podem estar relacionados a figuras conhecidas das comunidades paulinas. Demas, Lucas e Marcos enviam saudações à Filêmon com Paulo e à Igreja colossence; Lucas pode ser companheiro de viagens de Paulo; Marcos pode ser o colaborador de Paulo; e o Tiquico pode ser a mesma figura fiel que Paulo costuma enviar como emissário pessoal.


ORAÇÃO INICIAL 

Pedimos-te Senhor, que tua graça continuamente nos preceda e acompanhe, de maneira que estejamos dispostos a trabalhar sempre o bem. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 10,1-9


Hoje é a festa de São Lucas, e o evangelho nos fala do envio dos setenta e dois discípulos que devem anunciar a Boa Noticia de Deus aos povoados, nas aldeias e nas cidades da Galiléia. Os setenta e dois somos todos nós que vivemos depois dos Doze. Mediante a missão dos discípulos e das discípulas, Jesus resgata os valores da tradição das pessoas que estavam sendo encobertos pelo duplo cativeiro do domínio romano e da religião oficial. Jesus renova e reorganiza as comunidades para que seja de novo uma expressão da Aliança, uma mostra do Reino de Deus. Por isto, insiste na hospitalidade, no compartilhar, na acolhida aos excluídos. Esta insistência de Jesus percebe-se nos conselhos que dava aos discípulos e discípulas quando os enviava em missão. No tempo de Jesus havia diversos outros movimentos que, igualmente Jesus, procurava apresentar uma nova maneira de viver e conviver, por exemplo, João Batista, os fariseus e outros. Eles também formavam comunidades de discípulos (Jo 1,35; Lc 11,1; At 19,3) e tinham seus missionários (Mt 23,15). Porém, como veremos havia uma grande diferença.

Lucas 10,1-3: A MISSÃO. Jesus envia os discípulos aos lugares onde Ele mesmo tem que ir. O discípulo é o porta-voz de Jesus. Não é o dono da Boa Noticia. Ele os envia de dois em dois. Isto favorece a ajuda mutua, pois, a missão não é individual, mas, comunitária. Duas pessoas representam melhor a comunidade.

Lucas 10,2-3: A CO-RESPONSABILIDADE. A primeira tarefa é “orar para que Deus envie trabalhadores”. Todo discípulo e toda discípula deve sentir-se responsável pela missão. Jesus envia seus discípulos “como cordeiros no meio de lobos”. A missão é tarefa difícil e perigosa. Pois, o sistema em que os discípulos viviam e no qual continuavam vivendo era e continuava sendo contrária a reorganização de pessoas em comunidades vivas.

Lucas 10,4-6: A HOSPITALIDADE. Ao contrário dos outros missionários, os discípulos e as discípulas não podem levar nada, nem bolsa, nem sandálias. Porém, devem levar a paz. Isto significa que devem confiar na hospitalidade das pessoas. Pois, o discípulo que vai sem nada, levando a paz, mostra que confia nas pessoas. Pensa que vai ser recebido, e as pessoas se sentem respeitadas. Por meio desta prática o discípulo critica as leis de exclusão e resgata os valores da convivência comunitária. Não saudeis a ninguém pelo caminho, significa que não se deve perder tempo em coisas que não pertencem à missão.

Lucas 10,7: O COMPARTILHAR. Os discípulos não devem andar de casa em casa, mas sim permanecer na mesma casa. Isto é, devem conviver de forma estável, participar na vida e no trabalho das pessoas e viver do que recebem em troca, pois, o trabalhador merece seu salário. Isto significa que devem confiar no compartilhar. Assim, por meio desta nova prática, resgatam uma antiga tradição das pessoas, criticam a cultura de acumulação que marcava a política do Império Romano e anunciam um novo modelo de convivência. 

Lucas 10,8: A COMUNHÃO DA MESA. Os fariseus, quando saiam em missão, iam prevenidos. Pensavam que não podiam confiar na comida que nem sempre era ritualmente “pura”. Por isto, levava alforje e dinheiro para poder cuidar de sua própria comida. Assim, em vez de ajudar a superar as divisões, as observâncias da Lei de pureza, enfraqueciam muito mais a vivência dos valores comunitários. Os discípulos de Jesus devem comer o que as pessoas oferecem. Não podem viver separados, comendo de sua própria comida. Isto significa que devem aceitar compartilhar a mesa. No contato com as pessoas, não podem ter medo de perder a pureza legal. Agindo assim, criticavam as leis de pureza em vigor e anunciavam um novo acesso a pureza, isto é, a intimidade com Deus.

Lucas 10,9ª: A ACOLHIDA AOS EXCLUIDOS. Os discípulos devem curar enfermidades, curar os leprosos e expulsar os demônios (Mt 10,8). Isto significa que devem acolher dentro da comunidade aos que foram excluídos. Esta prática solidária critica a sociedade que exclui e aponta para saídas concretas. É o que hoje faz a pastoral dos excluídos, migrantes e marginalizados. 

Lucas 10,9b: A CHEGADA DO REINO. Se cumprirem com todas estas exigências, os discípulos podem e devem gritar aos quatro ventos: O Reino chegou! Anunciar o Reino não é em primeiro lugar ensinar verdades e doutrinas, mas sim, levar a uma nova maneira de viver e de conviver como irmãos e irmãs a partir da Boa Notícia que Jesus nos traz: que Deus é Pai e Mãe de todos nós. 



PARA REFLEXÃO PESSOAL

Hospitalidade, compartilhar, comunhão ao redor da mesa, acolhida aos excluídos: são pilares que sustentam a vida comunitária. Como isto se realiza em sua comunidade?
O que é para você ser cristão, ou, cristã? Em uma entrevista na televisão, alguém respondeu ao repórter: “sou cristão, procuro viver o evangelho, porém, não participo da comunidade da Igreja”. O repórter comentou: “Assim como você se considera um bom jogador de futebol, porém, não faz parte de nenhuma equipe?”. É o seu caso?


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 145,10-11)






quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Lectio Divina - 16/10/13


QUARTA-FEIRA -16/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: Romanos 2,1-11

Um dos elementos que valeria a pena ressaltar em nossa reflexão, é o fato de que para Deus não existe “favoritismo”. Isto porque alguns de nossos irmãos, por desgraça, não são assíduos à oração, nem freqüentam a Eucaristia dominical, e se realizam na vida exterior: batizar os filhos, a primeira comunhão, etc., porém, acreditam que pelo fato de serem batizados já asseguram um lugar no céu, ou, por outro lado, aqueles que, de modo contrário, não perdem a missa, confessam-se, etc., porém, levam uma vida pessoal e familiar desordenada e pensam que pelo fato de suas práticas religiosas vão alcançar o premio eterno. Paulo é muito claro nesta passagem na qual diz: “Deus dará a cada um, o que merece de acordo com suas OBRAS”. Lembremos que Jesus mesmo nos disse: “Nem todo o que diz Senhor, Senhor, se salvará, mas sim, aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus”. É importante ser batizado e cumprir com tudo o que a santa Igreja nos convida a viver em comunhão com a comunidade, porém, é fundamental que tudo isto se veja refletido em nossa vida diária, em uma vida marcada pela caridade, pela humildade e pelo respeito. Procure, pois, que toda sua vida dê testemunho de tua união com Jesus, de maneira que tuas boas obras lhe dêem glória.






ORAÇÃO INICIAL 

Pedimos-te Senhor, que tua graça continuamente nos preceda e acompanhe, de maneira que estejamos dispostos a trabalhar sempre o bem. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 11,42-46


No evangelho de hoje continua a relação de conflito entre Jesus e as autoridades religiosas da época. Hoje, na Igreja, se vive o mesmo conflito. Em uma determinada diocese, o bispo convocou os pobres a que participassem ativamente. Eles ouviram os pedidos e muitos deles começaram a participar. Surgiu um sério conflito. Os ricos diziam que haviam sido excluídos e alguns sacerdotes começaram a dizer: “O bispo faz política e esquece o evangelho!”. 

Lucas 11,42: “PORÉM, AI DE VÓS, FARISEUS, QUE PAGAIS O DIZIMO DA MENTA, DA ARRUDA E DE TODA HORTALIÇA, E DEIXAIS DE LADO A JUSTIÇA E O AMOR DE DEUS!. ISTO É O QUE HAVIEIS QUE PRATICAR, AINDA QUE SEM OMITIR AQUILO”. Esta crítica de Jesus contra os líderes religiosos daquela época, pode ser repetida contra muitos lideres religiosos dos séculos seguintes, até hoje. Muitas vezes, em nome de Deus, insistimos em detalhes e esquecemos da justiça e do amor. Por exemplo, a hanseníase voltou árida a vivência da fé, insistindo em observâncias e penitências que desviavam as pessoas do caminho do amor. A irmã carmelita Santa Teresa de Lisieux se criou nesse ambiente de “hanseníase” que caracterizava a França nos finais do século XIX. Foi a partir de uma dolorosa experiência pessoal, que ela soube recuperar a gratidão do amor de Deus como uma força que tem que animar por dentro a observância das normas. Pois, sem a experiência do amor, as observâncias fazem de Deus um ídolo. A observação final de Jesus dizia: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas sim, dar-lhes cumprimento. Os asseguro: enquanto durem o céu e a terra, não deixará de estar vigente nem um acento da lei sem que tudo se cumpra. Portanto, o que transgredir um destes mandamentos mais pequenos e assim ensinar aos homens, será o mais pequeno no Reino dos Céus, ao contrário, o que observar e ensinar, esse será grande no Reino dos Céus. Porque vos digo que, se vossa justiça não é maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus”. Jesus chama a atenção dos discípulos sobre o comportamento hipócrita de alguns fariseus. Eles gostavam de circular pelas praças com longas túnicas, receber os cumprimentos das pessoas, ocuparem os primeiros lugares nas sinagogas e lugares de honra nos banquetes (cf. Mt 6,5;23,5-7). Marcos acrescenta que eles gostavam de entrar nas casas das viúvas e fazer longas preces em troca de dinheiro! Pessoas assim receberão um juízo mais severo (Mc 12,38-40). Hoje em nossa Igreja ocorre o mesmo. 

Lucas 11,44: AI DE VÓS, SEPULCROS QUE NÃO SE VÊEM. “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, pois, sois semelhantes a sepulcros caídos, que por fora parecem belos, porém por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície! Assim também vós, por fora apareceis justos diante dos homens, porém, por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidades” (Mt 23,27-28). A imagem dos “sepulcros caiados” fala por si só e não necessita de comentários. Por meio dela, Jesus conde aos que têm uma aparência fictícia de pessoa correta, porém, cujo interior é a negação total daquilo que querem fazer por fora. Lucas, fala de sepulcros escondidos: “Ai de vós, pois, sois como sepulcros que não se vêem sobre os quais os homens andam sem saber”. Quem pisa ou toca um sepulcro se torna impuro, e mesmo quando o sepulcro está escondido sob a terra. A imagem é muito forte; por fora, o fariseu sempre parece justo e bom, porém, esse aspecto é um engano, pois, em seu interior existe um sepulcro escondido que, se a pessoa não sabe dar-se conta, difunde um veneno que mata, envia uma mensagem (pensamento) que afasta de Deus, sugere uma compreensão errada da Boa Noticia do Reino. Uma ideologia que faz do Deus vivo, um ídolo morto!

Lucas 11,45-46: CRITICA DO DOUTOR DA LEI E A RESPOSTA DE JESUS. “Um doutor da lei lhe respondeu: Mestre, dizendo estas coisas também nos injuria!”. Na resposta Jesus não volta atrás, mas, deixa bem claro que a mesma critica vale também para os escribas: “Ai também de vós, os legistas, que impõem aos homens cargas intoleráveis, e vós não as tocais nem com um de vossos dedos!”. No Sermão da Montanha, Jesus expressa a mesma crítica que serve de comentário: “Na cátedra de Moisés têm sentado os escribas e fariseus. Fazei, pois, e observai tudo o que vos digam, porém, não imiteis sua conduta, porque dizem e não fazem. Colocam cargas pesadas e as deixam nas costas das pessoas, porém, eles nem com o dedo querem movê-las” (Mt. 23,2-4). 


PARA REFLEXÃO PESSOAL

A hipocrisia mantém uma aparência enganadora. Até onde age em mim a hipocrisia? Até onde age em nossa Igreja?
Jesus criticava os escribas que insistiam na observância disciplinar das pequenas coisas da lei como o dizimo da menta, da arruda e de toda hortaliça, e esqueciam de insistir no objetivo da lei que é a prática da justiça e do amor. Esta crítica, também vale para mim?


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 1,1-2)
Farei um profundo exame de consciência para analisar em mim quais são as coisas que me impedem ser um verdadeiro testemunho do Deus vivo, e começarei a trabalhar para erradicá-las de minha vida.




terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lectio Divina - 15/10/13


TERÇA-FEIRA -15/10/2013


PRIMEIRA LEITURA 

Romanos 1,16-25



O tema é anunciado de maneira sucinta e incisiva. O próprio Evangelho contém o poder de Deus para salvar. A fé é fundamental: tudo começa e termina com ela. Como Habacuc (Hab 2,4) disse as seus compatriotas, o individuo justo vive seu destino pessoal pela fé. É precisamente essa fé humana que possibilita a Deus exercer seu poder em plenitude.



ORAÇÃO INICIAL 

Pedimos-te Senhor, que tua graça continuamente nos preceda e acompanhe, de maneira que estejamos dispostos a trabalhar sempre o bem. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 11,37-41


O evangelho de hoje continua a relação tensa entre Jesus e as autoridades religiosas daquele tempo. Apesar da relação tensa, havia algo familiar entre Jesus e os fariseus. Convidado a comer na casa deles, Jesus aceita o convite. Jesus não perde diante deles a liberdade, nem os fariseus diante de Jesus. 

Lucas 11,37-38: ADMIRAÇÃO DO FARISEU DIANTE DA LIBERDADE DE JESUS. “Quando terminou de falar, um fariseu lhe pediu que fosse comer com ele, entrou, pois, e se pos à mesa”. Jesus aceita o convite de comer na casa do fariseu, porém, não muda sua maneira de agir, pois, senta-se sem antes lavar as mãos. Nem o fariseu muda de atitude diante de Jesus, pois, expressa sua admiração pelo fato de que Jesus não lava as mãos. Naquele tempo, lavar as mãos antes das comidas era uma obrigação religiosa, imposta pelas pessoas em nome da pureza, exigida pela lei de Deus. O fariseu estranhou vendo que Jesus não observa esta norma religiosa. E, apesar de ser totalmente diferentes, o fariseu e Jesus tinham algo em comum: a seriedade de vida. A forma de viver dos fariseus era assim: todo dia dedicavam oito horas ao estudo e a meditação da lei de Deus, outras oito horas ao trabalho para poder dar de comer à família, e dedicavam outras oito horas ao descanso. Este testemunho sério de sua vida lhe dava um grande sentido de liderança popular. Talvez, era por isto que, apesar de ser totalmente diferentes, os dois, Jesus e os fariseus, se entendiam e se criticavam mutuamente, sem perder a possibilidade de diálogo.

Lucas 11,39-41: A RESPOSTA DE JESUS. “Bem, vós, os fariseus, purificais por fora o copo e o prato, enquanto por dentro estais cheios de rapina e maldade! Insensatos! E o que fez o exterior, não fez também o interior? Dê mais em esmola o que tens e então tudo será puro para vós”. Os fariseus observavam a lei ao é da letra. Olhavam só o escrito e, por isto, eram incapazes de perceber o espírito da lei, o objetivo que a observância da lei queria alcançar na vida das pessoas. Por exemplo, na lei está escrito: “Ama teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). E eles comentavam: “devemos amar o próximo, porém, só o próximo, a nós, não!”. E dali nascia a discussão sobre a questão: “Quem é meu próximo?” (Lc 10,29). O apóstolo Paulo escreve na segunda carta aos Corintios: “A lei escrita dá a morte, enquanto que o Espírito dá a vida” (2Cor 3,6). No Sermão da Montanha, Jesus critica aos que observam o escrito da lei, porém, não aceita o espírito da lei (Mt 5,20). Para ser fiel ao que Deus pede de nós não basta observar só o escrito da lei. Isto seria o mesmo que limpar o vaso ou o prato por fora e deixar o interior cheio de sujeira: roubo ou maldade. Não basta não matar, não roubar, não cometer adultério, não jurar. Só observa plenamente a lei de Deus aquele que, mais além do escrito, vai até a raiz e arranca de dentro de si os desejos de “roubo e de maldade” que podem levar ao assassinato, ao roubo, ao adultério. A plenitude da lei se realiza na prática do amor (cf. Mt 5,21-48).



PARA REFLEXÃO PESSOAL

Nossa Igreja merece hoje esta acusação de Jesus contra os escribas e os fariseus? E eu, as mereço?
Respeitar a seriedade de vida dos demais que pensam de forma diferente de nós pode facilitar o diálogo tão necessário e tão difícil hoje em dia. Como pratico o diálogo em família, no trabalho e na comunidade? 



ORAÇÃO FINAL 
(SALMO 119,41-42)





segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Lectio Divina - 14/10/13



SEGUNDA-FEIRA -14/10/2013


PRIMEIRA LEITURA: Romanos 1,1-7

Nesta que é a mais longa de todas as saudações em suas cartas, Paulo acrescenta aos votos costumeiros de graça e paz seis versículos que descrevem a boa nova que ele prega por toda a parte. Essa boa nova diz respeito a Jesus, descendente de Davi e também Filho de Deus, como é evidente pelo fato de Deus tê-lo ressuscitado dos mortos. No entendimento de Paulo a Tora não era mais a “lei”, não era mais normativa nem obrigatória. Em vez disso, a Tora se tornou uma história orientadora, uma Escritura Sagrada que diz como todos chegamos ao presente, mas não tem mais regras obrigatórias para o futuro. Então, afim de se apresentar a essa comunidade que ele não fundou pessoalmente, Paulo declara que Deus o designou para anunciar essa boa nova - até mesmo em Roma – para que todas as pessoas pudessem ser completamente obedientes a Deus como resultado de aceitarem e crerem em Jesus. 


ORAÇÃO INICIAL 

Pedimos-te Senhor, que tua graça continuamente nos preceda e acompanhe, de maneira que estejamos dispostos a trabalhar sempre o bem. Por Nosso Senhor...


REFLEXÃO

Lucas 11,29-32


O evangelho de hoje nos apresenta uma acusação muito forte de Jesus contra os fariseus e os escribas. Eles queriam que Jesus desse um sinal, pois, não acreditavam nos sinais e nos milagres que estava fazendo. Esta acusação de Jesus continua nos evangelhos dos próximos dias. Ao meditar estes evangelhos, devemos tomar muito cuidado para não generalizar a acusação de Jesus como se fosse dirigida contra o povo judeu. No passado, a ausência desta atenção contribuiu, lamentavelmente, para aumentar nos cristãos o anti-semitismo que tantos males acarretaram a humanidade ao longo dos séculos. Ao invés de levantar o dedo contra os fariseus do tempo de Jesus, é melhor olhar-mos no espelho dos textos, para perceber neles o fariseu que vive escondido em nossa Igreja e em cada um de nós, e que merece a mesma critica da parte de Jesus.

Lucas 11,29-30: O SINAL DE JONAS. “Os ninivitas se levantaram em Juízo com esta geração e a condenaram; porque eles se converteram pela pregação de Jonas, e aqui existe algo maior que Jonas”. Jesus havendo reunido pessoas, começou a dizer: “esta geração é uma geração malvada, pede sinal, porém, não lhe será dado outro sinal senão o de Jonas”. O evangelho de Mateus informa que alguns escribas e fariseus pediram um sinal (Mt 12,38). Queriam que Jesus realizasse para eles um sinal, um milagre, para que pudessem verificar se Ele era mesmo o enviado de Deus segundo como imaginavam. Queriam que Jesus se submetesse aos critérios deles. Não havia neles abertura para uma possível conversão. Porém, Jesus não se submeteu a seus pedidos. O evangelho de Marcos diz que Jesus, diante do pedido dos fariseus soltou um profundo suspiro (Mc 8,12), provavelmente de desgosto e de tristeza diante de tanta cegueira. Porque de não serve colocar um bonito quadro diante de alguém que não quer abrir os olhos. O único sinal é o sinal de Jonas. “Porque assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o será o Filho do Homem para esta geração”. Como será este sinal do Filho do Homem? O evangelho de Mateus responde: “Porque da mesma maneira que Jonas esteve no ventre do cetáceo três dias e três noites, assim também o Filho do Homem estará no seio da terra três dias e três noites” (Mt 12,40). O único sinal será a ressurreição de Jesus. Este é o sinal que, no futuro se dará aos escribas e aos fariseus. Jesus, condenado por eles a uma morte de cruz, será ressuscitado por Deus e continuará ressuscitando de muitas maneiras naqueles que acreditam Nele. O sinal que converte não é milagre, mas testemunho de vida!

Lucas 11,31: SALOMÃO A RAINHA DO MEIO-DIA. A alusão à conversão das pessoas de Ninive associa e faz lembrar a conversão da Rainha do Meio-Dia: “A rainha do Meio Dia se levantará em Juízo com os homens desta geração e os condenará, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui existe algo que é maior que Salomão”. Esta evocação quase ocasional do episódio da Rainha do Meio-Dia que reconheceu a sabedoria de Salomão mostra como se usava a Bíblia naquele tempo. Era por associação. A interpretação principal era esta: “A Bíblia se explica pela Bíblia”. Até hoje, esta é uma das normas mais importantes para a interpretação da Bíblia, sobretudo, para a Leitura Orante da Palavra de Deus.

Lucas 11,32: AQUI EXISTE ALGO MAIOR QUE JONAS. Depois da digressão sobre Salomão e da Rainha do Meio-Dia, Jesus volta a falar do sinal de Jonas: “Os ninivitas se levantaram em Juízo com esta geração e a condenaram, porque eles se converteram pela pregação de Jonas, e aqui existe algo maior do que Jonas”. Jesus é maior que Jonas, maior que Salomão. Para os cristãos, é a chave principal para a Esciritura (2Cor 3,14-18).


PARA REFLEXÃO PESSOAL

Jesus critica os escribas e os fariseus que chegavam a negar a evidência, tornando-se incapaz de reconhecer o chamado de Deus nos acontecimentos. E nós, os cristãos de hoje, e eu: merecemos esta mesma critica de Jesus?
Ninive se converteu diante da pregação de Jonas. Os escribas e os fariseus não se converteram. Hoje, o que acontece provoca mutações e conversões nas pessoas do mundo inteiro: ameaça ecológica, a urbanização que desumaniza, o consumismo que massifica e aliena, as injustiças, a violência, etc. Muitos cristãos vivem alheios a estes clamores de Deus que vem da realidade.


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 113,1-2).




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lectio Divina - 11/10/13



SEXTA-FEIRA -11/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: Joel 1,13-15; 2,1-2

O profeta Joel é testemunho da devastação e da desolação e convida o povo a retornar para o Senhor, a retomar as práticas penitenciais, que em outro tempo se consideraram vazias e sem sentido. Todas as calamidades que vive o povo de Deus são um convite constante a levar uma vida religiosa, uma vida apegada a Palavra e com um forte aspecto penitencial e disciplinário para não cair no pecado e apartar-se de Deus. Estas práticas, que inclusive hoje em dia se têm muito desvalorizadas dentro da práxis de nossa igreja, continuam sendo, como no tempo de Joel, as ferramentas espirituais que evitam que a desolação e a morte caiam sobre nós. Entretanto, pouco caso fazendo disso. O próprio Jesus, na noite que foi traído, dizia a seus discípulos: “Velem e orem para que não caiam na tentação”. É triste ver como, tanto a prática da oração como a penitência têm-se extinguido na igreja. É raro que as pessoas de hoje façam penitência, até nos dias marcados pela igreja não falta quem procure escapar delas. E logo nos perguntamos por que é que existe tanta violência, por que é que matam e seqüestram nossos familiares e amigos, por que é que existem tantos problemas sociais no povo de Deus? A resposta é simples: temos abandonado o Senhor. Por isso as palavras de Joel devem ressoar com toda sua força hoje em nossos corações: “Façam penitência e chorem, venham ajoelhem-se ao solo vestidos de sacos!”



ORAÇÃO INICIAL 

Deus, todo poderoso e eterno, que com amor generoso transbordas os méritos e desejos dos que te suplicam; derrama sobre nós tua misericórdia, para que livres nossa consciência de toda a inquietude e nos concedas ainda aquilo que não nos atrevemos a pedir. Por Nosso Senhor...


REFLEXÃO

Lucas 11,15-26

O evangelho de hoje nos apresenta uma longa discussão sobre a expulsão de um demônio mudo que Jesus acabava de realizar diante das pessoas.

Lucas 11,14-16: Três reações diferentes diante da mesma expulsão. Jesus estava expulsando demônios. Diante deste fato bem visível, realizado ante todos, houve três reações, diferentes. As pessoas ficaram admiradas, aplaudiram. Outros disseram: “Por Belzebu, príncipe dos demônios, expulsa os demônios”. O evangelho der Marcos informa que se tratava dos escribas que haviam chegado a Jerusalém para controlar a atividade de Jesus (Mc 3,22). Outros pediam um sinal do céu, pois, não se convenceram diante do sinal tão evidente da expulsão realizada perante todo o povo.

Lucas 11,17-19: Jesus mostra a incoerência dos adversários. Jesus usa dois argumentos para rebater a acusação de estar expulsando demônios em nome de Belzebu. Em primeiro lugar, se o demônio expulsa seu próprio demônio, divide a si mesmo e não sobrevive. Em segundo lugar, Jesus lhes devolve o argumento: “Se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Dito com outras palavras, eles também estavam fazendo as expulsões em nome de Belzebu.

Lucas 11,20-23: Jesus é o homem mais forte que chegou, sinal da chegada do Reino. Aqui Jesus chega ao ponto central de sua argumentação: “Quando um homem forte e bem armado custodia seu palácio, seus bens estão seguros; porém, se chegar um mais forte que ele e o vencer, este fica com as armas nas quais confiava e reparte seus despojos”. Na opinião das pessoas daquele tempo, Satanás dominava o mundo mediante os demônios. Ele era o homem forte e bem armado que guardava sua casa. A grande novidade era que Jesus conseguia expulsar os demônios. Sinal de que Ele era o homem mais forte que chegou. Com a chegada de Jesus o reino de Belzebu entrou em declínio: “Porém, se pelo dedo de Deus expulso os demônios, é sinal que chegou a vós o Reino de Deus”. Quando os magos do Faraó viram que Moisés fazia coisas que eles não eram capazes de fazer, foram mais honrados que os escribas e disseram: “Aqui está o dedo de Deus!” (Ex 8,14-15). 

Lucas 11,24-26: O final é pior que o inicio. Na época de Jesus, nos anos 80, diante das perseguições, muitos cristãos voltaram atrás e abandonaram as comunidades. Voltaram à forma de viver de antigamente. Lucas, para avisar a eles e a nós, guardou estas palavras de Jesus sobre o final que é pior que o inicio.

A expulsão dos demônios. O primeiro impacto que a ação de Jesus causa nas pessoas é a expulsão dos demônios: “Até aos espíritos impuros dá ordens e eles lhe obedecem!” (Mc 11,27). Uma das principais causas da discussão de Jesus com os escribas era a expulsão dos demônios. Eles o caluniavam dizendo: “Está possuído por Belzebu! Expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios”. O primeiro poder que os apóstolos receberam quando foram enviados em missão foi o poder de expulsar demônios: “Lhes deu o poder sobre os espíritos do mal” (Mc 6,7). O primeiro sinal que acompanha o anúncio da ressurreição é a expulsão dos demônios: “estes são os sinais que acompanharão os que acreditam: em meu nome expulsarão demônios, falarão em novas línguas” (Mc 16,17). A expulsão dos demônios era o que mais chamava a atenção das pessoas (Mc 1,27). Alcançava o centro da Boa Nova do Reino. Por meio disto, Jesus devolvia as pessoas à elas mesmas. Devolvia o juízo, a consciência (Mc 5,15). Sobretudo, o evangelho de Marcos, do começo ao final, com palavras quase iguais, repete sem parar a mesma mensagem. “E Jesus expulsava os demônios!”. Parece um refrão que se repete uma e outra vez. Hoje, em vez de usar sempre as mesmas palavras, usaríamos palavras distintas para transmitir a mesma mensagem e diríamos: “O poder do mal, Satanás, que dá medo as pessoas, Jesus o venceu, o dominou, o agarrou, o destronou, o derrotou, o expulsou, o eliminou, o exterminou e o matou!”. O que o evangelho nos quer dizer é isto: “Os cristãos estão proibidos de ter medo de Satanás!”. Por sua ressurreição e sua ação libertadora, Jesus afasta de nós o medo de Satanás, cria liberdade em nosso coração, nos dá firmeza na ação e coloca esperança no horizonte! Devemos caminhar com Jesus, por seu caminho, com o sabor da vitória sobre o mal e o poder do mal.



PARA REFLEXÃO PESSOAL

Expulsar o poder do mal. Qual é hoje o poder do mal que massifica as pessoas e as rouba a consciência critica?
Você pode dizer que está totalmente livre e liberto? Em caso de resposta negativa, alguma parte de você está em poder de outras forças. O que é que faz para que este poder não te domine?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 111,3-4)
Jejuarei um dia por semana.




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lectio Divina - 10/10/13


QUINTA-FEIRA -10/10/2013

PRIMEIRA LEITURA: Malaquias 3,13-20

Tem um distado que diz: “vemos a cara, mas não vemos o coração!”, isto que dizer que as aparências se enganam. É fácil pensar que os que vivem a margem de Deus, os que não cumprem com o ir à missa, nem oram, aqueles que oprimem os demais e vivem de suas riquezas são felizes. A verdade é que tudo isto é só aparência, pois, quem não tem Deus não tem nada. Na aparência as pessoas são vistas como normais, sorriem e se divertem, porém, na realidade é que vivem numa profunda solidão. É por isso que procuram o trabalho desmedido, as festas, o ruído, o álcool, as drogas, o sexo, etc., pois, a realidade é que nada pode encher o vazio que se produz no coração do homem quando este expulsa Deus de sua vida. O mais triste é, como nos apresenta a leitura de hoje, que alguns se deixam atrair por esta visão superficial e terminam também abandonando o Senhor. A felicidade não está na prosperidade econômica, nem no poder, nem no prazer… a verdadeira e única felicidade está em Deus. Deus não nos oferece nem ouro nem prata, nos oferece sua amizade e com isso, durante esta vida, a paz e o gozo perdurável, e na outra a glória eterna. Procure ser feliz com o que tens, e lembre que se tem Deus tem tudo. 


ORAÇÃO INICIAL 

Deus, todo poderoso e eterno, que com amor generoso transbordas os méritos e desejos dos que te suplicam; derrama sobre nós tua misericórdia, para que livres nossa consciência de toda a inquietude e nos concedas ainda aquilo que não nos atrevemos a pedir. Por Nosso Senhor...



REFLEXÃO

Lucas 11,5-13

O evangelho de hoje nos apresenta a parábola do visitante no meio da noite e os ditos que se seguem a ela são forte exortação à perseverança e à oração. Deus sempre responde à nossa oração como é melhor para nós, nem sempre como esperamos ou gostaríamos. 

Os exemplos extravagantes do amigo que está dormindo e do pai que daria serpentes e escorpiões aos filhos insistem no absurdo de considerar o Pai celeste severo ou cruel. Deus quer o melhor para nós – o que, em última instância, é o Espírito Santo, a dádiva dos últimos dias (cf. At 2,17). “Pedi… procurai… batei” são três descrições diferentes da oração de súplica; mas “procurai” também significa a busca do Reinado de Deus e a união com o Pai.

Este evangelho tem um duplo ensinamento. O primeiro nos convida a não fraquejar em nossa oração. Deus gosta de ouvir nossas súplicas, Ele nos ouviu desde o princípio e gosta de nossa insistência, talvez, para fortalecer nossa fé. O segundo ensinamento é que Deus se porta como um Pai que não dá coisas que possam ser negativas ou nocivas para seus filhos. Por isso, nem tudo o que Lhe pedimos Ele nos dá.

Estes ensinamentos devem estar sempre unidos, já que como não sabemos quando a coisa é boa ou má para nossa vida e para os demais, devemos pedir com insistência e sem fraquejar, porém, por outro lado, devemos manter a paz em nosso coração, sabendo que Deus não nos concederá o que em seu infinito amor sabe que poderia ser perigoso para nossa vida material e, sobretudo, espiritual. Aprendamos a confiar no infinito amor de Deus e a não fraquejar em nossa oração.


PARA REFLEXÃO PESSOAL

Um bom pai seria capaz de dar algo mal à seus Filhos?
O que nossa comunidade oferece à seus filhos e filhas?
Sentimo-nos perturbados quando alguém pede em nossa porta?


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 1)
Hoje meditarei em meus pensamentos e ações, isto para que meu nome não deixe de aparecer no livro daqueles que temem e honram o Senhor.




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Lectio Divina - 09/10/13


QUARTA-FEIRA -09/10/2013


PRIMEIRA LEITURA : Jonas 4,1-11


A escritura nos ilumina hoje sobre um sentimento que ainda os cristãos são tentados a experimentar: a coragem de ficar contra um Deus que é INFINITAMENTE BOM E MISERICORDIOSO. Gostaríamos (quando não somos nós ou algum ser querido que esteja envolvido), que todos aqueles que violam, assaltam que maltratam e ultrajam os menores, com uma palavra, que todos aqueles que fazem o mal, passassem o resto de sua vida na terra da maneira mais miserável possível e que finalmente fossem expulsos ao inferno para que ali sofressem por toda a eternidade em pagamento pelo que fizeram. E a verdade é que se não se arrependerem, assim será sua vida e seu destino final. No entanto, nós não podemos tomar a atitude de Jonas, pois, nós e os discípulos de Jesus somos chamados à orar por todos eles, para que abram seu coração e se convertam, para que deixem que o amor de Deus toque seu coração, para que sua vida se transforme. Eles, como nós, foram chamados à Vida e é difícil julgar as situações de sua vida que lhes tem impedido de conhecer o amor de Deus, pelo qual tem sido o que tem sido. Jesus nos disse: “Sejam misericordiosos como seu Pai é misericordioso”. Não deixemos, pois, que os maus sentimentos se apoderem de nosso coração, tenhamos compaixão para com todos, como Deus a tem para conosco, e na medida de nossas possibilidades sejamos o meio para que mudem sua vida e experimentem o perdão e a vida divina.



ORAÇÃO INICIAL 

Deus, todo poderoso e eterno, que com amor generoso transbordas os méritos e desejos dos que te suplicam; derrama sobre nós tua misericórdia, para que livres nossa consciência de toda a inquietude e nos concedas ainda aquilo que não nos atrevemos a pedir. Por Nosso Senhor...


REFLEXÃO

Lucas 11,1-4

No evangelho de ontem, vimos Maria aos pés de Jesus, ouvindo sua palavra. Quem ouve a palavra de Deus deverá dar uma resposta na oração. Assim, o evangelho de hoje, dá continuidade ao evangelho de ontem, apresentando a passagem evangélica em que Jesus, por sua maneira de rezar, desperta nos discípulos a vontade de rezar, de aprender a rezar com Ele.

Lucas 11,1: JESUS, EXEMPLO DE ORAÇÃO. “Estava Ele orando em certo lugar e quando terminou, um de seus discípulos disse: Senhor ensina-nos orar, como João ensinou seus discípulos”. O pedido do discípulo é algo estranho, pois, naquele tempo, a pessoa aprendia a rezar desde pequeno. Todos rezavam três vezes ao dia, de manhã, ao meio-dia e a tarde. Rezavam muitos salmos. Tinham suas práticas piedosas, tinham os salmos, tinham as reuniões semanais na sinagoga e os encontros diários em casa. Porém, parece que não era suficiente. O discípulo queria mais: “Ensina-nos a rezar!”. Na atitude de Jesus ele descobriu que poderia dar um passo a mais e que, por isso, necessitava de instrução. O desejo de rezar está em todos, porém, a maneira de rezar pede uma ajuda. A maneira de rezar vai mudando ao longo dos anos de vida e tem mudado ao longo dos séculos. Ensinava-se a rezar por meio das palavras das e de testemunho.

Lucas 11,2-4: A ORAÇÃO DO PAI NOSSO. Jesus respondeu: “Quando orardes dizei: Pai santificado seja o teu Nome; venha o teu Reino, o pão nosso cotidiano dá-nos a cada dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação”. No evangelho de Mateus, de forma muito didática, Jesus resume todo seu ensinamento em sete pedidos dirigidos ao Pai. Aqui no evangelho de Lucas os pedidos são cinco. Nestes cinco pedidos, Jesus retoma as grandes promessas do Antigo Testamento e pede que o Pai nos ajude a realizá-los. Os primeiros três (ou dois) dizem algo a respeito de nossa relação com Deus. Os outros quatro (ou três) dizem algo a respeito da relação entre nós...

Mt – Lc: Introdução: Pai Nosso que estais no Céu!

Mt – Lc: 1º Pedido: Santificação do Nome

Mt – Lc: 2º Pedido: Chegada do Reino

Mt – : 3º Pedido: Realização da Vontade

Mt – Lc: 4º Pedido: Pão de cada dia

Mt – Lc: 5º Pedido: Perdão das dívidas

Mt – Lc: 6º Pedido: Não cair em tentação

Mt - : 7º Pedido: Libertação do Maligno

PAI (NOSSO): O título expressa a nova relação com Deus (Pai). É o fundamento da fraternidade.

(a)-SANTIFICAR O NOME: O nome é JAHVÉ. Significa “Estou contigo!” “Deus conosco”. Neste NOME Deus se dá a conhecer (Ex 3,11-15). O nome de Deus é santificado quando é usado com fé e não com magia; quando é usado segundo seu verdadeiro objetivo, isto é, não para a opressão, mas, para a libertação das pessoas e da construção do Reino.

(b)-CHEGADA DO REINO: O único dono e rei da vida humana é Deus (Is 45,21;46,9). A vinda do Reino é a realização de todas as esperanças e promessas. É a vida plena, a superação das frustrações sofridas com os reis e os governos humanos. Este Reino acontecerá, quando a vontade de Deus se realizar plenamente.

©-PÃO DE CADA DIA: No êxodo, cada dia, a pessoa recebia o maná no deserto (Ex 16,35). A Providência Divina passava pela organização fraterna, pelo compartilhar. Jesus nos convida a realizar um novo êxodo, uma nova maneira de convivência fraterna que garanta pão para todos (Mt 6,34-44; Jo 6,48-51).

(d)-PERDÃO DAS DÍVIDAS: Cada 50 anos, o ano Jubilar obrigava à todos o perdão das dívidas. Era um novo começo (Lv 25,8-55). Jesus anuncia um novo Ano Jubilar, “um ano de graças de parte do Senhor” (Lc 4,19). O evangelho quer começar tudo de novo. Hoje, a dívida externa não é perdoada! Lucas muda “dividas” por “pecados”. 

(e)-NÃO CAIR EM TENTAÇÃO: no êxodo, as pessoas foram tentadas e caíram (Dt 9,6-12). Murmurou e quis voltar atrás (Ex 16,3;17,3). No novo êxodo, a tentação será superada pela força que o povo recebe de Deus (1Cor 10,12-13).

O testemunho da oração de Jesus no Evangelho de Lucas:
-Aos doze anos de idade, vai ao Templo, à Casa do Pai (Lc 2,46-50).
-Na hora de ser batizado e de assumir a missa, reza (Lc 3,21).
-Na hora de iniciar a missão, passa quarenta dias no deserto (Lc 4,1-2).
-Na hora da tentação, enfrenta o diabo com textos da Escritura (Lc 4,3-12).
-Jesus tem o costume de participar nas celebrações nas sinagogas aos sábados (Lc 4,16).
-Busca a solidão do deserto para rezar (Lc 5,16;9,18).
-Na véspera de escolher os doze Apóstolos, passa a noite em oração (Lc 6,12).
-Reza antes de comer (Lc 9,16;24-30).
-Ao colocar-se diante da realidade e na hora de falar de sua paixão, reza (Lc 9,18).
-Na Crise, sobe o Monte para rezar e é transfigurado quando reza (Lc 9,28).
-Antes da revelação do Evangelho aos pequenos, diz: “Pai eu te dou graças!” (Lc 10,21).
-Rezando, desperta nos apóstolos a vontade de rezar (Lc 11,1).
-Reza por Pedro para que não desfaleça na fé (Lc 22,32).
-Celebra a Ceia Pascal com seus discípulos (Lc 22,7-14).
-No Horto das Oliveiras, reza, ainda quando transpira sangue (Lc 22,41-42).
-Na angustia da agonia pede aos amigos que rezem com Ele (Lc 22,40-46).
-Na hora de ser pregado na cruz, pede perdão pelos malfeitores (Lc 23,34).
-Na hora da morte, diz: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23,46; Sl 31,6).

-Jesus morre soltando o grito do pobre (Lc 23,46). 


PARA REFLEXÃO PESSOAL

Rezo, como rezo? O que é que significa a oração para mim?
Pai Nosso: verifico os cinco pedidos e verifico como os vivo em minha vida?


ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 117,1-2)
Hoje farei uma oração especial por todas as pessoas que não aprenderam a fazer o bem, e pedirei a fortaleza do Espírito Santo para que eu seja um meio de evangelização. 





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Lectio Divina - 08/10/13


TERÇA-FEIRA -08/10/2013


PRIMEIRA LEITURA: Jonas 3,1-10

Com esta passagem a escritura nos mostra, através da atitude do Rei de Ninive, o que significa e implica o converter-se de coração. Ao ler a passagem vemos como a primeira coisa que faz o rei é, “levantar-se de seu trono e sentar-se sobre cinzas”. Com este sinal reconhece que ele não é Deus, e que sua vida (e neste caso, inclusive seu reino) deve ser dirigida pelo único Rei: o próprio Deus. Esta atitude do rei deve servir-nos de exemplo e deixar que Deus sente-se no trono de nosso coração. Isto implica reconhecer que SUA PALAVRA é a única que deve reger nossa vida, a qual não poderá ser verdadeira se não temos contato com a Sagrada Escritura. Isto nos leva a que um principio de conversa é tomar primeiro a decisão de seguir a palavra de Deus, e tê-la como o valor central de nossa vida, e em seguida tomar a decisão de ler e meditar TODOS os dias esta Palavra, com a coragem de obedecer-lhe e fazê-la vida. Que tal tentar?


ORAÇÃO INICIAL 

Deus, todo poderoso e eterno, que com amor generoso transbordas os méritos e desejos dos que te suplicam; derrama sobre nós tua misericórdia, para que livres nossa consciência de toda a inquietude e nos concedas ainda aquilo que não nos atrevemos a pedir. Por Nosso Senhor...


REFLEXÃO

Lucas 10,38-42

O CONTEXTO. A viagem, que Jesus empreendeu em 9.51, está semeada de encontros singulares, entre eles a de um doutor da lei (10,25-37), que precede o encontro com Marta e Maria (vv. 38,42). Antes, o doutor da lei faz uma pergunta à Jesus, a qual propicia ao leitor ocasião para descobrir como se consegue a vida eterna, que é a intimidade com o Pai. A ela se chega participando na missão de Jesus, o primeiro enviado que nos mostra a misericórdia de Deus em sua plenitude (v. 37). Em Jesus, o Pai se torna próximo aos homens mostrando de maneira tangível sua paternidade. A expressão que Jesus dirige ao doutor da Lei e ao leitor, no final do encontro, é crucial: “Vai e faça o mesmo!” (v.37). Fazer-se próximo, chegar perto dos outros como faz Jesus, nos faz instrumentos para mostrar de maneira viva o amor misericordioso do Pai. Esta é a chave secreta para entrar na vida eterna. 

A ESCUTA DA PALAVRA. Depois deste encontro com o doutor da Lei, enquanto caminhava, Jesus entre em um povoado e é acolhido por velhos amigos Marta e Maria. Jesus não é só o primeiro enviado do Pai, mas também o que, por ser Ele a Palavra única do Pai, reúne os homens, em nosso caso os membros da família de Betânia. Se é verdade que existe muitos serviços para fazer, como a acolhida e atenção às necessidades dos demais, é ainda mais certo que o que é insubstituível é a escuta da Palavra. Aqui, é ao mesmo tempo um fato real e algo ideal. Começa com a acolhida por parte de Marta (v.38), e depois apresenta Maria na atitude própria do discípulo, sentada aos pés de Jesus e atenta ouvindo sua Palavra. Esta atitude de Maria tem resultado extraordinário, porque no judaísmo do tempo de Jesus não era permitido a uma mulher assistir a escola de um mestre. Até aqui vemos um quadro harmonioso: a acolhida de Marta e a escuta de Maria. Porém, a acolhida de Marta se converterá em breve em um super-ativismo: a mulher esta “tensa”, dividida pelas múltiplas ocupações; está tão ocupada que não consegue abastecer as múltiplas ocupações domésticas. A grande quantidade de atividades, compreensível por tratar-se de um hospede singular, todavia, tem um resultado desproporcional, até o ponto de impedir-lhe viver o essencial justo no momento em que Jesus se apresenta em sua casa. Sua preocupação é legítima, porém, imediatamente se converte em ansiedade, um estado de ânimo não conveniente para acolher um amigo.

RELACIONAR O SERVIÇO E A ESCUTA. Seu serviço de acolhida é muito positivo, porém, é prejudicado pelo estado ansioso com o qual o realiza. O evangelista deixa ver ao leitor que não existe contradição entre a diaconia (serviço) da mesa e da Palavra, porém, pretende apresentar o serviço em relação com a escuta. Marta, ao não haver relacionado a atitude espiritual do serviço com a escuta, sente-se abandonada por sua irmã e em vez de dialogar com Maria se queixa ao Mestre. Apegada em sua solidão, aborrece-se com Jesus que parece permanecer indiferente diante de seu problema (“Não se importa...?”) e com a irmã (“que me deixou só no trabalho”). Em sua resposta, Jesus não a reprova nem a critica, porém, procura ajudar Marta a recuperar o que é essencial naquele momento: ouvir o mestre. A convida a escolher a única parte prioritária que Maria escolheu espontaneamente. O episódio nos alerta sobre um perigo sempre freqüente na vida do cristão: os afãs, a ansiedade e o ativismo podem nos separar da comunhão com Cristo e com a comunidade. O perigo aparece de maneira sutil, porque com as freqüências das preocupações materiais que se realizam com a ansiedade as consideramos uma forma de serviço. O que preocupa Lucas é que em nossas comunidades não se descuide da prioridade que se deve dar a Palavra de Deus e a sua escuta. É necessário que, antes de servir aos outros, aos familiares e a comunidade eclesial sejam servidos por Cristo com sua Palavra de graças. Quando estamos imersos nas tarefas cotidianas, como Marta, esquecemos que o Senhor quer cuidar de nós. Pelo contrário, é necessário colocar nas mãos de Jesus e de Deus todas as nossas preocupações.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Você sabe relacionar o serviço com a escuta da Palavra de Jesus? Você se deixa levar pela ansiedade diante das tuas múltiplas ocupações?
Você entendeu que antes de servir deve aceitar ser servido por Cristo? Tem consciência de que teu serviço só será divino se antes acolher Cristo e sua Palavra?



ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 139,1-3)
Hoje me aproximarei daquela pessoa que ofendi e lhe pedirei perdão de coração, deixando que o Espírito de Deus seja quem ilumine meus passos ao agir com amor.